02/09/2019
Sabe-se que por meio do treinamento de forca (TF) se pode gerar aumento na massa muscular esquelética, isso por ele ser um potente estimulo no processo de síntese de proteínas musculares (SPM), isso claro quando ela é maior que a degradação de proteínas musculares.
Um estudo de revisão feito aqui no Brasil com colaboração internacional, quis precisamente levantar informações sobre como a SPM se comportaria e contribuiria no processo hipertrófico durante o TF.
O que a lógica nos diria é que se aplicarmos o princípio geral de adaptação ao estresse, a retenção de proteína muscular seria progressivamente menor conforme avança o TF, por tanto seria esperado uma menor amplitude e duração da SPM em resposta a TF, isso quando se compara um indivíduo não treinado (NT) com um já treinado (T). Mas nem sempre a lógica é um bom parâmetro na ciência, não acham... vamos aos achados?
Dois estudos citados mostraram uma taxa de SPM maior nos sujeitos NT quando comparados com os sujeitos T depois de uma sessão de TF, mas um outro estudo mostro o contrário. Um desses estudos equalizou o trabalho total nos dois grupos e encontrou aumento não significativo de SPM no grupo T, mostrando que apesar de essa ser a única forma de saber qual a magnitude real do TF sobre a SPM, os sujeitos no estado T tiveram um esforço menor, o que é um limitante no desenho experimental.
Por sua parte, outros dados sugerem um incremento na SPM nas primeiras 48h é 3x maior no estado NT do que no estado T. Por exemplo um estudo de 21 semanas de TF, só o grupo NT mostrou hipertrofia significativamente maior, apesar de que o grupo T tivesse um trabalho total maior, o que, segundo os autores, gera uma pergunta interessante: Até que ponto o musculo se tornaria “refratário” a um estimulo de TF?
Duas ressalvas feitas no artigo: É preciso ter cautela ao predizer um resultado crônico baseado só em respostas agudas da SPM. Existem variáveis de interferência nessas respostas como a nutrição, atividade física, sono e, predisposição genética que, até então, parecem não ter sido abordadas em estudos adequadamente.
Sports Med. Junio de 2015; 45 (6): 801-7. doi: 10.1007 / s40279-015-0320-0.