10/08/2017
A Anú está lançando seu novo site com uma chamada para reportagens de colaboradores!
Confere lá: anujornalismo.com/gaveta
As deliberações da assembleia em questão foram trazidas e votadas pelas alunas e alunos, e distantes da burocracia ou comportamento político de CA ou DA.
No dia 31 de outubro de 2016, por deliberação em assembleia convocada pelo Centro Acadêmico de Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia e pelo Diretório Acadêmico da Comunicação, FABICO - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS foi ocupada pelas suas acadêmicas e acadêmicos. Elas configuram decisão legítima da comunidade estudantil fabicana. A ocupação da FABICO integra um movimento
10/08/2017
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18/05/2017
Concentra pro ato HOJE às 17h no Jardim de Inverno da Fabico. Saímos rumo às manifestações às 17h30.
Junte-se a nós.
Áudios entregues pela JBS e noticiados ontem provam que Temer deu propina para "estancar" a Lava jato. Já estão marcados atos pelo país.
Concentra da Fabico - Ufrgs para o Ato FORA TEMER em Porto Alegre!
Hoje (18/05), às 17h no jardim de inverno da Fabico.
Saída em bloco às 17h30.
A manifestação está prevista para as 18h com saída da esquina democrática.
09/01/2017
Segunda reflexiva.
Enquete rápida.
CARTA ABERTA SOBRE A DESOCUPAÇÃO
Hoje, sexta-feira, 23, decidiu-se desocupar o prédio da FABICO. Ocupamos no dia 31 de outubro. Cinquenta e quatro dias. A saudade vai esquentar nossos corações; o fogo nos olhos não vai diminuir; a ocupação não terminou. A rua será ocupada, o movimento continua. A garra e a força dos ocupantes vai persistir, visto que até no prédio, por meio de mudanças que a Ocupa realizou, está um pouquinho de cada um deles. Talvez essa seja a exceção da regra, mas Elis Regina cantava errado: não nos dói perceber tudo o que fizemos, porque não somos mais os mesmos; ainda, também não somos os mesmos que nossos pais. Os últimos 54 dias foram meses. Aprendizado e tolerância. Fizemos história. Fizemos futuro. Crescemos juntos.
Crescemos, caímos e aprendemos. Constante equação. Aprendemos que é possível lavar banheiro no escuro, aprendemos que o orgulho necessita ser deglutinado, pois apenas pedir desculpa não basta, é preciso olhar no olho, dar um abraço e seguir em frente pelo bem comum. Vimos uma ocupação ser gerida com êxito por mulheres que desdobraram o conceito de que elas são incapazes de lidar com tudo sozinhas. Vimos despontar mulheres guerreiras, gurias fortes, com fés inabaláveis. Vimos bravos homens lutando também. Vimos a aura contagiante de cada um. Vimos professores de departamentos que nunca se falaram promovendo assembleias, buscando união. Vimos engajamento de estudantes e trabalhadores ombro a ombro. Vimos formar-se um ambiente político nunca visto antes na nossa Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Vimos a informação e a comunicação andarem aliadas. Vimos consolidar-se o maior movimento estudantil do país e fizemos parte dele. Lutamos.
Lutar junto de alguém te dá forças imensas. Lutar com alguém que dorme ao teu lado, almoça e janta contigo. Lutar com quem não necessariamente dormia ou comia, mas disponibilizava turnos e se comprometia com o coletivo. Lutar com quem trocava conhecimento diariamente. Conhecer-nos e reconhecermo-nos uns aos outros. A família que foi formada não será desmanchada. Nem bombas de gás, nem balas de borracha, nem assembleias intermináveis e nem Brasília nos derrubou. Seguimos juntos contra as irreais realidades da sociedade que vivemos: contra governos golpistas; contra universidades elitistas; contra homens assediadores; contra outras PECs que poderão vir; contra racismo, preconceito e misoginia. Por uma nova Fabico, por uma nova UFRGS, por uma nova sociedade. A luta e a coletividade continuam. Obrigada a todos que nos apoiaram de toda e qualquer maneira. Apesar de você, Temer, amanhã ainda há de ser outro dia.
Ocupa FABICO
APESAR DE VOCÊ, AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA
Apesar de PEC 55, apesar de MP do Ensino Médio, apesar de Escola Sem Partido, apesar de pacotaço do Sartori, apesar da não-paridade nas eleições na UFRGS... amanhã há de ser outro dia. E seguiremos na luta.
Na última sexta-feira, decidimos, em assembleia interna deliberativa, que em breve a ocupação, como nosso ato pontual de resistência chegará ao fim, e a FABICO deixará de ser ocupada. Assim, nossa luta tomará outras caras e outros rumos.
Nesta nota, encerramos alguns dos assuntos que estavam em aberto após semanas de discussões cansativas, assembleias longas e diálogos (im)produtivos.
SOBRE A NÃO-CRIMINALIZAÇÃO PÓS-MOVIMENTO:
Infelizmente, a reitoria da UFRGS se negou a participar da reunião em que seriam debatidos diversos temas referentes às demandas das ocupações, sendo um deles a não-criminalização do nosso movimento. Assim, desocuparemos sem nenhum respaldo do reitor - que se dizia apoiador da causa - e seguimos sujeitos a quaisquer formas de criminalização em diversas ordens. A ausência de diálogo saudável entre o reitor e os ocupantes quebrou um relacionamento que vínhamos construindo desde novembro e impossibilitou o prosseguimento na luta pelas nossas pautas.
Ainda assim, o sentimento combativo construído pelos ocupantes segue vivo em cada um, e nos recusaremos a ser esquecidos, desmerecidos ou agredidos, em qualquer nível.
SOBRE O CALENDÁRIO ACADÊMICO:
Após reunião com os professores da FABICO, decidimos por alguns pontos relativos ao retorno das aulas e ao encerramento do semestre 2016/2.
Não haverá nenhuma aula no prédio da FABICO até 2017.
A partir do dia 2 de janeiro, os professores fabicanos estarão autorizados a marcar aulas, avaliações e atividades de reposição para iniciarmos o encerramento do semestre, uma vez que o prédio já estará desocupado.
Ainda estamos em aguardo pelas decisões oficiais da reitoria - órgão responsável por determinar a situação do calendário em todas as unidades da universidade que foram ocupadas - para confirmações complementares sobre o calendário acadêmico 2016.
Então, a decisão final dos professores fabicanos é de retomar as aulas a partir do dia 2/01, finalizando o semestre nos meses de janeiro e fevereiro.
E ENFIM, SOBRE A DESOCUPAÇÃO:
Pela assembleia interna deliberativa do movimento Ocupa Fabico, foi deliberada uma data para a desocupação ainda em 2016. Assim, o prédio passará por vistorias junto à direção da unidade e aos órgãos relativos - como o setor responsável pelo patrimônio - e em breve as atividades retornarão ao previsto e o prédio será desocupado.
Ou seja, desocuparemos em breve.
AINDA NÃO ACABOU
Os próximos dias serão vitais para o encerramento do ato de resistência que construímos aqui, e nós, ocupantes, estamos cada vez mais determinados a levar adiante o movimento.
Para além da ocupação, mudaremos a FABICO, mudaremos a UFRGS e, quiçá, o Brasil.
Seguiremos na luta contra os retrocessos conservadores e as agressões diárias que um governo ilegítimo, um congresso reacionário e políticos corruptos jogam para cima da população.
Apesar de tudo isso, amanhã há de ser outro dia.
13/12/2016
QUEM SÃO OS DONOS DA MÍDIA?
Ocupa Fabico representando no ato contra a PEC da morte! Pela democratização da comunicação.
Nos localizem pela faixa
E vamos à luta!
REITORIA IMPLODE REUNIÃO COM AS OCUPAÇÕES
Na tarde de hoje, dia 12 dezembro de 2016, representantes de todas as ocupações que acontecem na UFRGS tentaram se reunir com o reitor e a comissão de diálogo. Conforme acertado na última reunião do dia 9 de dezembro, os e as estudantes se comprometeram a apresentar um retorno sobre o debate do calendário acadêmico, tendo a reitoria se comprometido a apresentar uma análise das reivindicações levadas pelos estudantes. A referida reunião deveria dar conforme as normas dos estudantes, tendo sido os mesmos que a convocaram.
Quando os e as representantes das ocupações sugeriram o acompanhamento da reunião com observadores (representantes da Assurgs, Andes e terceirizadas) conforme o debate unificado feito pelos setores.
A representante da comissão de diálogo, Suzi Camey, Pró-reitora de Assuntos Estudantis, recusou-se a seguir com a reunião, como pode ser visto no vídeo. Quando os estudantes questionaram a motivação do impedimento da entrada desses observadores, a Pró-reitora anunciou que estava cancelando a reunião e retirou-se do local escoltada por seguranças.
O vídeo deixa nítido que os e as estudantes tentaram a todo momento manter o diálogo e a agenda da reunião, sendo recebidos com ações sem justificativas e detrimento do diálogo por parte da reitoria e de suas representações.
Dado isso indagamos ao reitor sobre a sua vontade de manter o diálogo com as ocupações.
11/12/2016
DOAÇÃO É AÇÃO
Precisamos muito da sua ajuda.
Aceitamos todos os tipos de alimentos e produtos de limpeza ou até mesmo doações em dinheiro. Segue, abaixo, a lista de maiores necessidades por ordem de prioridade:
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
- verduras
- queijo
- presunto
- frutas
- pão
- ovos
- creme de leite
- molhos
- salsicha
- bolachas
- leite condensado
PRODUTOS DE LIMPEZA
- cera
- limpador multiuso
MATERIAL ESCOLAR
- canetão
- caneta para quadro branco
- d***x
Agradecemos, mais uma vez, a quem vem doando, ajudando sempre que pode e como pode. Só conseguimos manter a resistência por causa de vocês!
O FUTURO DAS OCUPAS
Ontem (9), as ocupações da UFRGS estiveram presentes em uma reunião com o reitor, Rui Vicente Oppermann, a vice-reitora, Jane Fraga Tutikian, o chefe de gabinete, João Roberto Braga de Mello, e a comissão de diálogo estabelecida anteriormente pela reitoria da Universidade. Nós, estudantes, apresentamos reivindicações de pautas unificadas do Movimento de Ocupações da UFRGS por meio de uma carta. Nela, reiteramos que qualquer continuidade na comunicação entre o movimento e a reitoria só será dada a partir de respostas efetivas dessas pautas.
O reitor se comprometeu a analisar cada ponto reivindicado e a trazer suas análises e respostas em uma próxima reunião, já marcada para o dia 12 de dezembro, na próxima segunda-feira.
Deixamos, abaixo, a carta lida na referida reunião.
____
Excelentíssimo senhor reitor, Rui Vicente Oppermann,
Considerando o futuro da comunidade universitária diante do cenário político de crise nacional, vimos por meio desta apresentar as reivindicações unificadas do Movimento de Ocupações da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entendemos a necessidade, para além das questões nacionais, de avançar na solução de pautas históricas do movimento estudantil, com caráter de negociação entre a reitoria e as unidades ocupadas.
1) Não criminalização e não responsabilização civil, administrativa e acadêmica do movimento de ocupações.
Moção de compromisso votada no Conselho Universitário (CONSUN) referente a não retaliação dos participantes;
Ouvidoria efetiva para casos que envolvam a criminalização dos/as ocupantes, bem como a instituição de uma representação discente dentro da Ouvidoria;
Reabertura do cancelamento de disciplinas sem prejudicar o ordenamento e a TIM dos estudantes;
2) Ampliação imediata da democracia universitária garantindo maior participação.
Democratização do voto para as eleições dos Institutos e da Reitoria mediante o sistema paritário;
Homologação imediata das direções eleitas por consultas paritárias;
Transparência e democracia na gestão de recursos que entrem na UFRGS por meio de publicização e comunicação do Orçamento à comunidade acadêmica a partir de Portal da Transparência da UFRGS e espaços paritários de gestão do orçamento.
3) Maior efetividade na garantia da permanência e assistência estudantil.
Fim da resolução 19;
A garantia em carta pública formal do não contingenciamento e cortes na área de assistência estudantil;
Bolsa permanência sem contrapartida de trabalho para estudantes de baixa renda (mecanismo já utilizados por alguns cursos);
Reajuste imediato das bolsas administrativas e acadêmicas;
Ampliação das moradias estudantis dentro de suas especificidades;
Creches universitárias (já contemplado em outro tópico);
4) Acesso, ensino e extensão:
Ações afirmativas nos Programas de Pós Graduação da Universidade: para negros, indígenas, quilombolas, travestis, trans e pessoas com deficiência;
Gratuidade dos cursos de extensão e especialização;
Oferta obrigatória de disciplinas que contemplem o debate de raça, gênero e sexualidade em todos os cursos;
5) Segurança e permanência das mulheres:
Ouvidoria para as denúncias das violências de gênero.
Resposta a carta sobre violência de gênero na Casa do Estudante;
Ampliação e manutenção das creches da universidade, contemplando servidores, estudantes e terceirizados.
6) Devido aos crimes trabalhistas cometidos com trabalhadoras e trabalhadores terceirizados e abstenção da universidade e empresa terceirizada Multiágil em responder à situação, informamos que:
As e os trabalhadoras/es terceirizados, em seus espaços organizativos, demandam reunião junto da PROGESP/GERTE, representante das empresas, Reitoria e SUINFRA para debater suas demandas.
Indicamos que a reunião ocorra na mesma semana, antes do recesso universitário, sendo informada a data às ocupações e trabalhadoras/es anteriormente a próxima reunião de negociação.
Assinam este documento:
Ocupa DSG-ARQ
Ocupa FACED
Ocupa ICBS
Ocupa DIREITO
Ocupa IA
Ocupa ADM
Ocupa ESEFID
Ocupa PSICO e SERVIÇO SOCIAL
Ocupa ENFERMAGEM e SAUDE COLETIVA
Ocupa FABICO
Ocupa IFCH
Ocupa LETRAS
Ocupa IGEO
Ocupa BIO
Ocupa EXATAS
UNIFICOU: É ESTUDANTE JUNTO COM TRABALHADOR
Nas últimas semanas, as ocupas têm discutido a questão dos trabalhadores terceirizados da UFRGS que são diariamente hostilizados, desumanizados, ignorados pela maioria das pessoas que frequentam, estudam e trabalham no mesmo ambiente.
Hoje aconteceu uma reunião aqui na nossa ocupa com integrantes das ocupações da Biologia, da Geociências, do Instituto de Artes, da Escola de Administração, da Psicologia e do Serviço Social.
Nela, reforçamos a irregularidade de algumas empresas terceirizadas da UFRGS que não são fiscalizadas e infligem diversas leis trabalhistas e discutimos algumas propostas de formas de apoio.
Tempos de reflexão, tempos de fazer o mínimo, o que já deveríamos ter feito há tanto tempo: olhar para os lados e ver as condições de trabalho a que estão submetidos esses e essas trabalhadoras que, na maioria das vezes, sofrem caladas com medo da retaliação. Não temos a intenção de protagonizar uma luta que não é nossa nem achamos que eles não sabem o que sofrem. Eles estão cientes, e transparecem essa ciência todos os dias, sentem na pele. Triste é ver que naturalizaram o sofrimento e pensam ter que agradecer por pelo menos ter um emprego.
Os trabalhadores são (e sempre foram) colocados nessa posição de inferioridade e impotência perante a hierarquia do sistema. É nosso dever, enquanto estudantes, professores e técnicos, não se calar diante de tanta injustiça social. A mobilização é conjunta, e, em meio a tantas retiradas de direitos, é necessário olharmos para aqueles que sustentam nossa Universidade nas costas e não ganham reconhecimento algum.
Juntos na luta, todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas!
07/12/2016
VAMOS FALAR SOBRE GORDOFOBIA?
Vimos como a gordofobia não estava sendo tratada, mesmo dentro de um espaço aberto e livre, como uma questão de relevância entre as pautadas atualmente. É com o interesse de que esse assunto seja desmistificado e discutido que teremos amanhã, às 16h, uma roda de conversa sobre ele. Espaço de troca, diálogo e problematização que qualquer um pode participar! Vem!
Chama a galera!