Colocar as galochas antes de ir para o pátio.
Maria Luísa 2a
Antônio 1a8m
Olívia 1a7m
Cotidiana Escola de Educação Infantil
Cotidiana Escola de EI,um sonho que vem sendo construído ao longo de mais de 20 anos!
Antônio queria subir no túnel de madeira. Aproximou-se, apoiou os braços sobre ele e tentou. Seu corpo se esticava, os braços faziam força, mas ainda não era suficiente para alcançar o outro lado.
Ele tentou novamente. E mais uma vez.
Ao seu redor, outros movimentos aconteciam, o Tim estava na janela da sala e Maria Luisa em cima do cubo de madeira, interagindo um com o outro pela janela de vidro. Antônio, porém, permanecia envolvido em sua própria pesquisa.
Então, como ele poderia subir em cima do túnel?
Foi então que percebeu um prato de alumínio por perto.
Pegou, colocou no chão e subiu em cima dele. Experimentou mais um pouco.
Olhou para o túnel.
Ainda não dava.
Desceu, continuou tentando e, depois de algum tempo, encontrou uma cumbuca de alumínio que era mais funda e alta. Observou o objeto, levou-o até perto do túnel e o colocou no chão. Subiu sobre ela e agora, seu corpo estava um pouco mais alto.
Antônio apoiou-se novamente no túnel e, dessa vez, conseguiu subir.
Durante essas tentativas, Antônio parecia investigar o que era preciso para seu corpo alcançar o túnel. Experimentou diferentes apoios, percebeu que o prato não lhe dava altura suficiente e encontrou na cumbuca, mais funda e alta, uma nova possibilidade. Seu corpo e os objetos ao redor tornaram-se parte dessa pesquisa: experimentar, perceber, comparar, escolher, reposicionar e tentar novamente.
Professora Shay
21/08/2026
Na chegada à escola, despedir-se no balanço do pátio é um ritual signif**ativo para Maria Luisa. É ali que pede a sua família que a embale bem forte antes de irem.
Tim também, como quem já conhece aquele lugar, se direciona para o balanço. Ao seu lado, ela o observa. Os dois balançam, trocam olhares e sorrisos. Até que Tim escorrega e chora, chateado. Maria Luisa desce e se aproxima do balanço de Tim:
“Eu vou te embalar bem forte, tá, Tim?”
É no cotidiano compartilhado que os bebes e crianças se apropriam de experiências vividas e as reinventam nas relações. Maria Luisa, que tantas vezes é embalada para fazer sua passagem entre a casa e a escola, agora oferece a Tim a força do seu próprio embalo.
Maria Luisa 2a
Tim 1a5m
Professora Regina
Grupo Hibisco.
21/08/2026
Na mesa, Gal, Manu e Tom comiam massa parafuso com molho. Pegar a massa com o garfo nem sempre é fácil, às vezes ela escapa, gira ou cai antes de chegar à boca. Por isso, quando f**a difícil, as mãos também podem ajudar.
Gal, porém, estava concentrada em outra possibilidade. Segurava o garfo com cuidado, fincava a massa e prestava atenção para conseguir pegá-la.
Até que, de repente, olhou para Tom e disse:
— Esse é o jeito que tu nos ensinou, né, Tom?
Manu também se lembrou. Outro dia, Tom havia mostrado para as crianças, sentado à mesa, como conseguia fincar a massa com o garfo.
Os três sorriram. Então, levantaram seus garfos, cada um com uma massa.
Um jeito de comer que Tom ensinou e que, agora, Gal e Manu também sabiam fazer.
Professora Shay
A vivência de bilinguismo dinâmico acontece de forma integrada ao cotidiano das crianças. Ela nasce nas conversas, nas brincadeiras, nas refeições e em tantos outros momentos compartilhados do dia, sempre a partir de convites diferentes e signif**ativos.
Nesse dia, a prof Isa acompanhava o almoço do grupo Bergamota quando logo surge um pedido que já faz parte do nossos ritual de almoço:
— Teacher, conta uma história de boca!
Antes mesmo que pudesse começar, as crianças já foram compondo essa narrativa:
— Teacher, na tua história tem que ter dragões, uma caverna e tem que ser assustadora!
Grupo Bergamota. 🧡🍊
Prof Gabi.
19/08/2026
Rituais que se fazem intrínsecos no cotidiano entrelaçam relações, proporcionam autonomia e constroem afetos. É pelo aroma que, desperta em quem passa, a curiosidade de descobrir qual alimento está sendo preparado. Ir até a cozinha para conversar com a Berna e Cacau sobre “qual será a próxima refeição?” E a corrida momentânea até a sala para comunicar aos amigos. Na mesa, poder escolher ao lado de quem vai sentar, conversar sobre o final de semana, ou lembrar do dia que um visitou a casa do outro. É ali na mesa que os olhares se encontram, o companheirismo e gentileza se apresentam e as risadas completam a sonoridade.
Grupo Urucum
Professora Tracy
17/08/2026
Aqui na Cotidiana, o momento do pátio é essencial no nosso dia a dia. É onde as brincadeiras acontecem de outras maneiras que não são possíveis dentro da sala de referência.
Uma cena que se repete todo dia são as brincadeiras nos balanços e as várias possibilidades que eles trazem.
Tem quem balança rindo, quem balança de olho fechado, quem só quer observar primeiro, esperando sua vez.
Ir ao pátio não é uma pausa no aprendizado, mas uma parte importante dele. No balanço, a gente vê isso acontecer todos os dias: as crianças ganham confiança e desenvolvem seu equilíbrio, coordenação e autonomia.
Professor Matheus.
Grupo Jabuticaba.
Theo, 11 meses e 25 dias.
O bebê no centro de sua própria investigação, exploração e desenvolvimento motor autônomo.
Posso cantar junto contigo?
“Vai começar
A brincadeira
Da comida
Brasileira
Só bate palma
Se for comida
[…]”
🎶
Anaya, 3a1m
Tom, 3a
Cora, 2a8m
Professora Shay
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