21/11/2016
Hoje no nosso colégio ocorreu uma situação que representa muitas características da nossa sociedade e do nosso colégio. Em plena semana da consciência negra, os negros e negras foram reprimidos, principalmente os que construíram as atividades da semana da consciência negra no colégio, e pensaram em uma forma de despertar a nossa consciência para o que a população negra passa no nosso país.
Segue a explicação de uma das alunas organizadoras do projeto sobre a alteração temporária do nome do colégio: "a ideia de mudar o nome foi totalmente por parte dos alunos que participaram do projeto! O nosso foco era debater o racismo existente dentro do Tubino, mas queríamos algo para iniciar o debate. Queriamos uma história como prova de que realmente ocorre, foi aí que lembramos da Helena. Nos apresentaram a história real, pois o que sabíamos era totalmente distorcido e foi ai que achamos que era necessário "homenageá-lá" para abrirmos um debate sobre a história e sobre o racismo no nosso ambiente escolar."O caso da Helena foi abafado, vimos em reunião que a direção atual sabe do ocorrido pelo o que está escrito em uma ata e em documentos com a SEC. O fato é que calaram Helena, e hoje fizeram o mesmo com a negritude do Helena Ferreira quando arrancaram a faixa com o nome do colégio.
O Grêmio Estudantil do Colégio Helena Ferreira repudia a ação do terceiro que arrancou a faixa! O GEHF repudia a ação da direção em guardar a faixa na sua sala, impedindo os alunos a recolocarem a mesma na faixada do colégio e a ser conivente com o ocorrido! Os alunos não vão se calar, a negritude não vai aceitar represálias!
HELENA FERREIRA RESISTE!!!