22/06/2026
Tem uma decisão que se repete na devolutiva: a criança lê bem, então o caso fecha como leve ou superado.
Mas leitura e escrita não são a mesma habilidade testada de dois jeitos. São dois sistemas que podem evoluir em ritmos diferentes. E quando só um deles é avaliado com profundidade, metade do quadro f**a fora do laudo.
Isso muda o que a família ouve. Muda o que a escola recebe. Muda se aquela criança vai continuar com suporte ou se vai ser dispensada de algo que ainda precisa.
Avaliar escrita com o mesmo rigor que se avalia leitura não é etapa extra. É a etapa que decide se o diagnóstico está completo.
Se tu já encerraste uma investigação cedo demais por causa disso, vale ler o capítulo sobre escrita do livro. Acesse o Link na bio.
21/06/2026
Eu vi isso em outro perfil e quis fazer o teste
Achei interessante a descrição inicial. Acho que realmente essa combinação de características minhas e da minha história de vida sintetizam muito a minha personalidade.
Eu não conheço o livro, mas é impressionante a semelhança com a minha história de vida!
Nessa foto eu estava com minha mãe. Uma tia dela que veio da “cidade grande” quis tirar uma foto nossa. Eu tinha dez anos e, na nossa casa, não tinha banheiro, tinha uma casinha nos fundos do quintal.
Definitivamente. Não é apenas vencer. Não é vencer a qualquer custo. É vencer com coerência.
Ética. Propósito. Responsabilidade. Verdade.
Eu realmente acredito no poder da educação para a transformação. Eu sou a prova viva dessa transformação que ela proporciona.
E tu, qual livro serias?
20/06/2026
Minha lei da atração para o finde e para a vida 🌷
19/06/2026
Quando eu visto a camisa do Brasil, não penso apenas em uma seleção, mas em milhões de crianças que dependem da educação para ampliar suas possibilidades de futuro.
A educação mudou a minha história, por isso, grande parte do meu trabalho hoje é tentar fazer com que ela possa mudar a história de outras pessoas também.
💚💛💙🤍
18/06/2026
Tem uma armadilha que aparece com frequência na triagem de casos de aprendizagem: confundir desempenho baixo com transtorno presente.
Os dois produzem o mesmo sintoma na sala de aula. A criança não acompanha a turma, demora mais que os colegas, evita tarefas de leitura. Mas um caso pede intervenção pedagógica e acompanhamento de oportunidade. O outro pede avaliação neuropsicológica e intervenção específ**a.
Tratar os dois da mesma forma custa tempo que a criança não tem. Tratar como transtorno o que é lacuna de oportunidade gera rótulo sem necessidade. Tratar como lacuna o que é transtorno real atrasa o diagnóstico que deveria ter vindo antes.
A pergunta que abre esse carrossel não é retórica. É o primeiro filtro clínico que separa esses dois caminhos.
📣 O Dislexia: Guia Clínico Aplicado para Profissionais trata esse raciocínio com critérios práticos de investigação. Link na bio.
16/06/2026
Uma das coisas mais interessantes da ciência é que, às vezes, duas pessoas parecem discordar quando, na verdade, estão respondendo perguntas diferentes.
“Existe dislexia?” é uma pergunta. “Como essa dislexia se manifesta?” é outra.
Como clínica, tenho muito interesse pela segunda, porque é nela que encontramos as diferenças que explicam por que duas crianças com o mesmo diagnóstico podem precisar de caminhos de intervenção completamente distintos.
Diagnósticos ajudam a organizar o conhecimento.
Perfis ajudam a compreender pessoas.
📣 No meu livro Dislexia: guia clínico aplicado para profissionais eu exploro essa temática e mostro qual deve ser o foco da intervenção a depender do perfil. O link para conhecer o livro está na minha Bio.