Hosana Gonçalves Neuropsicologia

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22/08/2026

Resultados quantitativos organizam o desempenho, mas não explicam, sozinhos, o funcionamento.

Na avaliação, vale observar também:

1. Consciência do próprio desempenho
A criança percebe suas dificuldades? Como reage ao erro? Sua percepção corresponde ao que o desempenho mostra?

2. Curva de rendimento na tarefa
O desempenho se mantém estável? Há queda por fadiga, melhora com o aquecimento ou oscilações ao longo da tarefa?

Esses dados ajudam a compreender autorregulação, estratégia, sustentação, custo executivo e organização interna — aspectos que o percentil isolado não mostra.

Quantitativo mede o produto. Qualitativo ajuda a compreender o processo.

Photos from Hosana Gonçalves Neuropsicologia's post 20/08/2026

A dor de ser considerado desinteressado quando o teu cérebro está operando no limite do esgotamento é devastadora.

Muitos adultos chegam ao consultório com a autoestima construída sobre uma premissa falsa: a de que eles simplesmente não se esforçaram o suficiente. Essa narrativa foi repetida por professores, por família, às vezes por outros profissionais. E o paciente a internalizou tão profundamente que ela passou a definir quem ele acredita ser.

O diagnóstico tardio não desfaz o tempo perdido. Mas ele desfaz a narrativa. E isso tem um peso clínico real que o profissional precisa estar preparado para acolher na devolutiva.

O Dislexia: Guia Clínico Aplicado para Profissionais traz o suporte teórico e clínico para conduzir essas avaliações com sensibilidade humana e precisão científica, oferecendo um caminho de acolhimento real para esses pacientes.

✨Acesse o link na bio.

Photos from Hosana Gonçalves Neuropsicologia's post 19/08/2026

Repetir critérios diagnósticos ultrapassados no teu laudo prejudica diretamente o prognóstico do teu paciente.

As revisões de 2025 não foram apenas acadêmicas. Elas mudaram o piso mínimo do que se espera de uma avaliação de dislexia tecnicamente responsável. Profissional que ainda usa discrepância QI-desempenho como critério principal, que não avalia ortografia como parte do núcleo, que não investiga fluência e automaticidade, não está apenas desatualizado. Está operando com um modelo que a própria literatura já descartou.

O Dislexia: Guia Clínico Aplicado para Profissionais traduz essas diretrizes científicas para a prática clínica real, orientando o raciocínio na redação e na tomada de decisão diagnóstica com base no que a ciência sustenta hoje. Link na bio.

18/08/2026

O diagnóstico é o mesmo, então por que a orientação terapêutica é diferente?

Nem toda criança disléxica precisa de fono. Tem toda criança com TDAH precisa de psicoterapia. Nem toda criança autista precisa de medicamento. Etc etc

Então como definir as orientações quando concluímos a avaliação do paciente?

No Da queixa ao laudo eu te ensino a fazer as orientações corretas de acordo com o perfil do paciente.
O link está na Bio.

Photos from Hosana Gonçalves Neuropsicologia's post 17/08/2026

Tratar a evitação escolar como pura fobia social pode estar cronificando o sofrimento do teu paciente.

O adolescente que se recusa a ir à aula muitas vezes não teme apenas o convívio com os colegas. Teme o desgaste insuportável de tentar acompanhar um ritmo de leitura que o seu cérebro processa de forma diferente. E esse desgaste acumulado ao longo de anos se manifesta exatamente como o que chega ao consultório: apatia, isolamento, cansaço extremo, recusa.

O Da Queixa ao Laudo desenvolve o raciocínio necessário para mapear essas comorbidades emocionais, identificando quando o sintoma psicológico é o resultado de um transtorno do neurodesenvolvimento que passou invisível na infância.

✅ Link na bio.

16/08/2026

Às vezes, a gente passa tanto tempo procurando a resposta nos te**es que esquece de olhar para a pergunta que fez antes deles.

Uma avaliação começa muito antes de aplicares o primeiro instrumento: na definição da pergunta clínica, na escolha dos instrumentos, nas hipóteses que tu levantas e nas explicações alternativas que decides investigar.

E essa é a reflexão que te convido a levar para essa semana que se inicia: antes de perguntar “o que esse teste mostrou?”, pergunta “por que eu escolhi esse teste?”

Uma boa avaliação é aquela em que cada decisão tem uma razão clínica e nao, necessariamente, aquela em que todos os escores fecham uma história bonita.

Que a nossa semana comece com menos pressa para concluir e mais disposição para pensar. 🤍

Photos from Hosana Gonçalves Neuropsicologia's post 14/08/2026

Hoje participei como palestrante do 29º Simpósio Internacional de Doenças de Inverno, no bloco “Quando a Criança Não Aprende”, com a palestra “No que a Avaliação Neuropsicológica Pode Ajudar?”.

Escolhi falar sobre algo que considero fundamental na avaliação de crianças com dificuldades de aprendizagem: a diferença entre identificar uma dificuldade e compreender o que está por trás dela.

Quando uma criança não aprende, é tentador buscar rapidamente uma explicação. Mas a mesma manifestação pode estar relacionada a diferentes processos e, muitas vezes, a mais de um deles.

Por isso, uma avaliação não deveria se limitar a identificar aquilo que está abaixo do esperado. Precisamos compreender o padrão de funcionamento da criança: suas habilidades preservadas, suas dificuldades, as condições que favorecem ou prejudicam seu desempenho e as hipóteses que podem explicar esse padrão.

Também precisamos ter cuidado para não transformar resultados de te**es em conclusões que eles, sozinhos, não sustentam.

O escore é uma informação. O significado clínico desse resultado depende da integração com todo o restante da história.

Foi esse o raciocínio que procurei compartilhar hoje: uma avaliação neuropsicológica pode contribuir para diferenciar, identificar, integrar e direcionar.

Porque, no final, o objetivo não é apenas responder “o que essa criança tem?”, mas conseguir compreender como ela funciona, o que está dificultando sua aprendizagem e quais decisões podem ajudá-la.

Foi uma alegria dividir esse espaço com tantos profissionais que também estão interessados em compreender melhor a criança que está por trás da queixa. 💙

Photos from Hosana Gonçalves Neuropsicologia's post 13/08/2026

O desempenho médio de um paciente muito inteligente pode esconder anos de sofrimento invisível.

Limitar a análise diagnóstica aos escores médios de te**es padronizados é uma conduta arriscada nesse perfil. O paciente com dupla excepcionalidade gasta o triplo de energia para entregar o mesmo resultado que os pares, acumulando cobranças de quem avalia apenas o resultado final e nunca o custo de chegar até ele.

O que diferencia esse perfil na avaliação não é o nível de dificuldade observada. É a discrepância entre o que a criança faz oralmente e o que consegue produzir por escrito. Entre o raciocínio que todos reconhecem e o desempenho que ninguém consegue explicar.

O Dislexia: Guia Clínico Aplicado para Profissionais trata a dupla excepcionalidade com critérios específicos de avaliação e os erros diagnósticos mais frequentes nesse perfil. Link na bio.

13/08/2026

Talvez também tenhas escolhido essa profissão porque querias transformar a vida de outras pessoas.

Ajudar uma criança a ser compreendida.
Dar uma direção para uma família que já tentou de tudo. Ajudar uma escola a enxergar possibilidades onde antes só havia dificuldade.

Mas existe uma parte da profissão que quase ninguém conta: tu pode estudar muito e ainda chegar diante de uma avaliação pensando:

“Será que estou escolhendo os te**es certos?”

“Será que essa bateria realmente responde à pergunta clínica?”

“Estou seguindo um protocolo ou estou raciocinando sobre este caso?”

“Como eu integro todos esses resultados?”

“E se eu estiver deixando alguma hipótese importante de fora?”

“Como vou sustentar essa conclusão no laudo?”

E talvez o mais frustrante seja terminar uma avaliação, revisar os dados várias vezes e continuar sem sentir segurança sobre o caminho que percorreu.

Porque aprender a aplicar instrumentos é uma coisa, mas aprender a pensar clinicamente a avaliação é outra.

É saber partir da queixa, formular hipóteses, construir uma bateria estratégica, interpretar os resultados dentro da história daquela criança, integrar diferentes fontes de informação e transformar tudo isso em uma conclusão que consigas sustentar.

Foi para isso que eu criei o Da Queixa ao Laudo.

Para ajudar profissionais a deixarem de depender apenas de protocolos e começarem a construir avaliações com mais intenção, clareza e raciocínio clínico.

Tu não precisas apenas saber aplicar te**es. Tu precisas saber por que estás aplicando, o que estás procurando e o que farás com aquilo que encontrou.

Se é esse tipo de segurança que queres construir na sua prática, o Da Queixa ao Laudo está disponível.

🔗 Acesse o link da bio e conheça o curso.

11/08/2026

Minha galeria é basicamente um retrato da minha vida: meu filho, meu trabalho, uns prints aleatórios e um livro que carrega uma parte enorme de mim.

O hacker que lute. 😂🤍

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