24/09/2026
Qual foi a última vez que você ouviu um sermão sobre a brutalidade da cruz?
Por que a mensagem central das Escrituras tem sido cada vez mais posta de lado?
Em uma época marcada pela hipersensibilidade, onde qualquer confronto soa como ofensa, falar sobre o que nossos pecados fizeram com Jesus Cristo tornou-se uma mensagem impopular.
Muitos têm buscado pregadores que afaguem o ego e ensinem apenas como Deus pode ajudar nas conquistas terrenas: finanças saudáveis, um casamento sem conflitos, filhos exemplares e realização profissional. Não é à toa que abordagens puramente terapêuticas e de autoajuda têm dominado os púlpitos.
A verdade bíblica é desconfortável: ninguém quer ouvir que é culpado pela agonia do Calvário. Isso não gera aplausos rápidos. Não é instagramável. O homem moderno prefere perguntar o que o Criador do universo tem para lhe oferecer hoje.
O resultado são congregações moldadas pela lógica da experiência do cliente, preocupadas em fornecer um serviço de acolhimento estéril, conforto e entretenimento com verniz religioso.
Mas o Evangelho não é sobre autoaperfeiçoamento. Ele começa no reconhecimento da nossa total incapacidade de salvar a nós mesmos: somos pecadores, pobres, cegos e nus diante da santidade de Deus.
Jesus não foi à cruz para ser um facilitador de ambições pessoais. Ele morreu como o Cordeiro perfeito, entregue ao matadouro sem culpa nem pecado, para sofrer em nosso lugar e aplacar a justa ira de Deus sobre nós. Somente quando compreendemos o peso da cruz é que entendemos a profundidade da graça.
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