09/12/2017
Grandes mudanças nos mundo da mídia...
Há alguns dias, a gente compartilhou por aqui um comentário do Rafael Sbarai sobre a demissão em massa que rolou no BuzzFeed após os caras não atingirem as metas de receita projetadas para 2017 (http://bit.ly/2AEp8El). "O Jornalismo não se sustenta apenas por publicidade - principalmente no 'mundo digital'." - foi a frase do Rafa na ocasião.
Em seguida, o Washington Post anunciou que estava deixando deixa de ser um jornal para virar uma empresa de software, ou seja, estava tornando oficial uma maneira criativa de gerar receitas oferecendo serviços para outros veículos sem necessariamente abandonar sua produção própria. (http://bit.ly/2nJaqZV)
Agora, a bola da vez é o Mashable, outra grande empresa de mídia digital que passará por mudanças e promete deixar outros recados para o futuro desse mercado.
A Ziff Davis, dona da IGN, adquiriu o portal por 50 milhões de dólares, e o resultado foi a recente demissão de 13 pessoas da divisão de vídeos da Mashable Studios e um aviso claro para os esforços da empresa serem voltados às redes sociais, deixando em segundo planos os investimentos em TV e plataformas de streaming.
Em uma carta para os funcionários, Pete Cashmore (que seguirá no Mashable) afirmou que "a Ziff Davis fez um ótimo trabalho no cenário comercial e tecnológico nos últimos anos" e que, num período "particularmente desafiador para as empresas de mídia digital", será possível "aproveitar essas mesmas práticas e relacionamentos para crescer", e isso não sem antes citar a capacidade de diversif**ação das fontes de arrecadação da nova dona do portal. (http://bit.ly/2Bsf33)
Em resumo, todos esses casos dizem respeito a adaptação dos negócios nativos digitais a uma realidade de escassez de anunciantes. A grana está cada vez mais concentrada em Google e Facebook, enquanto o resto vai se degladiando com as sobras e sobrevivendo como pode.
Com isso, f**a a grande questão: o que 2018 reserva para essa indústria? Compartilhe nos comentários as suas percepções.