Jornal da Universidade - UFRGS

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O Jornal da Universidade traz temas de interesse da comunidade acadêmica da UFRGS em reportagens, ent

O Jornal da Universidade tem o objetivo de noticiar, comentar, criticar e opinar sobre fatos de interesse da comunidade universitária. Apresenta também as novidades no campo do ensino, da pesquisa e da extensão, com reflexões sobre seus impactos na sociedade. É publicado mensalmente pela Secretaria de Comunicação Social e tem distribuição gratuita dirigida a professores, técnicos e estudantes que circulam pela UFRGS.

26/02/2026

Comunicado

Diante da deflagração da greve dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) da UFRGS, UFCSPA e IFRS – em defesa do cumprimento do acordo de greve firmado em 2024 e contra retrocessos previstos no Projeto de Lei nº 6.170/2025 –, a partir de 26 de fevereiro, informamos que parte da equipe do Jornal da Universidade aderiu à paralisação.

Por isso, os serviços deste veículo sofrerão redução, além da não circulação semanal. Dúvidas e mais informações podem ser sanadas por meio do e-mail [email protected]

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 24/02/2026

Artes | Produção artística como espaço de reconstrução de identidade e ressignificação na prisão

A artista visual Márcia Braga, uma das vencedoras do Prêmio CAPES de Tese de 2025, trabalha voluntariamente no Presídio Madre Pelletier, no bairro Teresópolis, desde 2019. Integrante do coletivo "Balcão da Cidadania", ela investigou no doutorado em Artes Visuais na UFRGS a contribuição da arte para as mulheres em prisão provisória, isto é, aquelas que ainda estão aguardando julgamento e pena definitiva.

Semanalmente, o projeto promove encontros para expressão artística, com rodas de conversa, criação em cerâmica e pintura, projetos de design e de escrita criativa. Essas atividades são voltadas para o autoconhecimento e a ressignificação de pensamentos, concebidas como uma forma de lidar com suas experiências na prisão, desejos e medos, necessidades, frustrações e angústias.

A pesquisa não se restringiu aos muros do Madre. Durante a pandemia da Covid-19 — quando os encontros foram suspensos — foi criada a Rádio da Cidadania, uma forma analógica de manter contato com as colegas que estavam em completo isolamento. Em um pen-drive, as gravações eram entregues e transmitidas na unidade prisional, em uma caixa de som instalada no pátio.

Além disso, em 2022, uma exposição na Casa de Cultura Mario Quintana reuniu os trabalhos elaborados em 17 anos de encontros: colagens, objetos de crochê e de cerâmica, pinturas, poemas e narrações.

“No fundo, no fundo, o que nos une aqui no Balcão da Cidadania é a falência desse lugar com o que ele se promete. Nós não acreditamos nesse lugar, e estamos lá dentro trabalhando por um pensamento bastante utópico, mas que nos move”, afirma Márcia.

Leia a reportagem completa em ufrgs.br/jornal, ou no link na bio para a edição #270. Para receber todos os conteúdos do JU por e-mail, assine em ufrgs.br/jornal/newsletter.

📷 Desirée Ferreira / Acervo Balcão da Cidadania
📝 Camila Fernandes de Souza

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 20/02/2026

Acesso aberto | Lume ultrapassa a marca histórica de 50 mil documentos e trava batalha contra raspagem de dados por robôs de inteligência artificial

Referência internacional, o lume.ufrgs.br abriga o repositório da produção intelectual da Universidade. A plataforma recebe uma média de 800 novos documentos por mês e já ultrapassa a marca de 50 mil teses e dissertações disponibilizadas gratuitamente ao público.

“Há meses em que esse volume chega a mil. Esses documentos são importados de vários sistemas, como o catálogo das bibliotecas da UFRGS (SABi) e o Sistema de Eventos Institucionais, e de outros órgãos, como é o caso das resoluções e decisões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) e do Conselho Universitário (Consun)”, destaca Manuela Klanovicz Ferreira, analista de TI do Lume.

Nos últimos anos, com a popularização da inteligência artificial, o repositório vem recebendo investidas em massa de robôs. Os acessos tornam o sistema mais lento e geram desafios para a UFRGS, que busca constantemente barrar os ataques. Segundo a equipe do Lume, os bots acessam repositórios no mundo todo com o objetivo de extrair informações de trabalhos acadêmicos em larga escala para alimentar as plataformas de IA, sem dar crédito aos pesquisadores.

Saiba mais sobre o assunto em reportagem publicada no Jornal da Universidade desta semana. Link para a matéria completa na bio ou no canal do JU no Instagram. Para receber todos os conteúdos do Jornal por e-mail, assine em ufrgs.br/jornal/newsletter.

📷 Pietro Scopel/JU
📝 Cristiane Miglioranza

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 19/02/2026

Conjuntura | O financiamento como peça fundamental na transição para uma economia mais sustentável

Nesta edição, o Jornal da Universidade publica um artigo sobre a importância de uma nova arquitetura financeira para a transição verde. No texto, os autores criticam a lentidão dos governos em implementar medidas de enfrentamento às mudanças climáticas e abordam, em especial, as transformações necessárias na economia.

"A transição verde implica uma profunda reestruturação da economia. Não é apenas um processo de substituição tecnológica ou de ganhos incrementais de eficiência, mas, sim, uma realocação sistêmica de ativos, com redefinição das estruturas produtivas e reorientação dos fluxos financeiros", escrevem os economistas Carlos Henrique Horn, Fernanda Feil e Carmem Feijó.

Para eles, essa transição se assemelha a um processo de “destruição criadora”, no qual setores intensivos em carbono devem ser gradualmente desativados e novos setores de baixa emissão de gases de efeito estufa e de uso eficiente de recursos emergem, remodelando preços relativos, redes de produção, mercados de trabalho e a distribuição do poder econômico.

O assunto é debatido com profundidade pelos pesquisadores no livro "Development Banks and the Green Transition", recém-lançado pela editora Routledge. Na obra, os autores desenham a nova arquitetura financeira necessária para uma transição verde e sustentável, partindo do entendimento de que ela não acontecerá de maneira eficiente se depender apenas das forças do mercado.

Link para o artigo completo na bio e no canal do JU no Instagram. Para publicar na coluna de Conjuntura, envie seu texto em bit.ly/conjuntura-ju. Para receber todos os conteúdos do Jornal por e-mail, assine em ufrgs.br/jornal/newsletter.

📷 Fernando Frazão/Agência Brasil
📝 Carlos Henrique Horn, Fernanda Feil e Carmem Feijó

18/02/2026

Espaço da Reitoria | Autonomia universitária avança com projeto para extinguir lista tríplice e sistema de pesos nas eleições das universidades

Nesta edição do Jornal da Universidade, a reitora Marcia Barbosa e o vice-reitor Pedro Costa celebram a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei n.º 5.874/2025, que extingue a exigência da lista tríplice para a escolha da alta gestão das universidades federais. Em artigo, eles destacam que a iniciativa representa um avanço na consolidação da autonomia universitária.

O Projeto de Lei também propõe eliminar o sistema de pesos na votação, em que os votos de docentes devem representar 70% do resultado e os de estudantes e técnicos, 15% cada. Apesar dessa determinação legal, diversas instituições já adotam administrativamente pesos equivalentes, promovendo uma consulta paritária entre os segmentos.

"Na última eleição para a reitoria, a UFRGS somou-se a quase dois terços das universidades federais ao realizar sua primeira eleição baseada no critério paritário. Afinal, é fácil cumprir a lei; fazer o que é certo exige coragem", salientam.

Para Marcia e Pedro, a escuta de toda a comunidade na definição da gestão amplia o sentimento de pertencimento, fortalece a diversidade e contribui para a construção democrática de um projeto de universidade comprometido com o desenvolvimento sustentável e socialmente referenciado. Na UFRGS, esse debate será retomado na elaboração do novo Programa de Desenvolvimento Institucional, a partir de 2026.

Link para o artigo completo na bio e no canal do JU no Instagram. Para receber todos os conteúdos por e-mail, assine em ufrgs.br/jornal/newsletter.

🎨 Excerto do mural “As Profissões”, de Aldo Locatelli
📝 Marcia Barbosa e Pedro Costa

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 13/02/2026

Pinacoteca | O desespero de um condenado à mercê do juízo de suas vítimas

Na edição desta semana do Jornal da Universidade, Mayquel Eleuthério discute as relações entre história e arte a partir da obra "O julgamento final de Luculus”, de Armando Almeida. Em artigo, o doutorando em História pela UFRGS apresenta o trabalho e aborda a inspiração do artista para a criação da xilogravura: a peça do dramaturgo Bertold Brecht, de mesmo nome.

"Luculus é um general romano que, ao morrer, encontra-se diante de um tribunal que vai definir onde deve passar a eternidade. Ao contrário do que se espera, no entanto, seus grandes feitos como general romano deporiam contra si, a grandeza conquistada e as guerras vencidas não teriam valia alguma: os juízes que decidiriam seu destino e as testemunhas sobre as quais baseariam seu juízo seriam figuras que ele próprio levou à morte, ou que o afetaram de alguma forma durante sua vida militar", destaca o pesquisador.

Essa é a atmosfera que a obra de Armando Almeida quer resgatar. Para Mayquel, o artista captura esse clima construindo uma cena dramática: Luculus, em primeiro plano, está acuado. Diante dele, o olhar pesado de seus juízes, que, no passado, foram suas vítimas. A obra integra o acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS, localizado na Rua Senhor dos Passos, 248, no centro de Porto Alegre, aberto ao público de segunda a sexta, das 9h às 18h.

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🎨 Armando Almeida
📝 Mayquel Eleuthério

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 12/02/2026

Artigo | Os interesses ideológicos e geopolíticos na escolha do Nobel da Paz

Nesta edição, em artigo no Jornal da Universidade, Miguel Sosa reflete sobre as implicações da entrega do Nobel da Paz, em 2025, para Maria Corina Machado, uma das principais opositoras ao chavismo na Venezuela. No texto, o doutorando em Ciência Política pela UFRGS, aponta para a interferência de interesses geopolíticos na decisão do comitê responsável pela premiação.

"É fundamental questionar o que representa o prêmio Nobel da Paz para seus galardoados e para os países e causas que encarnam. Pois ele é transmitido como um símbolo de reconhecimento (do ocidente) das lutas, mas não quaisquer lutas, e sim a luta pela liberdade e a democracia. Mas não qualquer democracia, e sim a democracia dos valores ocidentais. Isso quer dizer que a concepção do prêmio tem uma carga implícita que responde a critérios ideológicos e geopolíticos", destaca o pesquisador.

Segundo Miguel, o Nobel é concedido a partir de um conceito específico de paz relacionado, especialmente, à expansão do modelo democrático-liberal e à contenção de potências e ideologias rivais. Nesse sentido, o comitê também ignora ou marginaliza outras lutas que, segundo o doutorando, têm igual ou maior transcendência do que as premiadas.

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🎨 Giordana Lorandi Pinto (.nas.nuvens) /
📝 Miguel Sosa

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 12/02/2026

Artigo | Em dez anos, varejo de alimentos no RS encolhe 54%, afetando principalmente populações mais vulneráveis

Nesta semana, o Jornal da Universidade publica um artigo sobre as transformações no varejo alimentar gaúcho. No texto, pesquisadores das áreas de Nutrição e Planejamento Urbano da UFRGS apresentam os resultados de um estudo que investigou o desempenho do setor entre 2010 e 2022.

"Os resultados mostraram que houve uma redução de 54.534 estabelecimentos alimentares no período analisado, representando uma queda de 54% no número total de estabelecimentos, sendo que, analisando a série histórica, essa redução no varejo de alimentos foi ainda mais acentuada no período pós-pandemia por covid-19", destacam os autores.

O varejo alimentar compreende lojas como supermercados, atacarejos, lojas de vizinhança e conveniência, entre outros. Segundo os pesquisadores, os mais afetados pela redução foram os estabelecimentos que tinham maior venda de alimentos ultraprocessados. Nesses locais, os clientes compravam mais produtos processados em comparação com os itens in natura, por exemplo.

O estudo também mostrou que a retração não ocorreu de forma homogênea entre os municípios. As reduções mais significativas foram observadas em cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano, maior vulnerabilidade social e menor renda média. Além disso, em cidades com mais presença de população negra, parda ou indígena, houve uma diminuição maior nas fontes de alimentos in natura, enquanto os estabelecimentos de ultraprocessados se mantiveram mais estáveis.

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🎨 Giordana Lorandi Pinto /
📝 Dafne Pavão Schattschneider, Elma Izze da Silva Magalhães, Lauren Yurgel da Silva, Júlio Celso Borello Vargas e Raquel Canuto

12/02/2026

Nesta semana, o JU aborda a integridade da produção científica em tempos de IA, arte no cotidiano prisional, transição verde e muito mais!

📰 Confira a edição em ufrgs.br/jornal.
📸 Pietro Scopel/JU

10/02/2026

Espaço da Reitoria | Projeto sobre desastres climáticos e ambientais coordenado pela UFRGS recebe financiamento do governo federal

Nesta semana, no Jornal da Universidade, a pró-reitora de Pós-graduação, Claudia Wasserman, escreve sobre a Redeclima. A iniciativa é voltada a estudos transdisciplinares sobre desastres climáticos e ambientais e envolve pesquisadores de outras cinco universidades: UFPA, UFMA, UFSB, UFCA e Unifei.

Em artigo, Claudia explica que o projeto foi selecionado para receber financiamento pelo programa Redes para Internacionalização Institucional, o CAPES-Global.edu. O aporte será realizado pelos próximos cinco anos.

"O financiamento abrange custeio para missões de trabalho internacionais, manutenção de projetos de pesquisa em cooperação e bolsas no exterior (doutorado-sanduíche, professor visitante júnior e sênior, e capacitação). A Fundação de Apoio à Pesquisa do RS (Fapergs) apoiará a rede financiando viagens nacionais para pesquisadores das universidades participantes", salienta a pró-reitora.

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🎨 Excerto do mural “As Profissões”, de Aldo Locatelli
📝 Claudia Wasserman

10/02/2026

Health | UFRGS research pioneers the use of a technology that can facilitate access to medication, improve patient adherence, and reduce costs for the healthcare system

Three minutes and 90 cents: that is the time and cost required to create personalized medicines using a 3D printer, while a conventional medication costs around R$5.00 to produce. The topic is explored in the PhD thesis in Pharmaceutical Sciences by Juliana dos Santos.

According to the researcher, tablets can be manufactured in various shapes — from bears and hearts for children to easy-to-swallow pills for people who have difficulty swallowing. It is also possible to produce medicines with multiple layers and controlled release, making treatment easier for patients who take several medications in a single day.

“Today, the same medicine is produced for people of different age groups and health conditions. This can lead to inadequate responses to treatment,” Juliana explains. The technology can also be used to print medicines in remote regions, where conventional drug distribution is a challenge.

Read the full story at ufrgs.br/jornal or via the link in our bio.

📷 Pietro Scopel/JU
📝 Renata Rosa
🈯 Victória Lenz Menezes

Photos from Jornal da Universidade - UFRGS's post 10/02/2026

Artigo | Combinar, reinventar ou misturar mídias se tornou o novo fetiche na arte hoje

"Não há como negar: conquistamos, enfim, a tão sonhada liberdade artística. Os existencialistas venceram. Os velhos ditames estéticos ruíram. Outros surgiram. Alguns tão problemáticos quanto os anteriores, é verdade. Ainda assim, a roda da arte gira sem muitos solavancos, com fluidez e potência, o que é fantástico", celebra Matheus Cenachi.

Apesar de comemorar os avanços, o mestrando em Letras na UFRGS questiona o que os artistas têm feito com toda essa liberdade. Para ele, falta coragem, transgressão e experimentação na área, o que torna o cenário artístico decepcionante e catastrófico. Em artigo no Jornal da Universidade, Matheus explica que, nas últimas décadas, o raciocínio por trás da criação passou a ser combinar, reinventar ou misturar mídias.

Nesse contexto, o autor relembra as contribuições de Eisenstein, Abujamra e, em especial, Beckett. Dramaturgo e escritor irlandês, Beckett explorou os meios expressivos até às últimas consequências, mas sem deixar de lado a substância, "aquilo que dá carne e sentido à obra". Para Matheus, as mídias são apenas ferramentas, mas não a arte em si.

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🎨 Arthur Schinke FAX (._) /
📝 Matheus Cenachi

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O Jornal da Universidade (JU) é um veículo de comunicação público e autônomo, mantido pela Secretaria de Comunicação Social da UFRGS (SECOM). Editado desde 1997, traz reportagens sobre temáticas variadas com profundidade e reflexão.

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