30/01/2022
Qual seria a possível semelhança de discurso de ódio nas redes sociais com a liberdade de expressão?
As redes sociais são plataformas com perfis diversificados, onde as diferenças entre os usuários é gigantesca, sendo assim, automaticamente as pessoas não compartilham dos mesmos gostos e ideais, gerando grandes conflitos nas redes virtuais. Partindo da concepção inerente de que, na internet não existe nenhum tipo de contato físico, ou presença real, os usuários sentem-se encorajados e em seu direito para exporem suas opiniões sem ponderar os limites da mesma, disseminando a ideia de que, o ambiente virtual não é casa de ninguém, ou melhor, é uma terra sem lei.
Juntamente com o discurso de ódio, observamos nos últimos anos, uma nova forma de boicotar as pessoas virtualmente: a cultura do cancelamento. Os perfis anônimos ou escondidos se sentem no direito de julgar, criticar e ofender de forma incisiva outras pessoas, extrapolando o conceito da liberdade de expressão e o respeito ao próximo.
Se pararmos para pensar, podemos citar inúmeros casos de cancelamento e como isso afetou e afeta a vida de pessoas. Em programas de grande audiência, por exemplo, é notável essa cultura do cancelamento. Mas não apenas neles, no dia a dia da internet isso tem se tornado cada vez mais comum e pessoas tem perdido a coragem de sair de casa e até de viver por conta de lixamentos virtuais.
O que podemos aprender com isso ? É preciso entender que a liberdade de expressão existe com limites e que é necessário haver empatia e respeito. O lixamento, o cancelamento e o discurso de ódio podem trazer marcas profundas na vida das pessoas, que por muitas vezes são irreversíveis. Se você se sente com coragem através do anonimato para lixar e cancelar alguém, por que não sentir-se corajoso para fazer o bem? No dia mundial da não-violência e cultura de paz, reforcemos a empatia, o cuidado e o respeito em todos os âmbitos, na busca de um mundo mais pacífico e justo!