O LEMA teve sua origem com as atividades desenvolvidas pela Professora Adarcy Siqueira Paiva Miguez, nas disciplinas de “Didática e Instrumentação da Matemática” e “Prática de Ensino de Matemática/Estágio Supervisionado” desde o inicio do curso de Licenciatura em Matemática em 1987. A professora, seus alunos de graduação e professores da Educação Básica que participavam de cursos de extensão oferecidos por ela, iniciaram a construção de vários materiais manipuláveis para uso no ensino-aprendizagem da Matemática. Nessa fase, foram confeccionados materiais como jogos, cartazes, moldes, planificações, dentre outros – relacionados, principalmente, aos conteúdos de Aritmética e Geometria. Ao longo deste período, o acervo passou a ter um grande número de representações de sólidos geométricos em cartolinas, canudos, arames e elásticos. O laboratório ainda não havia sido formalizado junto ao Departamento de Matemática, não possuía uma sala exclusiva para organização e a utilização desses materiais, também ainda não buscava uma integração com a pesquisa. Wanderleya Nara Gonçalves Costa coordenou a constituição de um laboratório de ensino de Matemática, reunindo todo o acervo junto ao Laboratório de Física. O laboratório passou a contar com os trabalhos de um estudante bolsista para organizar e catalogar o seu acervo. Outros professores, notadamente o Prof. Paulo Afonso de Morais, o Prof. Admur Severino Pamplona e a Profa. Márcia Dias de Alencar Lima, também se integraram à equipe. Foi priorizada a construção de objetos com materiais mais duráveis e o acervo foi acrescido de Torres de Hanói, vários jogos de Tangram, quadrados mágicos, geoplanos e outros, confeccionados em madeira. O Laboratório passou a agregar também softwares para o ensino de Matemática, livros didáticos e paradidáticos, teses e dissertações e houve um concurso para a escolha do logotipo do Laboratório, que passou a ser chamado de “Laboratório de Ensino de Matemática Adarcy Siqueira Paiva Miguez” – LEMA. O Laboratório ofereceu, em anos que se seguiram, um grande número de minicursos e oficinas na Semana de Cultura Matemática – evento promovido pela Coordenação do Curso de Licenciatura em Matemática e voltado à estudantes e professores da Educação Básica e estudantes do curso de Licenciatura em Matemática. Muitos desses minicursos e oficinas eram da área de Física, visto que, em atendimento a uma reivindicação dos estudantes e da comunidade local, havia sido implantada, no currículo do curso, a disciplina de “Didática e Prática de Ensino de Física – Estágio supervisionado”. O Laboratório ainda não implementava ações de pesquisa e continuava sem dispor de espaço físico próprio, mas passou a disponibilizar seu acervo para professores da região. Assumindo a coordenação do LEMA em 2004, a Profa. Márcia Dias de Alencar Lima, por meio de um projeto institucional, conseguiu elevar o número de estudantes bolsistas de extensão para o Laboratório. Houve uma renovação na equipe – que contou com a atuação das professoras Isabella Correa e Shirley Teixeira Rômulo, além dos estudantes das disciplinas de estágio e prática de ensino. Foram adquiridos materiais industrializados, computadores, móveis e sala específica para o LEMA. Ainda sob a coordenação da Professora Márcia o LEMA voltou-se também para a organização da “Semana do Professor em Formação” (SPROF) e para o desenvolvimento de atividades relativo ao ensino para pessoas com necessidades educativas especiais. Neste período o LEMA passou a ser visível à comunidade universitária local. Entretanto, o LEMA ainda não priorizava o estabelecimento de vínculos entre as ações de ensino e extensão com ações de pesquisa científica. Somente a partir de 2009, com a reintegração à equipe de professores do LEMA de doutores na área de Educação Matemática, tornou-se possível estender as ações do laboratório, agregando também a pesquisa. Para dar início à nova fase de ações do LEMA, na busca por integrar ensino, pesquisa e extensão, foi realizado estudos exploratórios, coordenado pela professora Wanderleya, que permitiu conhecer os interesses e as disponibilidades dos professores da Educação Básica para as ações de extensão universitária. Após este estudo, foi elaborado um projeto que priorizava a interface entre ensino, pesquisa e extensão. Assim surgiu o projeto “A mobilização de saberes e práticas de professores de Matemática por meio de computadores e de outras mídias” que buscava responder à questão: quais são os saberes docentes que deverão ser (re)significados para que, no ensino de Matemática, seja adotada uma prática pedagógica pautada pelo uso de diferentes mídias? O desenvolvimento deste projeto tinha como principais objetivos: 1) gerar, sistematizar e difundir conhecimentos e materiais didáticos para professores do ensino básico de modo que, de fato, eles tenham condições de utilizar diferentes mídias para o ensino da Álgebra, da Geometria, da Aritmética e da Probabilidade e Estatística no Ensino Fundamental e Médio; 2) promover a interação dialógica entre professores da Educação Básica, pesquisador-extensionista do LEMA e estudantes estagiários da Licenciatura em Matemática, com a efetiva vivência destes últimos de experiências de estudo, criação e difusão de materiais didáticos. Em 2010, o LEMA, agora sob a coordenação do Prof. Admur Severino Pamplona, uniu-se aos formadores da área de Ensino de Ciências da Natureza e Matemática do CEFAPRO (Centro de Formação e Atualização de Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso/Barra do Garças), para o desenvolvimento deste e de outros projetos de pesquisa. Assim, para dar maior visibilidade a esta nova atividade desenvolvida pelo LEMA, a pesquisa, foi feito a substituição do termo ‘Ensino’ pelo termo ‘Educação’. Então, o LEMA passou a ser denominado de “Laboratório de Educação Matemática Adarcy Siqueira Paiva Miguez”, que alem da extensão e do ensino, desenvolve também pesquisas na área de Educação Matemática. Essa mudança no nome do laboratório se justifica, pois ensinar significa instruir, enquanto educar é uma palavra mais ampla, que engloba a anterior, pois significa também compartilhar valores e posturas. Nesse LEMA renovado, surgem projetos, nos quais está presente a idéia de que é necessário (re)pensar a formação de professores e o uso de diferentes métodos e materiais didáticos, tendo em vista a melhoria da qualidade da Educação Básica. Para tanto, o professor precisa ser visto como protagonista de sua própria formação, que deve pautar-se por processos que visam à construção da identidade docente por meio da imersão cada vez maior do professor de Matemática na comunidade de prática dos Educadores Matemáticos. Da parceria com o CEFAPRO/BG o LEMA publicou o livro “Práticas Compartilhadas: Caderno de apoio ao Professor de Matemática” organizado pela Profa. Wanderleya. Este caderno representa a culminância de um trabalho que ocupou a atenções e esforços de todos, onde se espera que ele possa apoiar e influenciar o professor para o uso integrado de diferentes mídias, em aulas que privilegiem a resolução de problemas, a experimentação e a confrontação de resultados, resgatando, no aprendente, o prazer de estudar matemática. Em 2012, dado o crescimento do LEMA surge a necessidade de criação de um Núcleo para gerenciar algumas atividade do LEMA, entre elas estão as publicações do Jornal Integração Docente e da Revista Primeiros Escritos em Educação Matemática. Assim, em uma comemoração ao dia nacional da Matemática, com a presença da Magnífica Reitora da UFMT Profa. Maria Lucia Cavalle Neder, foi instituído o NUPFEM – Núcleo de Pesquisa e Formação em Educação Matemática, órgão que congrega os vários projetos desenvolvidos no LEMA. Entre estes estão: o PET/Matemática e o PIBID/Matemática, o projeto de pesquisa UFMT/CNPq “O Trabalho e formação do Professor de Matemática”, o Programa do PROEXT/MEC “O Laboratório de ensino e as mídias na formação de professores que ensinam Matemática para a Educação Básica” entre outros.