O paciente chega destruído até você. Sem dormir, sem conseguir mastigar, aquela dor insuportável e uma garrafinha de água junto (sua melhor amiga, desde a noite passada).
Ele te conta que tomou dipirona e nimesulida, que era o que tinha em casa e que foi o mesmo que tivesse ‘tomado nada’.
E toda aquela intensidade pode empurrar até mesmo o dentista experiente para uma conclusão precipitada:
“Esse caso precisa de antibiótico.”
Só que a intensidade da dor não responde essa pergunta sobre próximo passo da conduta e/ou prescrição.
Por outro lado, o diagnóstico sim responde.
Na pulpite irreversível já mais avançada, descrita de maneira bastante frequente como a do relato anterior, prescrever antibiótico não resolve a origem desse quadro e não atua como analgésico.
Ou seja, literalmente, seu uso não tem propósito algum no controle de dor para esse diagnóstico, de maneira direta ou indireta.
Por isso, diante de uma urgência onde provavelmente exista um tecido pulpar severamente inflamado e ilhas de necrose pulpar já sendo formadas intracanal, existe uma pergunta muito mais útil do que:
“Qual antibiótico eu passo?”
Pergunte:
“Qual a melhor forma de aliviar a pressão que deve estar presente dentro desse dente e talvez até se estendendo para o espaço ligamentar?”
Essa mudança simples de raciocínio traz referências valiosas sobre qual o melhor caminho para percorrer na resolução do quadro de forma breve e ef**az. Acesso ao canal é capaz de remover a dor pela pressão mais do que qualquer medicação.
E existe ainda o outro lado da prescrição inadequada do antibiótico:
Além de não resolver o problema do paciente, seu uso contribuiu para aumentar, ainda mais, o desenvolvimento de resistência microbiana.
O seu paciente não precisa sair apenas com mais uma receita na mão.
Ele precisa sair com a causa da urgência sendo corretamente manejada.
Salve este post.
Ele pode ser bastante útil naquele próximo caso de pulpite que você atender.
Endolovers
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15/08/2026
Tem uma coisa nos abscessos que eu acho que muda muito a forma de atender esses pacientes: não espere encontrar um “ponto perfeito” para tomar uma decisão
O famoso ponto de flutuação pode até estar presente, com aquela mucosa mais fina e a coleção mais superficial. Mas nem sempre ele vai estar evidente. E isso, sozinho, não deveria ser o que define a conduta.
O que me orienta muito mais é entender qual é o dente de origem, onde está a região apical e como aquele processo está evoluindo anatomicamente.
Parece detalhe. Na prática, é o tipo de detalhe que tira a gente do improviso quando chega aquele paciente com dor e aumento de volume.
No Protocolo Abscessos, eu mostro meu raciocínio e a condução desses casos na prática.
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O erro que mais coloca o paciente em risco não está na escolha do antibiótico.
E essa é uma das decisões clínicas mais perigosas que podem ser tomadas no piloto automático.
Vejo muitos profissionais discutindo qual antibiótico prescrever, qual dose utilizar ou por quantos dias manter a medicação.
Só que essa discussão começa cedo demais.
O fator decisivo para controlar um abscesso endodôntico não é a receita. É o raciocínio clínico que vem antes dela.
Antes de escolher um antibiótico, pergunte:
Esse paciente realmente precisa de antibiótico?
Nem todo abscesso precisa.
Poder eliminar a causa da infecção, realizar a drenagem para ajudar aquele organismo, é isso que muda o rumo do caso. O antibiótico, quando indicado, complementa a conduta. Ele não substitui a intervenção clínica.
Depois vem outra pergunta que quase nunca recebe a mesma atenção:
Se este paciente piorar hoje à noite, ele saberá reconhecer que precisa voltar imediatamente?
Porque entregar uma receita não encerra o atendimento.
O paciente precisa sair do consultório sabendo exatamente quais sinais exigem uma nova avaliação ou até um encaminhamento hospitalar:
Febre
Prostração importante
Aumento progressivo do edema
Disfagia
Dispneia
Dificuldade para falar
Trismo importante
Sinais de disseminação da infecção
Essas orientações podem mudar completamente o desfecho do caso.
Se você quiser um checklist mental para nunca esquecer a ordem correta, já salva esse post:
1. Faça o diagnóstico.
2. Avalie a gravidade do quadro (consultório x hospital).
3. Realize a drenagem (e intervenha no canal, quando possível).
4. Decida se existe indicação real de antibioticoterapia.
5. Oriente o paciente sobre os sinais de alerta e quando procurar você ou um serviço hospitalar.
Se você quer atender pacientes com abscesso com tranquilidade, entendendo exatamente quando drenar, quando intervir no canal, quando prescrever antibiótico e quando encaminhar para o ambiente hospitalar, é isso que ensino, de forma prática e baseada em casos reais, no Protocolo Abscessos, link da bio Endolovers® | Fernanda Signoretti.
24/07/2026
Antes de mudar sua técnica de obturação, revise a sequência que levou você até ela.
Quando uma obturação não termina como você esperava, é natural procurar o erro no último passo.
Talvez o taper do cone não tenha sido bem selecionado, talvez o diâmetro da ponta não tenha sido cortado certo.
Talvez ele não tenha alcançado o comprimento desejado, f**ando aquém ou se estendendo.
Talvez a radiografia final tenha mostrado algo diferente do que você imaginava.
Só que a obturação costuma revelar um problema que começou antes. Arrisco dizer que em muitos casos, começou na abertura… ou antes dela.
Uma abertura que limitou o acesso, pode ter levado a um canal que não foi explorado com segurança. A uma patência construída com dificuldade. A um preparo que não criou as condições necessárias para limpeza, irrigação e preenchimento.
É por isso que trocar o cone, a técnica ou o cimento nem sempre resolve.
Você pode estar tentando corrigir no último passo uma decisão tomada vários passos antes.
Quanto mais previsível for o caminho desde o diagnóstico, menos improviso será necessário no momento de obturar.
Antes de mudar sua técnica de obturação, revise a sequência que levou você até ela.
Em qual etapa o seu tratamento costuma começar a perder previsibilidade? Deixe nos comentários 😃
23/07/2026
Se um paciente dorme durante um tratamento de canal, isso não é ao acaso.
Durante muito tempo, eu achei que uma boa endodontia era aquela que terminava com uma radiografia bonita.
Era nela que eu procurava a confirmação (e a validação) de que tinha feito um bom trabalho.
Hoje, quando termino um atendimento, a primeira pergunta que faço é outra.
Como esse paciente viveu essa experiência?
Se ele passou o tratamento inteiro tenso, apertando as mãos, interrompendo o procedimento por dor, com medo de cada movimento da lima, ou saiu dizendo que nunca mais quer fazer um canal… Alguma coisa importante ficou para trás.
A radiografia pode estar impecável, mas sempre existe espaço para evoluir.
Porque a radiografia mostra o resultado técnico.
Ela não mostra quantas vezes você precisou complementar a anestesia.
Não mostra o quanto a ansiedade do paciente dificultou o atendimento.
Não mostra o desgaste físico e emocional que aquela sessão provocou em você.
Nem mostra quantas vezes você precisou improvisar para conseguir terminar o caso.
Foi quando eu entendi isso que minha forma de fazer endodontia mudou.
Passei a perceber que muitos problemas que eu atribuía ao preparo, à obturação ou ao tempo de atendimento começavam muito antes.
Quando esse primeiro passo muda, todo o restante do tratamento muda junto.
Você trabalha com mais tranquilidade.
Enxerga melhor.
Toma melhores decisões.
Executa melhor.
E, como consequência, as radiografias também melhoram.
O curioso é que quase ninguém ensina o profissional a medir esse tipo de evolução. Só que ela aparece (ou não) todos os dias.
No paciente que relaxa durante o atendimento a ponto de dormir na cadeira.
No paciente que sai dizendo:
“Nossa... achei que tratamento de canal fosse muito pior.”
Esse é o tipo de resultado que nenhuma radiografia consegue mostrar.
Se um paciente dorme durante um tratamento de canal, isso não é acaso. É consequência de um sistema clínico que reduz medo, controla a dor e torna o atendimento previsível.
Agora me conta: hoje, o que mais impede seus pacientes de passarem pela endodontia com tranquilidade?
A anestesia de uma pulpite em molar inferior costuma ser tratada como uma sequência de técnicas.
Na prática clínica, ela funciona muito mais como uma sequência de decisões.
Pequenos detalhes, desde a forma de iniciar a anestesia até a primeira abordagem após a abertura, mudam completamente a experiência do paciente e a previsibilidade do atendimento.
Foi por isso que organizei esse raciocínio em um algoritmo clínico.
Se você faz endodontia, salve este vídeo. Em algum momento ele vai evitar um atendimento extremamente estressante.
E se você se dedica, mas ainda f**a inseguro ao tratar casos de pulpite Faça parte do Endolovers Sessão Única Sem Dor.
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14/07/2026
Todo dentista conhece alguém que já fez isso.
Paciente chega com rosto inchado, dor intensa, sem dormir e sem se alimentar direito.
Você sabe que existe uma infecção em curso.
Então vem uma das decisões mais comuns da odontologia:
“Vou prescrever um antibiótico e pedir para voltar quando melhorar.”
O problema é que muitos profissionais acreditam que essa é uma conduta válida. Mas não é.
Ela pode dar uma falsa sensação de segurança, tanto para o paciente quanto para o dentista.
Enquanto o paciente acredita que já está sendo tratado (e aguentar uma piora até o ‘remédio fazer efeito’ faz parte), a infecção continua seguindo o seu curso.
E infecção odontogênica não respeita agenda do consultório.
Ela não espera cinco dias porque o retorno ficou marcado.
Ela evolui no tempo biológico, influenciado por variáveis que fogem do nosso controle (e do nosso radar).
Foi exatamente por isso que resolvi construir um protocolo específico sobre abscessos.
Não para decorar doses de antibióticos. Nem para decorar fluxogramas.
Mas para desenvolver raciocínio clínico.
Saber quando intervir.
Quando drenar.
Quando acessar o canal.
Quando encaminhar.
E quando o antibiótico realmente tem indicação como coadjuvante, nunca como substituto da intervenção local.
Quem domina essas decisões trabalha com muito mais segurança e entrega valor real para o paciente.
E quem ainda não domina, normalmente só percebe o tamanho da responsabilidade quando enfrenta um caso difícil... quando as coisas desandam.
Depois de atender milhares de casos, aprendi que o abscesso mais perigoso nem sempre é o que parece mais grave.
Agora eu quero saber de você: qual foi o caso de abscesso que você nunca mais esqueceu?
👇 Compartilhe sua experiência nos comentários. Ela pode ajudar outros colegas.
10/07/2026
ANESTESIA em PULPITE em MOLAR INFERIOR.
Quem tem um algoritmo não improvisa, decide.
Salve este fluxograma e consulte antes do próximo caso de pulpite em molar inferior.
Tenho certeza de que ele vai poupar tempo, reduzir estresse e tornar sua tomada de decisão muito mais tranquila.
Se você está cansado de sofrer com anestesia, dor e insegurança clínica, eu posso te ajudar. Conheça o Sessão Única Sem Dor no link da bio Endolovers® | Fernanda Signoretti.
Você pode fazer exatamente o mesmo tratamento... e obter resultados completamente diferentes.
Na maioria das vezes, o FLARE-UP não acontece por azar.
Ele é consequência de pequenas decisões clínicas que aumentam (ou reduzem) o risco de exacerbação.
Neste vídeo, mostro um comparativo simples com condutas que fazem diferença na prática clínica.
Vale assistir até o final e salvar para revisar antes do próximo caso.
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PRA QUEM CANSOU de sofrer antes, durante e após PULPITE em MOLAR INFERIOR👉🏼
A diferença entre uma endodontia comum e uma endodontia previsível, muitas vezes, está em protocolos simples que poucos aplicam de forma consistente.
Quer aprender esses protocolos e ganhar mais segurança na sua rotina clínica?
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Salve este vídeo e envie para aquele colega que ainda sofre em molares inferiores.
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