22/02/2018
On The Fly Encrypt (tem como sigla as letras OTFE), mais conhecido como criptografia em tempo real.
Criptografia em tempo real, é o meio ou método que alguns programas de criptografia utiliza para encriptação de disco. “On-the-fly” indica o fato de que os arquivos estarão simplesmente disponíveis logo a chave de acesso seja fornecida, tornando o processo de acesso e/ou montagem do dispositivo como uma unidade física. Assim, os arquivos ficão acessíveis como em qualquer dispositivo de armazenamento.
Na prática, o processo de acesso ao dispositivo criptogrado com este método (“on the fly”), requer que o sistema operacional, carregue os módulos ou drivers de dispositivo, para que seja permitido o procedimento de criptografia e decriptografia, liberando, assim o acesso ao armazenamento de dados. Para tanto, a instalação de tais módulos e drivers, é necessários direitos administrativos sobre o sistema, mas, na prática, seu uso, é muito transparente para usuários finais sem este tipo de permissão sobre o sistema.
O método de encriptação em tempo real, determina que qualquer dado, se torna “automáticos” através dos módulos ou drivers, para serem criptografados ou descriptografados antes de serem carregados ou salvos, sem qualquer intervenção do usuário final. Não existe dados armazenados em um dispositivo criptografado que possam ser lidos (descriptografado) sem usar a devida ou devidas chaves de criptografia utilizadas no momento de criação do sistema criptográfico. O que na verdade enxergamos após a digitação ou uso da chave de acesso, na pratica, trata-se de um sistema de arquivo inteiramente criptografado; desde nomes de arquivos, nomes de diretórios, o conteúdo de todo e qualquer arquivo, metadados, espaço livre, ‘cluster’ … tudo, tudo, esta encriptado.
A definição mais indicada para “On The Fly Encrypt” ou “Encriptação em Tempo Real”, é que cada método em que os dados são criptografados, deva ser transparente tanto para leitura, quanto para escrita em sua ‘decifragem’.
A Prática:
Em Linux (Como visto no artigo anterior), o mais trabalhoso para termos nosso pendrive criptografado, foi a destruição dos dados presentes, criação de partições através de um terminal… mas em Windows? O que é diferente?
Eu diria que o mais trabalhoso para uso no atual sistema da Microsoft (Windows 7), é a instalação do software responsável pela criptação e encriptação de volumes, e de tabela, a instalação dos drivers de dispositivos necessários para o acesso do software a estes volumes.
Algo pessoal, que gostaria de compartilhar neste momento e utiliza sistemas Windows x64 (64 bits) é:
- Se você chegou até aqui, e achou que não abriria nenhum terminal (a.k.a tela preta), sinto lhe informar, isto vai acontecer! (… Leve sorriso no canto esquerdo do rosto…)
Software e Download:
O software que utilizei para ter a mesma solução que o cryptsetup no Linux, foi o FreeOTFE para Windows.
O FreeOTFE, é um programa aos moldes do software livre para criptografia de disco “on-the-fly” transparente para MS Windows 2000/XP/Vista/7 tanto em suas versões 32 bits, como para 64 bits… também com suporte a Windows Mobile 2003/2005 e Windows Mobile 6, sendo ideal, também, para PDA’s que vem com estes sistemas instalados como padrão.
Usando este software, você pode criar um ou mais “discos virtuais” no seu computador – qualquer dado escrito nesses discos, é automaticamente, e de forma segura, encriptados antes de serem armazenados nestas unidades de disco.
O que o torna perfeito para o meu uso, é simplesmente o fato dele ser totalmente compatível com o Linux e suas tecnologias de encriptação, tais como Cryptoloop “losetup”, dm-crypt e suporte a LUKS. Os métodos e algoritmos de cifragem, se não todos, são os mesmos suportados pela ferramenta cryptsetup, tornando a ferramenta a única alternativa que conheço até o momento que provê 100% de compatibilidade com o modelo já supra citado “crypsetup” ; tendo ainda o suporte a leitura e escrita a unidades ext2/3 quando se trabalha em conjunto com softwares para escrita nestas unidades no Windows tais como o Ext2FSD e o Ext2IFS.
O Download pode ser realizado aqui: http://www.freeotfe.org/download.html
Uma descrição detalhada dos hashs e cifras disponíveis, podemos ler na página de descrição do projeto: http://www.freeotfe.org/docs/Main/description.htm
Instalação:
Se o sistema for 32 bits, basta os famosos Next, Next, Finish…. se for 64 bits, teremos que seguir os seguintes passos:
Abra um prompt de comando com privilégios de administrador:
Clicando no botão “Iniciar” na barra de tarefas do Windows, digite CMD na caixa de pesquisa e pressione ; isto fará o prompt de comando ser executado com privilégios de administrador, sendo que em alguns casos, será necessário digitar a senha do Administrador após clicar em continuar.
No Prompt, digite o comando abaixo e ao término, reinicie seu computador:
bcdedit.exe /set TESTSIGNING ON
Este método provavelmente é a melhor solução, pois, permite ao FreeOTFE funcionar corretamente. No entanto, isto causa um efeito colateral: A frase “Modo de Teste”, e a informação de Compilação do Windows, são mostrados no cantos inferior do papel de parede após a reinicialização.
Embora isto seja apenas uma questão de estética, a expressão “Modo de Teste” pode ser removido usando o método abaixo:
http://www.mydigitallife.info/…/remove-watermark-32-bit-an…/