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Laut A grandiosidade e abundância das cores, sabores e texturas dos vegetais por Katrin Warkentin desde E mãe de dois.

Despertar nas pessoas o mesmo prazer que sentia nos eventos de família preparados por sua Oma, regados de muito amor, energia positiva e pratos inesquecíveis é o objetivo de Katrin Warkentin Svartman. Tudo isso, agora, com uma culinária comprovadamente benéfica, com criações que tem como base os ingredientes vegetais in natura, orgânicos e locais. Altamente ricos em enzimas ativas, pois nunca são preparados acima de 42ºC, estes alimentos proporcionam ao corpo mais nutrientes, vitalidade e desintoxicação. Uma culinária que desperta muito mais do que apenas o paladar. Sobre a Katrin

Mãe de dois, chef, restaurantier, publicitária, semioticista. Formada em Culinária pela Escola Wilma Kövesi, especialista em Raw Food pela PlantLab (Matthew Kenney Culinary) nos EUA. Idealizadora do LAUT Cozinha Para Os Sentidos, o primeiro restaurante 100% plant-based e crudívoro de São Paulo,
eleito um dos 10 melhores Vegetarianos/Naturais da cidade em 2017. Após mais de 15 anos como publicitária, atingindo cargos executivos de liderança em algumas das maiores agências do país, Katrin dedica-se exclusivamente à gastronomia desde 2015, atuando como chef executiva do LAUT, ministrando cursos e prestando consultoria.

Que imagem mais linda dentro desse repolho! Tem beleza onde tem vida. E tem vida quem vê a beleza.
05/08/2026

Que imagem mais linda dentro desse repolho! Tem beleza onde tem vida. E tem vida quem vê a beleza.




Há quem vá reparar primeiro no prato da foto. Talvez menos gente na vela.Aqui em casa, a gente sacraliza o momento antes...
16/04/2026

Há quem vá reparar primeiro no prato da foto. Talvez menos gente na vela.

Aqui em casa, a gente sacraliza o momento antes da refeição com um pequeno agradecimento. Acendemos uma vela, fazemos uma oração — juntos, em voz alta. Às vezes, cada um diz um pedacinho e, no final, falamos todos juntos. Muitas vezes em alemão, a mesma prece que eu fazia quando era pequena e que ensinei às crianças.

Mas e quando ninguém está olhando? Quando estou sozinha, será que o ritual ainda faz sentido? Ou é aí que a gente come de qualquer jeito, correndo entre uma tarefa e outra — ou nem come?

Eu almoço sozinha quase todos os dias. Hoje, com as crianças na escola em tempo integral. E já era assim antes, quando eu escolhia ter esse tempo só, mesmo que fosse no meio do barulho de uma praça de alimentação.

A verdade é que nunca deixei de agradecer. Às vezes em voz baixa, às vezes só em pensamento. Com vela acesa — ou não.

Porque não se faz isso por obrigação, ou para alguém ver.

É para estabelecer uma conexão.
Com o alimento.
Com o divino.
Com todos os seres — visíveis e invisíveis — que tornaram possível aquele prato chegar até mim.
Quando percebo isso, já não estou só.
E o prato deixa de ser apenas um prato.

Hoje: nhoque de batata, cenoura e batata-doce (todas amassadas com casca), misturadas com 30% do peso em farinha de trigo, mostarda, sal e azeite. Molho de tomate caseiro com manjericão, orégano, alho e levedura nutricional.

E uma vela acesa — dentro ou fora de mim.





Avelã. Massa de Cacau. Semente de Abóbora. Semana Santa sem açúcar, sem refinados e com muita felicidade. Não circunscri...
02/04/2026

Avelã. Massa de Cacau. Semente de Abóbora.

Semana Santa sem açúcar, sem refinados e com muita felicidade.

Não circunscrita apenas à leveza do corpo físico que desinflama instantaneamente, mas por ser um sentimento genuíno de repactuar diretamente com a Natureza, com o que é vivo. Usar ingredientes íntegros, naturais traz pra mim uma verdadeira conexão. Parece que falamos a mesma linguagem. Meu corpo entende o que estou colocando pra dentro. A digestão agradece e o fluxo de vida atinge a minha alma e o meu espírito.

É diferente quando comemos ultraprocessados indecifráveis pelo organismo.





Rösti de Banana Pão. Creme fresco de tofu. Poejo. Fui pra Suíça em julho de 2025, conhecer a “sede” da Antroposofia, o G...
31/03/2026

Rösti de Banana Pão. Creme fresco de tofu. Poejo.

Fui pra Suíça em julho de 2025, conhecer a “sede” da Antroposofia, o Goetheanum. Essa visita merece ainda muitos textos, principalmente aqui, falando do jardim de plantas medicinais, da Casa das Abelhas, das cores, da arquitetura, da luz, do calor, do som, da vida que acontece lá.

Mas hoje eu só queria dizer que o tradicional Rösti da Suíça, de batata e manteiga, quando por lá estive, eu não comi. Porque não. Ele não cruzou o meu caminho e eu também não fui atrás.

Fiz esse daí, com Banana Pão ainda verde - fácil de passar pelo ralador - e azeite. O creme fresco é tofu combinado com óleo. O poejo trouxe frescor e poesia.

Ah, imagina encontrar um desses na Suíça!





Queijo. Beterraba. Pêra. Mostarda. Pera tem acento? Não sei. Só sei que ela foi a atriz coadjuvante mais citada neste pr...
26/03/2026

Queijo. Beterraba. Pêra. Mostarda.

Pera tem acento? Não sei. Só sei que ela foi a atriz coadjuvante mais citada neste prato.

Sabores entrelaçados harmoniosamente.

A beterraba assada tem a mesma textura da pêra fresca.

Só que dessa vez a pêra estava cozida, com anis, cravo, açúcar e vinagre de vinho tinto. A beterraba estava só assada, sem tempero algum.

A mostarda dijon, mesmo na forma de maionese não perdeu a sua potência, sendo a segunda atriz coadjuvante mais citada do prato.

A erva-doce que nasceu espontaneamente no quintal tem trazido dulçor para diversos preparos.

Os queijos… ah, os queijos! Os atores principais. Um praticamente não fermentado, não maturado, mas com a pungência do alho e da extra dose de levedura nutricional. Já o outro levou dias até chegar no seu momento máximo de sabor, misturando-se duas castanhas, uma fermentada, a outra, não. E maturado pelo tempo.

Queijo de Castanha do Pará com alho.
Queijo de Castanha de Caju e Macadâmia.
Beterraba assada.
Manteiga de Pêra.
Maionese de Dijon.
Erva-Doce.
Pimenta Preta.

Encomendas com retirada em Atibaia via DM.





Hoje não escrevo sobre bananas. É legal ficar sem elas, quando não tem cacho pra colher. Não compro banana de supermerca...
18/03/2026

Hoje não escrevo sobre bananas. É legal ficar sem elas, quando não tem cacho pra colher. Não compro banana de supermercado há 8 anos, desde a primeira colheita. E sim, tem períodos que ficamos sem comer banana fresca - e estamos bem. Congelo, desidrato. Tento não perder uma sequer. Mas banana também tem época, tem ciclo. Observar, respeitar e esperar é o que a gente faz.

Também não resumo mais o repertório de banana à prata. Tem lá em casa nanica, nanicão, maçã, pão/3 quinas. E nos arredores tem a figo. Demos sorte quando elas se alternam.

Nesse dia, estava eu desenroscando a mucuna (feijão de porco) que subiu na bananeira, no mamoeiro, na uvaia, no ipê amarelo, na mangueira, na palmeira. Tinha acabado de fotografar as folhas de mostarda que meu filho plantou de semente. Olhei pra tela, e estava a folhagem da bananeira formando essa “juba” em mim.

A blusa branquinha com que estava na foto ficou inteirinha pintada com a seiva da mucuna. E não sai. Nem com tira manchas. Se quiser não parecer suja, melhor pintar de outra cor - marrom talvez. Até a planta dos meus pés ficou manchada, só saiu no terceiro banho.

E aí eu fiquei pensando na mucuna, na sua força avassaladora, típica de trepadeiras nativas, unida às chuvas torrenciais da semana passada: ela, de uma semana pra outra, sufocou todo mundo a seu redor. Fiquei pensando nas relações humanas, que se direcionadas para tal comportamento, também sufocam, sobem em cima, aproveitam o suporte para florescer - só que aniquilando quem está por baixo. Penso que é nossa tarefa perceber, podar, se desenroscar de relações assim. O mais rápido possível. Pois em dias mais emocionantes (com muita chuva), pode se tornar uma tarefa quase impossível.




Ricota de Macadâmia. Agora foi proibido chamar de leite o “leite” feito de plantas. Vou continuar chamando esse creme ae...
08/03/2026

Ricota de Macadâmia. Agora foi proibido chamar de leite o “leite” feito de plantas. Vou continuar chamando esse creme aerado e branquinho de “ricota”, embora seja, sim, feita de vegetais: macadâmia demolhada 12h, limão Tahiti do quintal e endro dill, que lembra a casa da minha avó. Além dessas plantas, coloquei sal, levedura nutricional, água e um pouquinho de azeite, só pra dar mais corpo na textura.

Na foto 2, com pão de cacau da





Tá na época de Pêras. E embora não dê pra vê-las aqui nesta salada, porque foram tingidas pela beterraba, elas estão aqu...
05/03/2026

Tá na época de Pêras. E embora não dê pra vê-las aqui nesta salada, porque foram tingidas pela beterraba, elas estão aqui, trazendo uma camada especial de sabor.

As beterrabas são assadas. A cebola é da roxa. A amêndoa é tostada lentamente no lago de azeite. Vinagre de vinho tinto e limão pra fazer a emulsão. Pêras frescas, sem casca. Enfeitam almeirão roxo (ou “do mato”, como alguns chamam) e erva-doce (na falta do dill).

Considero a versão chique do molho vinagrete.





Chegou a época do caqui. Ganhei um montão da minha amiga Andrea. Ainda verdes. Amadureceram rápido na fruteira. Frágeis,...
04/03/2026

Chegou a época do caqui. Ganhei um montão da minha amiga Andrea. Ainda verdes. Amadureceram rápido na fruteira. Frágeis, moles, o jeito é bater. E a melhor dica é juntar CAQUI com CARDAMOMO. Um casamento perfeito. Aqui ainda foi junto meio mamão e iogurte de castanha de caju. Não adocei. Veja aí se precisa.





Who made who? A cozinha vegana me fez cozinheira? Ou a cozinheira fez da culinária vegana a sua arte? Foram 4 formações ...
03/03/2026

Who made who? A cozinha vegana me fez cozinheira? Ou a cozinheira fez da culinária vegana a sua arte?

Foram 4 formações distintas, da ida pra Califórnia ao nível “pro”. Não sei que horas eu me fiz cozinheira. Acho que foi no mesmo momento em que resolvi plantar o que eu iria comer. Observar o processo, aprender com cada alimento antes de chegar no prato.

Pra mim isso é alta gastronomia.

Me faz muito sentido preparar uma torta vegana e crua dessas, com bananas do quintal, macadâmias de pertinho e coco que eu mesma abri.





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