06/08/2025
Djuni foi morar pertinho das estrelas.
O peixinho azul, escolhido pelas crianças há 2 anos e 7 meses, ganhou data de aniversário, viveu bem no aquário que já fora casa dos meus outros dois peixes há 17 anos.
Não entro aqui no aspecto ético de se ter um peixe, talvez de cativeiro, macho porque é o mais vistoso. O que importa hoje é o papel que esse peixinho teve na vida do Igor, meu filho mais velho, do signo de Peixes.
Igor já chorava a despedida há dias. Eu estava fora há 2 semanas, e, ao chegar, ouvi do André: “Está tudo bem, exceto o Djuni. Acho que não passa dessa noite.”
Ele estava no fundo do aquário, imóvel. Quando me viu, corcoveou, nadou até a superfície, voltou pro fundo… sua cor azul já não era a mesma. Cuidei dele como pude — água mais quente, remédios, sal… mas por volta das 11h30, Djuni virou estrelinha.
Dei a notícia às crianças na volta da escola. Igor chorou por horas. Suas lágrimas caíam dentro e ao redor do aquário, salgando balcão e peixe. Frida também ficou triste, à sua maneira: “Djuni, sei que agora você está subindo pro céu. Que seja uma linda viagem.”
Igor escreveu uma linda carta e, entre outras lindezas, disse: “Djuni, você me ajudou nos momentos difíceis, me fortaleceu. Você sempre será especial porque foi o meu primeiro peixinho.”
Durante esses quase 3 anos, teve histórias contadas pro peixe na hora de dormir, viagens num vidro com tampa furada. Igor erguia o vidro e mostrava a paisagem ao Djuni. Tenho certeza que também houve confissões e desabafos.
Recordo da minha gata Lies, que viveu 21 anos e foi meu porto seguro. Me escutou em diversos momentos em que precisava falar.
Agora acolho meu filho com todo amor, reverencio sua conexão com esse ser tão pequenino e fortaleço nele a certeza: está tudo bem chorar. E se conectar. E demonstrar afeto.
Enterramos Djuni na pracinha ao lado, com flores e pedrinhas. E toda vez que passarmos por ali, lembraremos do nosso peixinho com saudade.
💙🐟✨