06/07/2016
A colonização inglesa se concentrou na América do Norte. No final do século XVI, os ingleses queriam conquistar novas terras investindo na construção naval e na política mercantilista para acumular riquezas.
Em 1607, o navio MayFlower chegou na América do Norte, na atual região do Estado de Virginia, onde foi fundada a primeira colônia inglesa. O grande movimento migratório para a América do Norte levou a formação das Treze Colônias e esteve em grande parte relacionado a guerra civil que se instaurou entre católicos e protestantes. Os colonos ingleses que se instalaram na América do Norte desejavam reconstruir a vida que tinham na Inglaterra nas novas terras colônias devido a semelhança do clima e proximidade geográfica, o que justificou um tipo de colonização diferenciado que misturou colônias de povoamento e exploração.
Além disso, a própria Inglaterra contribuiu com a autonomia colonial através da chamada negligência salutar, visto que os lucros com a pirataria e a produção de manufaturas em si contribuíram para a concentração de capitais e o crescimento da burguesia inglesa.
As Treze Colônias possuíam características de colonização diferentes. As colônias do sul ficaram conhecidas como colônias de exploração, onde os colonos investiam na produção de matéria-prima através da monocultura, plantação em latifúndio utilização de mão de obra escrava obedecendo as características do plantion. A diferença entre as colônias de exploração do sul e as colônias portuguesas estava na inexistência do Pacto Colonial, visto que independente do tipo de colonização as Treze Colônias participavam ativamente do Comércio Triangular.
Já as colônias do norte predominou a colonização de povoamento, onde a intenção dos colonos foi reconstruir a vida que tinham na Inglaterra após saírem do país devido à perseguição religiosa. A característica principal das colônias do norte era a presença de protestantes buscando uma nova terra onde existisse mais tolerância religiosa. A colonização de povoamento contribuiu para o surgimento de um sentimento nacionalista e de pertencimento à terra, na medida em que buscou a autonomia econômica e política através da ausência do pacto colonial, da divisão de terras em minifúndios e da produção policultora e diversificada de alimentos e matéria-prima, o que possibilitou a troca, o desenvolvimento do comércio interno, a produção de manufaturas e posteriormente a industrialização.
A colonização inglesa diferenciou-se, em muitos aspectos, da colonização exercida na América Portuguesa e Espanhola devido à negligência da metrópole com o pacto colonial. Enquanto nas colônias britânicas do norte a autonomia colonial contribuiu o desenvolvimento econômico, os portugueses na América optaram por uma prática mercantilista monopolista com a ambição de explorar as riquezas para serem exportadas para metrópole a um preço mais baixo e revendidas na Europa a preços altos. O exemplo das colônias inglesas demonstra que não é apenas o tipo de colonização que define o desenvolvimento econômico e político da colônia, e sim a ação do pacto colonial, que sob as regras do monopolia contribuiu para o atraso e a falta de autonomia colonial.