13/04/2025
Sábado: dia regido e influenciado pelo astro do tempo e do karma — Saturno. Chakra Raiz (Muladhara), cor vermelha, nota musical “Dó”.
Quies in plenitudine aeternitatis.
(Descanso na plenitude da eternidade). ⌛️
No sétimo dia, Deus completou sua criação e abençoou o sábado — Saturno — pois nele descansou de sua obra. Retornou à unidade original, ao estado abstrato e espiritual de contemplação. Reintegrou-se ao mistério intocável do vazio e do silêncio primordial.
É a concretização do trabalho da luz espiritual na matéria — e seu retorno. Elemento: Terra sublimada. Cronos, manifestação do arquétipo saturnino, rege o tempo e o karma, dando forma à lei hermética: “Tudo o que nasce está fadado à dissolução.” Tudo que se objetifica tem um fim; somente aquilo que é inascido é intocável e eterno.
Cronos é o guardião do tempo e da porta dos mistérios. Ele traz à tona nossos medos ocultos, culpas, limitações e o peso do passado.
Noutras culturas o mesmo arquétipo é conhecido através dos seguintes nomes:
Kronos - Grécia
Set - Egito
Ninib- Mesopotâmia
Aion - Neoplatonismo e Gnosticismo
Saturno - Roma
Elohin- Canaã / proto-hebraico
Sábado, o sétimo dia da semana, está associado ao Chakra Raiz (Muladhara) — localizado na base da coluna vertebral, ligado à sobrevivência e estabilidade.
Cronos, filho de Urano (o Céu) e Gaia (a Terra), testemunhou a dureza de seu pai — incompreensível do ponto de vista humano, inclusive para ele; um “deus”. Junto de sua mãe, Gaia, tramou contra Urano. Recebeu dela a foice de adamante, simbolizando que com ela, separaria o Céu da Terra. Dessa ruptura nasceu o tempo, a consciência da dualidade, e se deu início à chamada Era de Ouro.
Mas o ciclo se repete: temendo a profecia de que um de seus filhos o destronaria — como ele fez com seu próprio pai — Cronos passou a devorar os próprios filhos. E sabemos bem como Zeus rompeu esse ciclo.
Somos ondas de uma mesma história que se repete. Nossas guerras são prisões — ecos do apego à personalidade e da separação da Unidade.
Os mitos dos deuses e planetas se refletem em nossa experiência na terra (manifestação). Tudo o que a alma humana verdadeiramente deseja é ficar consciente - da própria jornada — e romper com esse ciclo ilusório do qual estamos presos.
Tudo o que buscamos já está aqui e agora.
A paralisia do sono nos aprisiona com firmeza, e seguimos silenciados, saindo mais um dia para “viver”. — “Viva no mundo sem ser do mundo”, sem a necessidade de ser ou ter algo. Assim, você não pertencerá ao mundo, — e poderá vislumbrar, ainda que em lapsos, sua verdadeira natureza.
🗣️ No silêncio do sétimo dia, firmo meu ser no eterno, e me harmonizo com o ritmo sagrado do tempo.
~ t. L.