CasAzul Artes práticas. Aulas, oficinas e cursos

Bora fazer comidinhas de brincar!
10/04/2017

Bora fazer comidinhas de brincar!

2ª Oficina de Comidinhas de Feltro!
Sábado, dia 15, das 16:00 às 19:00 na Casa Azul

Contribuição: $60

O que faremos:
- Banana
- Pêra
- Abóbora

Material:
Feltro
Caneta / giz tecido
Tesoura
Enchimento
Linhas
Agulha
Papelão

Lanche coletivo - Traga uma contribuição :)

Local: Jardim Martinelli, Av. Leon Batista Albert, 14 -
Penedo - Casa Azul

Contato: (24) 99849-9503
[email protected]

19/08/2016

VIPASSANA
Retiro de 10 dias de silêncio, meditação e intensa observação

Quis esperar um pouco (amanhã completa um mês que fui) para comentar de maneira mais equânime e sem "fogo de palha" essa intensa experiência que tive o privilégio de vivenciar.
Para começar, quero dizer que já havia me inscrito duas vezes antes e na hora H...amarelava...rs dessa ve, senti que era a hora.
Temia o silêncio, f**ar sem fumar (cigarro de palha e pito), f**ar com fome (a última refeição é às 17:00 hs e consiste em duas frutas e um leitinho ou chá), f**ar com sono (acordava as 4hs e dormia às 22:00 hs) achei que poderia pirar...rs
Para minha surpresa nada disso foi a minha questão, adorei f**ar em silêncio, nem lembrei dos "amiguinhos da fumaça", não senti fome nem sono, em compensação...o "monstro" que se apresentou foi...A RAIVA!!!
Tive raiva, irritação de praticamente tudo, a voz do mestre, a tosse das pessoas, o barulho do assento do banquinho de meditação da moça que f**ava em frente a mim, as estaladinhas de articulação do pé da moça ao lado (só descobri que era isso no último dia quando, já sem raiva, resolvi conferir, achava que ela estalava os dedos...rs), a voz monótona (ou equânime?) da professora dizendo> "Um breve intervalo e logo retornaremos", o "Start again' do mestre, até uma moça lá da fila da frente que sequer via seu rosto me irritava com sua "caxiisse"...enfim, quase tudo me enlouquecia, imaginava cenas tenebrosas, falas agressivas...isso sem contar as dores...
No corpo minha raiva se traduziu em intensos calores, pegava fogo, por dentro e por fora. Passei a tomar 3 banhos por dia, bebia água sempre que podia e sentia as labaredas subirem all the time....
Para mim essa foi uma das lições mais importantes, a RAIVA era minha, não dependia de ninguém, não tinha ninguém para culpar, nem nada para reclamar de fato, tudo se desenrolava dentro de mim.
A outra maravilhosa lição foi...AS DORES físicas ou manifestações grosseiras como o mestre chamava. Como terapeuta corporal tentava de "um tudo" para aliviá-las, encaixes, ajustes, respiração e... nada...e o mestre ainda dizia que tudo era impermanência...há que vontade de apertar o pescoço dele ...rs
Três dias respirando numa área restrita, no quarto...mais restrita ainda...e a partir daí...varredura, observando as sensações.
Outro espanto, não sentia nenhuma sensação na cabeça, nos olhos, na boca...que agonia...no resto...dor...a perna esquerda parecia esmagada por um caminhão, a escápula direita tinha uma "faca" permanente enfiada até a orelha...
Aos poucos, sem saída, experimentei a tal da "anicca"- impermanência, fazendo a varredura, procurando não me ater as sensações grosseiras, comecei a perceber a verdade da coisa.
Com lágrimas nos olhos, repetindo o mantra "anicca", fui percorrendo todo o corpo, da cabeça aos pés, dos pés a cabeça, "again", e de repente...cadê a dor que estava aqui? Sumia, assim como vinha. No dia seguinte, voltava e de novo se ia...pude comprovar na carne o que sabia mentalmente: O CORPO NÃO EXISTE! Tudo é impermanente...MESMO!
No penúltimo dia...GLÓRIA! pensei, passou tudo,sem dores, fluxo semi livre, alegria, mta. alegria...
No último dia voltamos a falar (não curti mto. no começo, tinha me adaptado e usufruído bem do silêncio). Distribuição de tarefas, das quais quis fugir e como lição semi final, me coube a mais árdua, a cozinha, que só poderia ser concluída no dia seguinte, quando todos tivessem tomado café... de novo uma nuvenzinha tomou conta de mim...fui dormir com a "enorme" lista de afazeres ao lado da cama, pesando...na minha imaginação.
Acordei as duas da manhã com intensa dor nos dois olhos, com calma fiz a varredura...a dor foi se dissolvendo em minúsculas partículas, o sino tocou, 4:15! O tempo sumiu, duas horas de varredura e para mim parecia que haviam passado 15 min. Corri para a última meditação, com lágrimas de pura gratidão e alegria...
A cozinha? mais de 10 pessoas se ofereceram para ajudar, praticamente não fiz nada, tudo fluiu com rapidez e alegria.
Concluindo, a raiva, a alegria, a dor, o alívio estão em mim, comigo, e nesse mês aprendi a respirar em cada sensação, estou sentando 3 hs por dia sem sentir o peso do tempo, como se fosse encontrar um namorado novo, que mora dentro de mim e que posso acessá-lo, a q.q. momento em q.q. lugar!!!
Profunda gratidão por todo processo que mudou a minha vida!
Os amiguinhos da fumaça...parece que se foram de vez!!!!
Agora. como diz minha querida amiga, é por em prática nas situações punk rock da vida.
Os te**es têm se apresentado na delegacia, no IML, nas "otoridades" congeladas da vida, nos espectros da morte e dos sonhos, no dia a dia...
To varrendo bem...rs

música apropriada para um pós vipassana...rs
01/08/2016

música apropriada para um pós vipassana...rs

03/05/2016

VIRGEM MARIA

Ela veio através do seu psicanalista que era meu cliente. Tinha 50 e poucos anos. Psicótica? Maníaca depressiva? Esquizofrênica? Seu psicanalista não a classificou mas achou que o trabalho que eu chamava de "Pé no Chão" seria bom para ela. Despertar o contato com o chão, com o corpo, com a matéria, com ela mesma, era a proposta. Ela vivia num mundo à parte, um mundo de fantasia...

A primeira vez que a vi fiquei impressionada. Ela literalmente "quicava" no chão, não f**ava de pé parada, dava pequenos e incertos pulinhos, como se tivesse soluço nos pés. Foi levada pelo irmão mais velho, não podia andar sozinha. Fui informada, pelo irmão, que ela estava tomando remédios muito fortes e passava os dias deitada na cama, parecendo não ter interesse em nada, só levantando para ir ao banheiro e ao psicanalista duas vezes por semana. Confesso que fiquei assustada. Era um caso considerado grave e eu nunca tinha tratado de ninguém com distúrbios tão óbvios e acentuados. Tranquilizada pelo seu psicanalista,e contando com a supervisão dele e troca de informações, aceitei experimentar fazer um trabalho corporal com ela, trabalho de PRESENÇA.

No primeiro atendimento, olhando-a mais atentamente, com menos susto e contando apenas com as informações que ela me passava, um aspecto em especial me chamou a atenção; ela possuía olhos de um azul tão intenso e doce que (juro!) vi nela, naquele momento, a imagem da Virgem Maria! Eu que não sou mística mas vejo a beleza e sinto o Amor Divino em tudo, fiquei surpresa com tanta doçura e tranquilidade. Ela não parecia desse mundo. A suavidade meio doida dos santos. Era isso a loucura?

Bem, a idéia era colocá-la no chão e não eu voar, assim começamos o trabalho. Trouxe argila para ela amassar com os pés e com as mãos, experimentamos sentir o peso do seu corpo, transferimos o peso de diversos modos e diferentes direções. Deslocamos, andamos, devagar, sem pressa...Usei diversos materiais orgânicos tais como pedras, bambus, bolinhas, para acordar os sentidos, os pés, o interesse. Tudo valia para ela f**ar de pé em contato com o chão, confortável, construindo um fio terra, acordando raízes, recordando...
"A pessoa que não está em contato com o solo também não está em contato com a realidade, na mesma proporção" Alexander Lowen - Bioenergética

Ela me driblou e me deixou sem chão muitas vezes. Ela viajava no sonho, escorregava na fantasia e se derretia em delicadezas. Me permiti viajar com ela em alguns sonhos possíveis. Tivemos um atendimento, na Confeitaria Colombo que f**ava em frente a minha sala. Tomamos chá com torradas, ouvimos boa música em piano de cauda, apreciamos as belas flores que enfeitavam o lugar, e nesse dia, bem baixinho, me contou que havia voltado a cozinhar e que estava gostando de mexer de novo com os temperos... As mãos se ocupavam, os pés quase esquecidos já pousavam no chão. Íamos andando, juntas...

Nesse ponto do trabalho com ela, eu estava gravida e ela se interessava pela andamento da gravidez. Ás vezes, timidamente colocava sua mão na minha barriga, fechava os olhos e sorria. De novo a imensa ternura, agora se comunicando com as mãos.

Quando minha filha nasceu, voltei logo a trabalhar e em várias ocasiões ela chegava mais cedo e me via em plena sessão de amamentação. Ela toda se deslumbrava, chegava perto de mansinho, dizia adorar os barulhinhos do sugar, segurava com delicadeza o pezinho da minha filha, fechava os olhos e sorria...os olhos...Eu de novo via a imagem da Virgem Maria e tb. sorria.
O que se pensaria hoje de uma mulher que dissesse estar grávida do Espírito Santo e permanecer virgem imaculada? A loucura, seu limite tênue, sua dor, sua estranheza.

Um dia chegou mais cedo,( já ia sozinha !) e com seu olhar doce e profundo ficou me olhando em silêncio e depois me comunicou que ia mudar de cidade, seu irmão havia sido transferido.

Na despedida olhamos juntas as modelagens de corpo que ela havia feito na argila. A primeira, logo que começamos os atendimentos, parecia uma tartaruga com curtas e pequenas patas em forma de bolinha. a cabeça sem lugar e minúscula. A segunda, quase dois anos, depois, era reconhecidamente um corpo humano, com braços e pernas bem colocados, cabeça proporcional e um incrível detalhe: com chapeuzinho de judeu!!!!

Ela se foi, vestida de um corpo mais presente e com a mesma ternura estranha no olhar...eu fiquei, despida, com a alma mais leve e transparente.

01/03/2016

REFLEXÕES SOBRE O CORPO OU O PACOTE

O que o outro busca quando procura tratar seu corpo?
Quer primeiro que cessem as dores, depois quer um corpo mais "issos" ou menos "aquilos". Belas formas...
"Faço q.q. coisa para f**ar com um corpo desses" diz um outro, se referindo a um corpo virtual de capa de revista. Estar em forma!
Mas de que forma se trata? Aquela que nos enganam os photoshops, aquela que nos empurram como modelo?
Temos uma forma, própria que raramente aceitamos. Talvez porque sua forma fala de seu conteúdo. Talvez porque não sabe sequer que seu corpo FALA, o tempo todo...
Somos treinados, desde mto cedo, a esconder, disfarçar, reprimir. Tudo que sai de nós é considerado sujo ou no mínimo inadequado para o público. Exagero? Vejamos: suor, cuspe, secreções vaginais, cuspe, cera de ouvido, meleca, gases (arroto e pum), remela, menstruação e até as cândidas lágrimas nos constrangem...
Disfarçamos o que vem de dentro, desodorantes, absorventes, adstringentes, papel higiênico perfumado, perfumes,etc.
Nos distanciamos de nós, da nossa forma única. Aumentamos pedaços ou tiramos, de acordo com o gosto do freguês.
Mas será que o freguês sabe o SEU GOSTO?
A escola coloca sob a sua tutela o corpo da criança, neutraliza-o, imobiliza-o, sobrecarrega com excesso de material em uma pesada mochila. A família acelera, 'tô louca para ele andar!" - ou atrasa -"ele é mto. pequeno para por no chão" . Modelados de acordo com a moda vigente.
Aparentemente magnif**ado, o corpo é reduzido a uma mercadoria, uma embalagem fake. Curvas e protuberâncias. Cortamos o corpo, fragmentamos o corpo, esquecendo que somos um conjunto, inclusive de corpos, um sistema INTERLIGADO!
Mal estares, doenças, alarmes que o corpo dispara para avisar que algo não vai bem, são imediatamente calados por analgésicos, relaxantes, tranquilizantes, soníferos, anti-depressivos.
Forma e conteúdo, como separar?
Ninguém f**a feio quado está pleno, feliz. Ninguém f**a bonito quando está doente ou infeliz.
Um belo corpo precisa de harmonia consigo mesmo. a beleza, irmã da saúde, aparece no pacote todo :
pele viçosa
olhos brilhantes
tônus flexível
boa circulação
bom humor
ausência de dores crônicas
O que nos torna belos está em nós, como somos. Falta conhecer. Olhar para o pacote inteiro, sem julgamento. Observar seu sentir.
Não há como fugir para sempre. O remédio...remedia..com o tempo se torna inef**az...a dor permanece. Sintomas se multiplicam, depressão, pânico, síndromes, angústias, solidão..tudo interligado.
Olhar o corpo com mais respeito, amor, consideração, agradecimento. Olhar de dentro para fora, de fora para dentro.
FORMAS, são resultados de distribuição e circulação de conteúdo.
Um equilíbrio "dissos". O fora espelhando o dentro. PERFEITO.

20/02/2016

Oferecendo essa lindeza a todos que necessitam de AMOR

16/02/2016

ATENÇÃO PESSOAL!
Dia 20, sábado próximo, está marcada a Oficina de Canto com Malu Rocha, às pessoas interessadas, gostaria da confirmação.
Dependemos disso para manter a data ou adiar, caso seja mais propício para todos.
Agradecida pela atenção!

03/02/2016

Consciência Corporal

Metodologia que visa o auto conhecimento e a PRESENÇA, através da percepção do gesto e movimento do corpo.

Princípios:

1. O essencial não é tanto o que se faz e sim como se faz.

2. Trabalhar com relaxamento e sensação sem forçar, sem constranger. Experiências baseadas e adquiridas pela sensibilidade permanecem vivas.

3. O corpo é um todo, interligado, interdependente. Cada parte tem um papel preciso a desempenhar, à parte superior cabe a sutileza e a consciência; à parte inferior, a força e e o instinto.

4. Pequenos percepções, promovem grandes mudanças. Mudando a forma de apoiar os pés, transformamos nosso caminhar.

5. Dar prioridade ao eixo vertebral, a estrutura óssea. aos músculos profundos, que têm função estática, esquecidos por não serem visíveis.

6. A respiração auxilia o movimento e pode ser levada intencionalmente para a parte trabalhada.

7. Buscar conscientemente relacionar as partes (em cima/embaixo, um lado e o outro, dentro/fora, etc.) ajuda o entendimento global, diminui o esforço e aumenta a qualidade do movimento.

8. A melhor postura, a melhor respiração, é aquela que se adequa ao momento.

9. Movimentos lentos, homogêneos e contínuos.

10. Esse método necessita de persistência e regularidade.

Esse método inspirou-se em técnicas orientais e ocidentais que vêm o corpo como instrumento para despertar, casa do espírito e âncora para presença.

É indicado e acessível a todos, inclusive pessoas idosas, Após avaliação inicial, casos mais graves ou agudos podem ser tratados em atendimentos individuais.

Temos aula de grupo às segundas feiras às 19:30 e quartas feiras às 9:00.
Venha fazer uma aula experimental ou marque uma entrevista, caso considere que seu caso precisa de atenção individual.

18/01/2016

Revendo papéis, achei uma coleção de "Causos do Corpo".
Artigos que escrevi periodicamente para o jornal, Ponte Velha, do querido amigo Gustavo Praça.
Já lá se vão os tempos, mas reafirmo algumas palavras...
Vou postar, devagar, um ou outro....
Lá vai o primeiro;

ACEITAÇÃO
A maior dificuldade para o aprendizado é a aceitação.
Aceitar que não somos quem pensamos ser.
Criamos uma imagem X de nós mesmos, baseada na nossa imaginação (alimentada pela vivência possível e pessoal de cada um) que dificilmente permite a entrada do novo, ou a ampliação do aprendizado, uma realidade que pode ser sempre maior e mais rica.
Aceitar que nunca se sabe, que o aprendizado é eterno e que nunca a coisa é a mesma, mesmo que repetida um milhão de vezes, não é mole não. É mais fácil "não dar o braço a torcer", fingir que já sabe ou, o que é pior, fingir tanto e tão bem, a ponto de achar que é real, que sabe mesmo, e com isso, perder a oportunidade de se rever, evoluir e se aperfeiçoar.

É sempre tempo de aprender, pode-se aprender sempre, o tempo todo, com qualquer coisa ou pessoa, basta estar PRESENTE, como observado e observador, não se dando tanta importância, não se levando tão a sério. Pois é, mas essa é outra pedra no caminho, nos levamos muito a sério, nos damos muita importância, nos ofendemos à toa...

Quanto a estar presente...ou pensamos o que foi ou o que virá.
Dificilmente a gente se refere ao que está fazendo no momento.
Falamos do que já passou ou imaginamos o que virá.
E pensar que a única coisa que existe é o PRESENTE...

Fazer a coisa, qualquer coisa, como se fosse a única coisa a ser feita. Caramba, é muito bom! Teclar o computador sentindo as teclas e o toque dos dedos, a maciez das teclas, o pensamento sendo o movimento, passa a ser um momento único, rico e pleno em si mesmo. Descoberta do mundo!

"O homem que aceita uma imagem de si mesmo como a realidade daquilo que é não conhece a si mesmo. Não importa se essa imagem é "boa" ou "má", se é produzida pelo próprio homem ou projetada por outros. Esse homem está fora de contato com seu próprio espírito, não conhece a realidade da dua própria natureza; Vive um mito e não uma vida. O indivíduo que tem que manter uma auto imagem é fundamentalmente um medroso. Eis por que as pessoas têm lanças, eis por que as pessoas tem escudos, eis por que as pessoas têm espadas. elas estão tomadas pelo medo de virem a conhecer algo que está no interior de si mesmas'
Ken Carey

Endereço

Leon Batista Albertti, 14/Jd. Martinelli
Penedo, RJ
27531270

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