31/12/2025
Toda luta é coletiva. É no encontro, na escuta e na caminhada conjunta que os processos ganham sentido. Por isso, nesse final de ano agradecemos a todas as pessoas, comunidades e territórios que estiveram conosco ao longo deste ano, construindo, partilhando e atravessando experiências junto ao PET Fronteiras.
Encerramos este ciclo com o coração cheio de aprendizados, perguntas, inspirações e da vontade contínua de aproximar universidade e comunidade, reconhecendo que os saberes populares não estão à margem, mas no centro das nossas práticas. Inspirados pela ideia de que somos começo, meio e começo, seguimos acreditando que o fim do ano não representa um encerramento, mas um retorno. Aquilo que foi iniciado não se perde: se transforma, se refaz e continua em movimento. O compromisso permanece vivo, circular e coletivo, nas caminhadas que seguem sendo feitas juntas, agora e adiante no próximo ano, f**a aqui o nosso muito obrigada, e nossa retrosPETiva desse ano lindo e cheio de encontros potentes.
Produção Textual e criação visual:
19/12/2025
Na segunda edição do café com PET vivenciamos um encontro potente com quatro mulheres indígenas, onde cada fala revelou trajetórias marcadas por atravessamentos e lutas coletivas. Entre essas vozes, a estudante e ativista indígena Ana Flávia Vanfej Manoel Antônio (), pertencente a etnia do povo Kaingang e graduanda em Direito pela UFPel, compartilhou um relato profundo sobre sua caminhada. Ela nos conta que, antes de chegar à cidade de Pelotas e adentrar ao movimento estudantil indígena, não compreendia o porquê das lutas, nem por que seu povo precisava, constantemente, reivindicar direitos. Foi ao se deparar com a ausência desses direitos e com as injustiças impostas pelo sistema que a luta deixou de ser distante e passou a ser necessária. A partir desse reconhecimento, Ana Flávia se viu convocada a ocupar espaços, fortalecer o Coletivo Indígena da UFPel e atuar ativamente na defesa dos povos originários, reafirmando a importância da permanência, da representatividade e da resistência indígena dentro e fora da universidade.
17/12/2025
🎙️ EP 5 | 2ª temporada do Podcast Fronteiras — no ar!
O novo episódio já está disponível e atravessa histórias, sons e caminhos da banda Preto de Sapato. Um papo sobre trajetória, inspirações, vivências e os projetos que seguem pulsando no presente e apontando para o futuro.
Dá o play, escuta sem pressa e vem cruzar mais essa fronteira com a gente.
https://open.spotify.com/episode/5dFV2U4mgXxPtetzSxRS2y?si=V1p0lidhSbiMgB6ql3hLww
Disponível também no Youtube!
15/12/2025
No EP05 do Podcast Fronteiras, recebemos a banda Preto de Sapato para uma conversa direta sobre música, território, trabalho e resistência.
O episódio atravessa arte e política a partir das experiências que moldam o som e a trajetória da banda, refletindo sobre cotidiano e criação como forma de enfrentamento.
🎙️ Disponível amanhã no Spotify e YouTube.
Escute o EP05 e conheça mais sobre a Preto de Sapato no Podcast Fronteiras.
09/12/2025
Bastidores dessa manhã de segunda-feira em que o Podcast Fronteiras, atividade de extensão do Programa de Educação Tutorial (PET) Fronteiras: Saberes e Práticas Populares, teve a honra e alegria de receber uma das bandas mais potentes da cena pelotense a banda Preto de Sapato (). Ela que nasceu da urgência de transformar em música e palavras vivências coletivas das experiências negras do sul do Brasil, criando uma sonoridade marcada pela mistura de gêneros, referências afro-brasileiras e uma estética que atravessa o som, a imagem e a relação com o público. Suas letras transitam entre denúncia e afeto, entre celebração e dor, entre memória e futuro, consolidando o Preto de Sapato como um grupo que entende a música como ferramenta de movimento, encontro e transformação social. Para essa conversa, se sentaram conosco a mesa Eduardo Freda (), Rogers Lemes () e Davi Batuka (). Entre músicas e palavras, anunciamos que o episódio nº 05 do Podcast Fronteiras vai ao ar no dia 15/12, nas plataformas do YouTube e no Spotify.
Produção textual e fotografias: ()
03/12/2025
Mais uma edição do Café com PET , neste 3 de dezembro convidamos quatro mulheres indígenas que partilharam suas histórias abriram caminhos que tocaram cada pessoa presente. E, quando as palavras já não cabiam nas dores e nas forças vividas, o choro veio não como fraqueza, mas como gesto de resistência e de renascimento.
Ali entendemos juntas que o choro feminino coletivo cura, atravessa e amplif**a. Ele não paralisa: ele convoca.
Choramos pelas desigualdades que seguem ferindo, pelas violências coloniais que ainda se impõem, mas também choramos pelo encontro, pela escuta, pelo reconhecimento de que nenhuma de nós carrega sozinha o peso da luta.
E nesse movimento, até o café mudou de lugar.
Aquilo que um dia foi instrumento de exploração, de riqueza construída às custas de corpos indígenas e racializados, hoje foi ressignif**ado e se tornou ponte, se tornou fogo que aquece, aproxima e um espaço que convoca a partilha.
Foi símbolo de encontro, não de opressão; não de hierarquia; de luta, não de silêncio. A roda que se formou no Utopia Casa Bar não era apenas um evento: era um rio cruzando caminhos. Cada uma das quatro mulheres que estiveram conosco abriu frestas de mundo em suas histórias, suas travessias, seus enfrentamentos e suas esperanças.
E nós, ao escutá-las, também fomos atravessados. Que esse encontro siga reverberando como manancial:
nosso convite a continuar aprendendo, resistindo e caminhando juntos como águas que nunca param. Gostaríamos de agradecer imensamente a todos os envolvidos no desenvolvimento desse evento, pela parceria, pela troca .az
01/12/2025
Há encontros que acontecem como rios: vêm de longe, atravessam histórias, tocam margens e seguem criando caminhos. Entre muitos povos indígenas, a água não é apenas elemento é memória, corpo vivo, território que sente. A água guarda ensinamentos, leva recados e transforma. E é assim que muitas mulheres indígenas caminham pelo mundo: como águas que guiam, anunciam, que movem vida. Mulheres como as que defendem rios da destruição, preservam nascentes e mantêm tradições vivas das jovens que denunciam crimes ambientais que lutam pela integridade dos corpos-territórios das mulheres e da natureza. Elas nos lembram que proteger a água é proteger o futuro, e que proteger o território é proteger a si mesmas.
É inspirados por essa força que realizamos este encontro.
Convidamos quatro mulheres indígenas, de diferentes etnias, para cruzarem suas águas conosco suas histórias, saberes, resistências, desafios e modos próprios de existir, são elas: Adriana Gonzáles Burgos, Milena Raquel Benvinda Tupinambá ( ), Maria Loandra Azevedo De Oliveira (.az ) e Ana Flávia Vanfej Manoel Antônio que juntas possam falar sobre o lugar da mulher em suas comunidades, suas lutas sociais, seus fluxos, suas ondas e seus movimentos.
Porque quando mulheres indígenas se reúnem, as águas se reconhecem. E quando compartilhamos seus saberes, todo o rio cresce.
TEMÁTICA: Caminhos cruzados: mulheres indígenas em partilha
📍 Local: Utopia Casa Bar (Rua Antônio dos Anjos, 908)
🗓️ Dia: 3 de dezembro
⏰Horário: 14h da tarde
Organização: Pet Fronteiras
Criação Visual e textual: Madu Costa ()
Parcerias: Pet Pedagogia ; Pet Gape
Instituições vinculadas: Ministério da Educação (MEC) Funda Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ; Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) ; Universidade Nacional de Jujuy (UNJu); Instituto Rodolfo Kusch
Apoio: Utopia Casa Bar ()
21/11/2025
Viva a potência do vinte! Viva a mestre Griô Sirley Amaro!
21/11/2025
MARCHAR É HONRAR QUEM ABRIU O CAMINHO
No dia 20 de novembro, o PET Fronteiras participou da Marcha da Mestra Griô Sirley Amaro, somando-se a coletivos, partidos, movimentos sociais e comunidades que, juntos, afirmam a potência da resistência negra. Em uma cidade como Pelotas marcada profundamente pelo passado colonial escravocrata, construída sobre o trabalho e a dor de pessoas negras invisibilizadas marchar nessa data é mais do que um ato político: é um gesto de memória, reparação e futuro.
A saia da Mestra, carregada de fundamento e ancestralidade, voltou a rodar pelas ruas pelotenses. Incorporada simbolicamente por Millena Tupinambá, liderança da resistência indígena Tupi, ela caminhou levando os fuxicos que guardam histórias, rezas e a força de quem nunca deixou de lutar.
Marchamos porque resistir é urgente. Porque nesta cidade, onde tantos corpos foram silenciados, seguimos fazendo ecoar suas vozes. E porque quando a saia da Mestra gira, gira com ela nossa luta coletiva, nossa ancestralidade e o compromisso de transformar o agora.