03/07/2020
Projeto criado pela empresa Oxitec utiliza mosquitos machos modificados do Aedes aegypti para acasalar com fêmeas infectadas e impedir a disseminação da doença
A empresa Oxitec anunciou o resultado de um experimento que teve como objetivo combater o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela.
De acordo com a companhia, o teste, realizado em estreita colaboração com a cidade de Indaiatuba (São Paulo), foi bem-sucedido em suprimir 95% da população do Aedes aegypti em 13 semanas. Esse percentual foi calculado com base em áreas de controle não tratadas na mesma cidade.
O tratamento envolveu a colocação de mini cápsulas com ovos de mosquitos chamados 'Aedes do Bem' em propriedades residenciais uma vez por semana. Todo o processo é feito de forma rápida, sem ferramentas ou manuseio especial.
O esforço gerou uma rápida supressão do transmissor da doença em uma área em que moram cerca de 1.000 pessoas. Além do combate ao mosquito, a tecnologia foi 100% eficaz na eliminação de larvas fêmeas, segundo a empresa.
Caso a implementação também seja bem-sucedida, pode ser que a tecnologia ajude na diminuição dos índices de infectados registrados pela Organização Mundial da Saúde – que estima mais de 390 milhões de pessoas acometidas pela dengue todos os anos.