Professora Camila Rajão

Professora Camila Rajão Página destinada ao compartilhamento de atividades e conteúdos da disciplina de História para o Ensino Fundamental II.

Camila Rajão é licenciada em História pela UFMG, mestranda em Estudos de Linguagens no CEFET e graduanda em Letras pela UFMG.

O grupo A cidade das crianças criou um formulário 📝 para melhor entendermos quais são as principais necessidades das cri...
23/04/2024

O grupo A cidade das crianças criou um formulário 📝 para melhor entendermos quais são as principais necessidades das crianças hoje na nossa cidade. Ajudaria muito se vocês pudessem responder, é muito simples e rápido. Para responder é só clicar no link abaixo.

Por favor, ajudem a divulgar também.

Este formulário tem como intenção entender como a cidade de Pedro Leopoldo está estruturada para acolher suas crianças e famílias nos espaços públicos como praças e parques e também nas instituições públicas de saúde e educação.

O Golpe Militar de 1964 e o governo de João GoulartO início do governo do presidente João Goulart (PTB), após a renúncia...
02/09/2021

O Golpe Militar de 1964 e o governo de João Goulart

O início do governo do presidente João Goulart (PTB), após a renúncia de Jânio Quadros, foi um momento bastante delicado e conturbado da política nacional, em que os altos quadros militares tentaram impedir a posse de Jango por meio de um golpe.

Para garantir a posse do presidente, iniciou-se uma campanha pela Legalidade, pelo cumprimento do que previa a Constituição de 1946, liderada por Leonel Brizola (PTB), então governador do estado do Rio Grande do Sul. Brizola levou para o porão do palácio do governo do estado a rádio Guaíba que passou a transmitir toda a movimentação em prol da posse de Jango. O governador convocou a população do estado a defender a legalidade, provocando inúmeros protestos e a resistência armada às ameaças de bombardeamento do palácio feitas pelo exército.

Em 7 de setembro de 1961, João Goulart assumiria a presidência dentro de um regime parlamentarista. Essa foi uma alternativa que tentava conciliar os setores da esquerda, direita e militar da política nacional. A medida retirava poderes do então presidente eleito.

Esse período da história do Brasil vai contar com grande movimentação social, sendo a formação das Ligas Camponesas um dos principais exemplos. As Ligas Camponesas, organizações que visavam a organização dos camponeses, posseiros, meeiros e trabalhadores rurais defendiam a reforma agrária imediata e sem pagamento em dinheiro como indenização pelas desapropriações de terras. O tema da reforma agrária vai ser um dos principais debates políticos brasileiros desses anos. E entrará como uma das reformas de base defendidas pelo governo de João Goulart.

O PSD defendia a reforma agrária nos moldes que aparecia na Constituição, com o pagamento à vista e em dinheiro para as desapropriações de terras. Já os grandes proprietários eram totalmente contrários às propostas de reforma agrária. Nesses anos, iremos assistir a inúmeros assassinatos de lideranças do campo.

As reformas de base propostas por Jango se estendiam para outros campos como as reformas urbanas - planejamento contra o crescimento desordenado das cidades, melhores condições para as periferias; reforma bancária; eleitoral - com a ampliação do direito ao voto aos analfabetos e baixas patentes militares; reforma econômica privilegiando maior intervenção do Estado na economia e controle da presença do capital estrangeiro no Brasil.

A política externa de Jango, assim como a de Jânio Quadros, tentava manter a independência ao alinhamento aos dois lados da Guerra Fria. Esse fator desagradava os Estados Unidos da América e setores militares que queriam manter relações diretas com os EUA.

Nesse contexto, são criados institutos de pesquisa como o Instituto Brasileiro de Ação Democrática, fundado em 1959, que financiou irregularmente inúmeras campanhas de deputados e governadores com dinheiro que vinha das multinacionais estrangeiras e do próprio governo norte-americano.
O Instituto de Pesquisa e Estudo Sociais, aparentemente um instituto de pesquisa apenas, fundado em 1961 por empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo e por oficiais da Escola Superior de Guerra, organizou e conduziu diversas ações e campanhas orientadas para a desestabilização do governo e para a propaganda anticomunista no país, além de fomentar as discussões para a construção do plano autoritário de governo dos militares.

Em 6 de janeiro de 1963, o plebiscito realizado retornou o modelo presidencialista para Jango. Apesar dessa vitória, o Congresso Nacional ainda se mostrava bastante conservador, o que fará com que a proposta de Reforma Agrária enviado pelo Presidente seja recusada. Esse fato colabora para a radicalização do discurso da esquerda nacional que propõe a reforma agrária "na lei ou na marra" e mudanças na Constituição de 1946.

Em março de 1964, Jango participa do Comício na Central do Brasil, com público de cerca de 150 a 200 mil pessoas. Dois dias após o comício, envio ao Congresso uma mensagem em que apresenta a agenda das reformas de base e sugere um plebiscito para alterações na Constituição.

A reação dos setores da direita nacional, acontece na organização da Marcha da Família com Deus pela Liberdade que reuniu cerca de 500 mil pessoas na praça da República em São Paulo. Os manifestantes, organizados pelo IPES, clamavam contra o comunismo e queriam a intervenção no governo de João Golaurt, supostamente em defesa dos princípios da Constituição, da moral e da família cristãs.

O motim dos marinheiros no dia 25 do mês mesmo e a anistia dos revoltosos pelo presidente foi o evento que antecipa o planejamento do Golpe Militar que deporia o presidente. No dia 31 de março, o general Olympo Mourão Filho manda sua tropa marchar rumo ao Rio de Janeiro para depor o presidente que foge para Brasília. A fim de evitar conflitos armados, João Goulart parte novamente para o Rio Grande do Sul quando a cadeira da presidência é declarada como vaga pelo presidente do Senado.

Os militares continuariam no poder pelos próximos 21 anos.

O início do governo do presidente João Goulart (PTB), após a renúncia de Jânio Quadros, foi um momento bastante delicado e conturbado da política nacional, e...

O Período Regencial e as Revoltas PopularesO período regencial foi extremamente conturbado e movimentado politicamente, ...
26/08/2021

O Período Regencial e as Revoltas Populares

O período regencial foi extremamente conturbado e movimentado politicamente, contando com a instabilidade e a eclosão de inúmeras revoltas e movimentos populares no recém independente país.

Com a abdicação ao trono por D. Pedro I e a menoridade de D. Pedro II, foi estabelecida, assim como constava na Constituição, uma regência que governaria o país até que D. Pedro II pudesse assumir o trono. Inicialmente a regência contaria com 3 governantes, sendo chamada, portanto, de Regência Trina.

Durante esse período, as principais ideias em debate eram referentes à manutenção da unidade territorial brasileira e das disputas entre aqueles que defendiam maior centralização do poder e aqueles que queriam mais autonomia para as províncias (descentralização e federalismo).

Um dos marcos da Regência foi a criação da Guarda Nacional, uma força militar subordinada ao Ministro da Justiça que seria formada nas cidades com o alistamento de todos os cidadãos entre 21 e 60 anos que pudessem votar, ou seja, apenas os integrantes da elite econômica brasileira. A principal função da Guarda Nacional era manter a ordem nas cidades e, em alguns casos, conter as revoltas populares sem incorrer ao risco de participação de suas tropas nos movimentos populares, já que era uma instituição composta pela elite.

O Ato Adicional de 1834 transformou a Regência Trina em Regência Una, além de conferir maior poder às províncias.

Diversas revoltas populares ocorreram ao longo desse período, sendo a primeira delas a Guerra dos Cabanos em Pernambuco que teve início em 1832.

A Cabanagem foi outra revolta que ocorreu na província do Grão-Pará, iniciada no ano de 1835. Foram 5 anos de lutas violentas dos setores populares da região, formados por indígenas, escravizados negros, libertos e mestiços, contra as tropas representantes do poder central do Rio de Janeiro. A revolta se espalhou por toda a província e ganhou contornos radicais que previam mudanças profundas na sociedade como a abolição da escravidão. Ao final do movimento, com a derrota dos revoltosos, a capital Belém se encontrava destruída e o saldo de mortos girava em torno de 30 mil pessoas.

O período regencial foi extremamente conturbado e movimentado politicamente, contando com a instabilidade e a eclosão de inúmeras revoltas e movimentos popul...

O processo de independência do BrasilApós a derrota das tropas de Napoleão Bonaparte na Europa, em 1814, e a reconfigura...
20/08/2021

O processo de independência do Brasil

Após a derrota das tropas de Napoleão Bonaparte na Europa, em 1814, e a reconfiguração política dos territórios estabelecida pelo Congresso de Viana, houve progressiva pressão da população portuguesa para o retorno da família real e da corte à Portugal. No ano de 1815, D. João eleva o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, permanecendo em solo brasileiro até o ano de 1821.

Em Portugal, no ano de 1820, inicia-se uma Revolução de caráter liberal, a Revolução do Porto que defendia o estabelecimento de eleições para as Cortes portuguesas com a finalidade da escrita de uma Constituição, limitando, portanto, o poder do rei. Esse movimento teve fortes influências das ideias iluministas e foi motivado por uma crise que afetou os vários setores.
Crise política: ausência do rei e dos órgãos de governo;
Crise econômica: liberdade de comércio do Brasil com outras nações
Crise militar: presença de oficiais ingleses nos altos postos do Exército Português.

A Revolução do Porto tinha posturas não liberais em relação ao Brasil, condenando a liberdade econômica em vigor desde a abertura dos portos às nações amigas e outras formas de autonomia política da administração brasileira.
Em meio à crise em Portugal, no ano de 1821, D. João VI embarca novamente para a Europa, deixando no Brasil, o príncipe regente D. Pedro.
As medidas que tentavam estabelecer maior controle colonial do Brasil, tomada pelos deputados portugueses das Cortes, desagradou cada vez mais setores da sociedade brasileira. A elite política e econômica local vai se articular para a manutenção das liberdades conquistadas e para a independência.
As Cortes portuguesas exigiram também o retorno do príncipe regente, D Pedro, à Portugal. Em 9 de janeiro de 1822, D Pedro declara a sua permanência no Brasil, contrariando às ordens das Cortes.
A partir desse momento, a ruptura com o governo português ficam cada vez maiores, culminando na declaração da independência no dia 9 de setembro de 1822.

Principal fonte utilizada: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2019.

Após a derrota das tropas de Napoleão Bonaparte na Europa, em 1814, e a reconfiguração política dos territórios estabelecida pelo Congresso de Viana, houve p...

O que é populismo?Populismo é o nome atribuído ao conjunto de práticas políticas, realizadas na América Latina ao longo ...
13/08/2021

O que é populismo?

Populismo é o nome atribuído ao conjunto de práticas políticas, realizadas na América Latina ao longo do século XX, voltadas para as classes mais pobres. Essas práticas aliam a melhoria na qualidade de vida da população, como por exemplo, a criação de empregos, melhores condições de trabalho, com a tentativa de controle das tensões sociais e dos movimentos de contestação.

Contexto social e político do Brasil na primeira metade do século XX: inúmeras mudanças, que acontecem de formas e em tempos diferentes nas mais variadas regiões do país. Modificações no Brasil de características essencialmente rurais, ainda carregado com o passado escravista, baseado no poder das oligarquias e dos coronéis para o início de um processo de industrialização em algumas regiões e do crescimento da urbanização.

Críticas e revisões feitas ao conceito de populismo: questionamento da ideia de manipulação do povo como simples massa de manobra dos interesses do líder ou dos grupos da elite política e econômica do país. É necessário perceber os inúmeros exemplos de movimentos populares, greves, manifestações e papeis de agência de diversos grupos sociais de camadas mais baixas.

Os principais governo brasileiros considerados populistas são:

Governos Getúlio Vargas: 1930 a 1945 e 1951 a 1954;
Juscelino Kubitschek: 1956 a 1961
Jânio Quadros: 1961
João Goulart: 1961 a 1964

Populismo é o nome atribuído ao conjunto de práticas políticas, realizadas na América Latina ao longo do século XX, voltadas para as classes mais pobres. Ess...

As Epidemias no Brasil e a Revolta da VacinaA história da humanidade está intimamente ligada à história de diversas doen...
06/08/2021

As Epidemias no Brasil e a Revolta da Vacina

A história da humanidade está intimamente ligada à história de diversas doenças, assim como a história das Américas e do Brasil. Juntamente com os colonizadores europeus, desembarcam no continente americano diversas doenças que não existiam no território. Pouco mais de um século depois do primeiro contato entre essas civilizações, as doenças europeias, como a gripe, varíola, sarampo, tifo e rubéola, as guerras de colonização, a fome e a exploração do trabalho indígena foram responsáveis pela mortalidade de 90% dos habitantes nativos do continente.

No ano de 1904, no contexto das reformas urbanas da cidade do Rio de Janeiro, houve uma epidemia de varíola que causou a morte de mais de 3.500 pessoas. O médico sanitarista chefe do serviço sanitário da República, Oswaldo Cruz, sugere então que o presidente Rodrigues Alves envie ao Congresso uma lei para ratificar a obrigatoriedade da vacinação, vigente, mas não cumprida, desde 1832. A vacinação obrigatória provocou grande descontentamento popular de várias camadas sociais diferentes. 9 dias após a aprovação da lei, em 10 de novembro de 1904, teve início uma revolta popular nas ruas da cidade do Rio de Janeiro que ficaria conhecida como a Revolta da Vacina. Aos protestos contra a vacinação, somaram-se os clamores pela perda do cargo de Oswaldo Cruz e pela deposição do presidente Rodrigues Alves. O movimento foi duramente reprimido pelo exército brasileiro e terminou com o saldo de 30 mortes e 945 prisões. A obrigatoriedade da vacinação, entretanto, foi suspensa.

A varíola somente foi erradicada no Brasil no década de 1970, após intensa campanha de vacinação entre os anos de 1966 e 1970.

A história da humanidade está intimamente ligada à história de diversas doenças, assim como a história das Américas e do Brasil. Juntamente com os colonizado...

Inconfidência MineiraA Inconfidência Mineira (1788-1789) foi um dos primeiros movimentos ocorridos no Brasil que questio...
03/08/2021

Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira (1788-1789) foi um dos primeiros movimentos ocorridos no Brasil que questionavam a condição de colônia de uma determinada região do país. As demais rebeliões,
motins, revoltas e outros movimentos populares anteriores, com a exceção da Guerra dos Mascates (1710), em geral, mantinham a fidelidade ao rei de Portugal, questionando apenas alguns aspectos da administração, como a elevação ou criação de novas taxas de impostos, por exemplo.

A Inconfidência Mineira foi influenciada pelas ideias iluministas de liberdade política, econômica, religiosa e de expressão e também teve como modelo a Independência das Treze Colônias ocorrida no ano de 1776.

Os inconfidentes eram homens pertencentes, em sua maioria, à elite colonial da região de Vila Rica, atual Ouro Preto. Era desejo dos membros do movimento a independência da província de Minas Gerais e a proclamação da República logo após o rompimento com Portugal.

A articulação do movimento teve como um de suas motivações a execução da "derrama" imposto colonial português sobre todos os habitantes da província em decorrência do não atingimento da cota anual de cem arroubas de ouro devidas à Coroa.

Antes do plano ser colocado em prática, denúncias que chegaram ao governador da província, o visconde de Barbacena, fizeram com que os principais membros da conspiração fossem presos.

Três anos mais tarde, em 1792, os presos foram condenados ao degredo na África e prisão perpétua em Portugal. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi o único condenado à forca. Seu corpo foi esquartejado e seus membros exibidos no caminho entre Minas Gerais e Rio de Janeiro como exemplo.

A Inconfidência Mineira (1788-1789) foi um dos primeiros movimentos ocorridos no Brasil que questionavam a condição de colônia de uma determinada região do p...

A Guerra de Canudos (1896-1898) O povoado de Canudos (ou Belo Monte como era conhecido por seus habitantes) foi um impor...
19/05/2021

A Guerra de Canudos (1896-1898)

O povoado de Canudos (ou Belo Monte como era conhecido por seus habitantes) foi um importante movimento social do período da Primeira República Brasileira.

Canudos pode ser classificado como um dos movimento messiânicos do período por estar associado às ideias religiosas que pregavam a salvação dos seus membros.

O líder do movimento foi Antônio Conselheiro. Ele mobilizou milhares de pessoas e seguidores ao longo de duas décadas de peregrinação pelo norte do sertão da Bahia até se estabelecer nas proximidades do rio Vaza Barris.

O crescimento da comunidade e da fama de Antônio Conselheiro incomodou as autoridades e poderosos locais. Antônio Conselheiro fazia críticas à República, principalmente contra a separação entre a Igreja e o Estado e defendia o não pagamento de impostos. Preocupados com as repercussões do movimento e replicação em outras localidades, o governo baiano organiza uma primeira campanha militar contra o povoado no ano de 1896. A campanha que contava com 104 soldado não obtém êxito. O governador pede, então, auxílio às tropas federais que passam a partir daquele momento a fazer investidas contra a comunidade.

A Guerra de Canudos demonstrou mais uma vez as deficiências e precariedade do exército brasileiro que não contava com equipamentos e suprimentos suficientes para as operações. Metade do contingente de soldados do exército nacional da época, cerca de 9.500 soldados combateram em Canudos, deixando os trágicos números de 4 mil soldados mortos e estimativas que chegam até a 20 mil mortos dentre os moradores de Belo Monte.

A comunidade de Canudos e a figura de Antônio Conselheiro desafiavam a ordem social local, reunindo no mesmo homem os papeis de líder religioso, chefe militar (polícia) e fazendeiro. Três importantes figuras de poder no Brasil do início da Primeira República.

O povoado de Canudos (ou Belo Monte como era conhecido por seus habitantes) foi um importante movimento social do período da Primeira República Brasileira.Ca...

A Constituição de 1891 e os projetos políticos do início da RepúblicaNo final do século XIX, havia no Brasil três princi...
13/05/2021

A Constituição de 1891 e os projetos políticos do início da República

No final do século XIX, havia no Brasil três principais projetos políticos que apresentavam propostas para o fim do Império, eram eles:

Projeto dos Grandes Proprietários de terra e alguns profissionais liberais: propunha uma República liberal federalista (com autonomia entre as províncias/estados), inspirado no modelo dos Estados Unidos.

Projeto militar: ditatorial, com um governo centralizador e mantenedor da ordem e do progresso, influenciado pela doutrina positivista.

Projeto dos grupos urbanos, como pequenos proprietários, profissionais liberais, jornalistas, professores e estudantes: inspirado na República Jacobina de ampla participação popular.

Constituição de 1891:

Foi inspirada no modelo norte-americano.
_Transformou as províncias em estados;
_Previa o Federalismo: os estados teriam maior autonomia para tomar decisões como: contrair empréstimos no exterior; organizar forças militares próprias; criar alguns impostos específicos; organizar instituições de justiça estaduais;
_Divisão do poder em três: Executivo, Legislativo e Judiciário;
_Fim do senado vitalício;
_Voto direto e universal: todos os cidadão maiores de 21 anos, EXCETO analfabetos, mendigos e militares. Ou seja, cerca de 95% da população brasileira não poderia votar naquele momento. As mulheres não estavam proibidas de votar pela lei, embora na prática o voto feminino não acontecesse.
_Separação entre Igreja e Estado.

No final do século XIX, havia no Brasil três principais projetos políticos que apresentavam propostas para o fim do Império, eram eles:Projeto dos Grandes Pr...

Contrato Social (Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau)Os séculos XVI-XVIII contaram com grande número de pe...
10/05/2021

Contrato Social (Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau)

Os séculos XVI-XVIII contaram com grande número de pensadores e filósofos que se ocuparam a refletir sobre o funcionamento da sociedade e do Estado. Alguns desses filósofos defendiam o Antigo Regime e o Absolutismo, como o caso de Thomas Hobbes (1588-1679).

Para Hobbes, a natureza do ser humano é negativa, "o homem é lobo do homem". Para evitar um estado de "guerra de todos contra todos", ele defendia a renúncia de liberdades individuais, como o uso da força, em favor de um governante que tivesse o poder único e centralizado em suas mãos, o rei. Isso seria feito por meio de um acordo, um contrato (ideias de) entre a sociedade e o rei.

De forma diferente de Hobbes, outro pensador que propôs a ideia de um contrato social foi John Locke (1632-1704). Para Locke, o contrato entre governante e sociedade não interferiria nos direitos individuais da pessoa, como o direito à propriedade e seus laços familiares.

Quase um século depois, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) propôs outra forma de acordo social entre população e seus governantes. Segundo Rousseau, a natureza do homem é naturalmente boa, seria a sociedade que o corromperia. A primeira fonte de corrupção do homem foi a criação da propriedade privada, acabando com a fase de comunismo primitivo e criando de forma arbitrária a desigualdade na sociedade. Para defender a propriedade privada, os homens criaram o Estado e os governos. Para Rousseau, não seria mais possível retornar ao momento antes da criação da propriedade privada, portanto, para acabar com as desigualdades sociais, seria preciso estabelecer a igualdade de direitos entre a população e ter um acordo entre povo e governante que expressasse a vontade de todos. A soberania para Rousseau é justamente a consciência do povo de sua vontade geral. As leis seriam, assim, a expressão da vontade geral e, por isso, seriam seguidas, sem a necessidade do uso da violência.

Os séculos XVI-XVIII contaram com grande número de pensadores e filósofos que se ocuparam a refletir sobre o funcionamento da sociedade e do Estado. Alguns d...

Meditação Guiada: Memória, presente e identidadePrática de respiração (pranayama) e meditação guiada com os temas de aut...
10/04/2021

Meditação Guiada: Memória, presente e identidade

Prática de respiração (pranayama) e meditação guiada com os temas de autoconhecimento, memória, identidade e relação com o momento presente.

Vídeo diferente dos demais do canal, mas uma prática voltada à todos os alunos, alunas e quem mais precise de um momento de autocuidado, autoconhecimento e relaxamento.

Prática de respiração (pranayama) e meditação guiada com os temas de autoconhecimento, memória, identidade e relação com o momento presente.Vídeo diferente d...

Aula de história: Transição do Feudalismo para o Capitalismo e medidas mercantilistas(8º ano Ensino Fundamental II - sem...
08/04/2021

Aula de história: Transição do Feudalismo para o Capitalismo e medidas mercantilistas
(8º ano Ensino Fundamental II - semana 4 - PET 1)

A transição do sistema econômico do feudalismo para o capitalismo foi um evento que aconteceu de forma gradual na Europa entre os séculos XI e XVI.

O conjunto de mudanças que propiciou essa transformação envolve:

_Aumento da produção de alimentos, a partir das inovações tecnológicas - séculos XI, gerando um excedente que passou a ser trocado com feudos vizinhos.
_As Cruzadas que possibilitaram a reabertura de rotas comerciais até o Oriente.
_A retomada do comércio e posterior volta da utilização de moedas para as trocas comerciais.
_Surgimentos de novas cidades.
_Processos de cercamentos.

São várias as diferenças entre o sistema feudal de produção e o capitalista, dentre elas:

A principal riqueza no feudalismo é a posse da terra, enquanto no capitalismo é o dinheiro.
O trabalho feudal é trabalho servil, no capitalismo, trabalho assalariado.
A economia feudal é principalmente de subsistência, a economia capitalista tem como base a economia de mercado.
A utilização de dinheiro praticamente desaparece no feudalismo, enquanto é fundamental no capitalismo.

Do século XVI ao século XVIII, na Europa, existiu um conjunto de práticas e regras econômicas desenvolvidas pelos Estados Nacionais com o objetivo de acumular grandes quantidades de ouro e prata para os cofres nacionais. Esse conjunto recebeu o nome de Mercantilismo.

Princípios básicos do mercantilismo:

1. "A abundância de ouro e prata é a riqueza de um país".
2. Comércio externo: principal forma de desenvolver a economia de um Estado.
3. Manter o saldo da balança comercial favorável: importar menos, exportar mais para acumular mais metais preciosos nos cofres do Estado. Desenvolvimento das manufaturas nacionais.
4. Função econômica das colônias: ser mercado consumidor dos produtos manufaturado metropolitanos e exportar matérias primas e metais precisos.
5. Pacto colonial: monopólio das colônias com suas metrópoles. Proibição das manufaturas nas colônias.

A transição do sistema econômico do feudalismo para o capitalismo foi um evento que aconteceu de forma gradual na Europa entre os séculos XI e XVI. O conjunt...

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