09/02/2022
No mês de janeiro, 182 terneiros e terneiras da raça Devon, nascidos no final de 2021, foram desmamados na Estância Guajuvira, em Pedras Altas, no Sul do Rio Grande do Sul. Com taxa média de prenhez de 90% e picos de até 95%, a propriedade é referência na produção de terneiros, especialmente com a aplicação da técnica de desmame precoce. “Eles vão nascendo em épocas diferentes e o desmame é aos poucos. O trabalho e o investimento compensam, temos vacas que deram cria oito anos seguidos”, garante a pecuarista Lia Mariante, que introduziu o desmame precoce, no rebanho, há cerca de 25 anos. “Uma grande vantagem é que, sem a cria ao pé, as vacas melhoram a condição corporal, o que garante a reconcepção e um bom estado para passar o inverno. Além disso, há uma melhora na fertilidade, meus compradores confirmam que já houve até 100% de prenhez em vaquilhonas de dois anos”, complementa.
O desmame precoce, surgido na década de 80, consiste no aparte do terneiro antes da idade convencional, que é a partir dos seis meses, passando à oferta de alimentos sólidos. A técnica melhora a condição corporal da vaca e, consequentemente, proporciona condições físicas para que a matriz volte a emprenhar em 45 dias.
Pesquisa realizada pela Embrapa, em 2019, constatou que o desmame precoce de bovinos de corte pode aumentar a taxa de prenhez das matrizes em cerca de 20%. Os resultados positivos se confirmam nos rebanhos Devon, que registraram, também, uma manutenção no ganho de peso dos terneiros.
Simone Bianchini, presidente da ABCDB Devon Brasil, destaca “o Devon e o Bravon são opções interessantes aos criadores. Nesses tempos de estiagem, se sobressai uma das principais características dos nossos animais, que é a rusticidade. A diferença corporal em relação a outras raças é visível nos campos e isso deve ser levado em consideração”, finaliza.
Foto: Paulo Tavares Mariante
Guilherme Mariante Jane Mariante Angela Tavares Mariante
https://www.facebook.com/DevonBrasilAssociacao/posts/7260861640598286
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No mês de janeiro, 182 terneiros e terneiras da raça Devon, nascidos no final de 2021, foram desmamados na Estância Guajuvira, em Pedras Altas, no Sul do Rio Grande do Sul. Com taxa média de prenhez de 90% e picos de até 95%, a propriedade é referência na produção de terneiros, especialmente com a aplicação da técnica de desmame precoce. “Eles vão nascendo em épocas diferentes e o desmame é aos poucos. O trabalho e o investimento compensam, temos vacas que deram cria oito anos seguidos”, garante a pecuarista Lia Tavares Mariante, que introduziu o desmame precoce, no rebanho, há cerca de 25 anos. “Uma grande vantagem é que, sem a cria ao pé, as vacas melhoram a condição corporal, o que garante a reconcepção e um bom estado para passar o inverno. Além disso, há uma melhora na fertilidade, meus compradores confirmam que já houve até 100% de prenhez em vaquilhonas de dois anos”, complementa.
O desmame precoce, surgido na década de 80, consiste no aparte do terneiro antes da idade convencional, que é a partir dos seis meses, passando à oferta de alimentos sólidos. A técnica melhora a condição corporal da vaca e, consequentemente, proporciona condições físicas para que a matriz volte a emprenhar em 45 dias.
Pesquisa realizada pela Embrapa, em 2019, constatou que o desmame precoce de bovinos de corte pode aumentar a taxa de prenhez das matrizes em cerca de 20%. Os resultados positivos se confirmam nos rebanhos Devon, que registraram, também, uma manutenção no ganho de peso dos terneiros.
Simone Bianchini, presidente da ABCDB, destaca “o Devon e o Bravon são opções interessantes aos criadores. Nesses tempos de estiagem, se sobressai uma das principais características dos nossos animais, que é a rusticidade. A diferença corporal em relação a outras raças é visível nos campos e isso deve ser levado em consideração”, finaliza.
Foto: Paulo Mariante