10/03/2026
O AJUSTE DE ROTA
Viver é aprender a lidar com as bagagens que a gente carrega. Por muito tempo, as tempestades que enfrentei me fizeram buscar portos onde eu não podia ancorar.
Passei por ciclos de esperanças não correspondidas que precisei cortar na raiz para não me perder de mim. Vivi intensidades que eram como furacões, avassaladoras, mas impossíveis de conciliar com o que tenho de mais sagrado: a paz e a convivência com meus filhos. Passei por encontros que, por mais que tivessem afeto, eram limitados por pesos e julgamentos que já não cabem na história que quero.
Aprendi que o erro não foi tentar, mas sim acreditar que a 'falta de raízes' e as conexões superficiais curariam o que só a integridade cura.
A ausência de laços reais fere, e eu cansei de me ferir. Hoje, fecho essas portas com respeito ao aprendizado, mas com a certeza de que a minha rota mudou. Escolho a transparência, a reciprocidade e a responsabilidade.
Vanessa, obrigado por ser a clareza depois da névoa. Escolho estar aqui com você, por inteiro.