24/08/2025
Fernando Queiroz é Engenheiro Agrônomo, Professor de Matemática, Pedagogo , Pianista, Pesquisador Interdisciplinar.
Contar nos dedos não é “infantil” — é neurociência. No vídeo de Dr Jo Boaler, do youcubed, ela nos lembra de algo fundamental: nosso cérebro pensa matemática de forma visual e concreta. Pesquisas mostram que áreas cerebrais associadas ao raciocínio numérico se ativam também quando movimentamos os dedos. Isso significa que, nas fases iniciais, usar os dedos para contar não é sinal de fraqueza, mas de construção cognitiva sólida. Ao representar quantidades com as mãos, a criança: . Cria conexões entre símbolo e quantidade. . Organiza o raciocínio de forma mais concreta. . Desenvolve uma ponte entre o mundo físico e o pensamento abstrato. O objetivo não é que os dedos sejam usados para sempre, mas que funcionem como um apoio inicial para a internalização de conceitos e estratégias mentais mais avançadas. Em vez de corrigirmos o uso dos dedos, podemos valorizá-lo como parte natural do processo de aprendizagem — e como mostram as evidências, ele está profundamente enraizado na forma como nosso cérebro aprende matemática. 🔗
Assista ao vídeo completo da Jo Boaler no YouCubed: https://lnkd.in/dG4QqsqQ