Histórias do Grande Mar Redondo

Histórias do Grande Mar Redondo História do Litoral do Paraná

11/04/2025
🥰
24/03/2024

🥰

A pesquisa sobre a pesca da tainha no litoral do Paraná oferece um caso exemplar de manutenção de relações socioeconômicas de reciprocidade numa atividade contemporânea, associada às práticas de ajuda mútua, de compartilhamento de recursos comuns e de redistribuição dos produtos. O terç...

Pra quem está decepcionado(a) porque não conseguirá ver o eclipse de amanhã (sábado), segue uma História pra lá de espec...
13/10/2023

Pra quem está decepcionado(a) porque não conseguirá ver o eclipse de amanhã (sábado), segue uma História pra lá de especial sobre o eclipse solar total que pôde ser visto de Paranaguá no dia 7 de Setembro de 1858.

Em setembro de 1858, chegou à Paranaguá a Comissão Astronômica enviada pelo Imperador Don Pedro II para observar e registrar um eclipse total do Sol. O fenômeno iria ocorrer carregado de simbologias: primeiro pela raridade dos eclipses solares totais; depois por ocorrer no Brasil exatamente na data do aniversário da Independência. Foi a oportunidade que o Imperador teve para comemorar a Independência e inserir o Brasil nos estudos astronômicos da época.

Segundo Christina Barboza, a primeira preocupação dos astrônomos, logo após a chegada em Paranaguá, foi a determinação do ponto central ‘exato’ onde deveria ser montado o observatório. De acordo com o relatório oficial da expedição, os cálculos apontaram a chácara do médico Carlos Tobias Reichsteiner como um local bem próximo à linha central do eclipse, razão pela qual os instrumentos foram montados em seu jardim, à beira da praia. Também foi decidido que três estações deveriam ser estabelecidas: uma na Campina, situada serra acima; uma na Ilha dos Pinheiros, na Baía de Paranaguá; e outra a bordo do v***r Pedro II, em alto mar.

Tamanha movimentação e a presença de estrangeiros na pacata cidade de Paranaguá não deixaram de despertar a curiosidade e agitar o cotidiano da população local, mesclando-se com a exaltação cívica da Independência. Os cientistas, liderados pelo astrônomo francês Emmanuel Liais, foram convidados a participar de uma intensa programação social, incluindo um baile popular que comemorava o aniversário da Independência.

No Rio de Janeiro, sede do Império, os leitores do “Jornal do Commercio” e do “Diário do Rio de Janeiro” acompanhavam toda essa movimentação com algum atraso, lendo as notícias que chegavam. O interesse pelo eclipse em si foi igualmente significativo, tanto em Paranaguá, quanto no Rio de Janeiro, e marcou a entrada do Brasil no cenário dos estudos astronômicos mundial da época.

A Ilustração abaixo foi registrada pela própria comissão e representa a coroa solar durante a totalidade do eclipse de 1858.

24/08/2023

Grupo Mandicuera, de Paranaguá, criou uma nova versão da famosa canção

Benzedeiras de Matinhos/PR.Entrevista com a professora Drª. Marisete Horochovski.
24/08/2023

Benzedeiras de Matinhos/PR.

Entrevista com a professora Drª. Marisete Horochovski.

A entrevista trata-se de uma ação de divulgação científica do projeto de extensão “Ações de comunicação e divulgação científica no âmbito do desenvolvimento ...

O Combate do Cormorant, Ilha do Mel, 1850.Em junho de 1850, a corveta Cormorant adentrou a baía de Paranaguá e aprisiono...
27/06/2023

O Combate do Cormorant, Ilha do Mel, 1850.

Em junho de 1850, a corveta Cormorant adentrou a baía de Paranaguá e aprisionou navios brasileiros sob suspeita de tráfico de pessoas escravizadas. As autoridades parnanguaras não aceitaram a apreensão e se revoltaram contra os britânicos, motivados em parte pelos que lucravam com o comércio de escravizados, em parte por jovens movidos por sentimentos nacionalistas. Um grupo de quase cem homens, a maioria tripulantes dos navios apresados, se dirigiu à Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres e solicitou o apoio do capitão comandante da guarnição para combater o Cormorant.

Os homens que estavam na Fortaleza atacaram a corveta britânica na hora que esta saía da baía rebocando os navios apreendidos. Após 40 minutos de bombardeio recíproco, o Cormorant preferiu rumar para a enseada das Conchas para consertar as avarias. Para escapar com maior rapidez, incendiou dois navios apreendidos e guarneceu o terceiro. Os tiros dos brasileiros acertaram o cruzador e um dos navios rebocados, matando um marujo inglês e ferindo gravemente outro. Na fortaleza, apenas feridos leves.

A repercussão do incidente foi curiosa, pois o presidente da província do Paraná elogiou oficialmente a guarnição da Fortaleza e os civis que participaram do combate. No entanto, o governo Imperial do Brasil, por motivos políticos, teve que se retratar perante a Inglaterra e o capitão Joaquim Ferreira Barboza, comandante da fortaleza, foi rebaixado de posto.

Como consequência ao episódio Cormorant, o Brasil implantou, logo após o incidente, a Lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico negreiro da África para o Brasil. Também, passou a patrulhar as águas territoriais com a Marinha Brasileira. Apesar de que, na prática, essa lei e esses patrulhamentos também se tornaram algo “para inglês ver”, é considerado o primeiro grande passo em direção à abolição da escravidão no Brasil.

"O episódio Cormorant explicitou à sociedade brasileira o que suas autoridades governamentais e também as autoridades inglesas já sabiam há algum tempo: a baía de Paranaguá abrigava continuamente embarcações envolvidas no ‘infame comércio’. E se tal episódio revelou com mais veemência a presença na região de diversos africanos importados durante o tráfico ilegal, explicitou também que não só os comerciantes e os governantes locais, mas boa parte da população, especialmente os proprietários de escravos, eram coniventes com o tráfico." (José Augusto Leandro, Gentes do Grande Mar Redondo, 2003, p. 60)

Imagem: Rodolpho Doubek, O Incidente Cormorant, 1982, Óleo sobre tela.
Fonte do texto: Cristiano Rocha Affonso da Costa (2018), “Episódio Cormorant”: Um Pequeno Incidente Internacional de Grandes Proporções.

A palestra "Engenharia e Natureza nas Baías de Paranaguá e Antonina (1871-1879)" já está disponível no YouTube.
13/05/2023

A palestra "Engenharia e Natureza nas Baías de Paranaguá e Antonina (1871-1879)" já está disponível no YouTube.

Dr. Evandro Cardoso do Nascimento (UFPR)

Palestra: Engenharia e Natureza nas baías de Paranaguá e Antonina (1871-1879)Profº. Drº. Evandro Cardoso do NascimentoTr...
07/05/2023

Palestra: Engenharia e Natureza nas baías de Paranaguá e Antonina (1871-1879)

Profº. Drº. Evandro Cardoso do Nascimento

Transmissão ao vivo pelo Youtube: https://youtube.com/

Matinhos/PR, 1930.
11/04/2023

Matinhos/PR, 1930.

Construção da BR-277, 1967.Foi o antigo caminho do Arraial que forneceu a melhor indicação para a construção da rodovia ...
14/03/2023

Construção da BR-277, 1967.

Foi o antigo caminho do Arraial que forneceu a melhor indicação para a construção da rodovia que hoje une Paranaguá a Curitiba. No passado, desciam por esse caminho a erva-mate e a madeira, hoje, pela rodovia duplicada, descem o café, a soja, o algodão e os produtos industrializados.

Foi em 1946 que se fizeram os primeiros estudos para a sua construção. Originalmente denominada Auto-Estrada Curitiba-Paranaguá e, posteriormente de BR-35 Leste, a primeira etapa da construção teve início em fevereiro de 1949.

Até 1961, executaram-se terraplanagens num volume de 12.611.565.781 metros cúbicos escavados, implantando a estrada em apenas 21 km no litoral e 4,76 km no planalto. A conclusão da Auto-Estrada Curitiba/Paraná havia sido uma das plataformas na campanha de Ney Braga ao governo, em 1960, e assim o DER assumiu a obra.

Nos meses seguintes foram feitas terraplenagens na serra e no planalto, 45 km foram pavimentados e se investiu Cr$ 2.186.453,33. Entretanto, a obra não foi concluída pelo Estado. Em 1963, o Ministério da Viação e Obras Públicas transferiu os serviços para o DNER que a concluiu em 1968, ainda em pista simples.

04/03/2023

Relembrando essa história curiosa.

O veleiro “Liberdade” (construído em Guaraqueçaba/PR) ancorado em Cape Fear River, na Carolina do Norte, em 1888.O marin...
01/02/2023

O veleiro “Liberdade” (construído em Guaraqueçaba/PR) ancorado em Cape Fear River, na Carolina do Norte, em 1888.
O marinheiro canadense Joshua Slocum (1844-1909) passou a maior parte de sua vida no mar.
Em 1887, quando seu barco, o Aquidneck, naufragou na baía de Paranaguá, ele construiu, em Guaraqueçaba, o barco Liberdade.
Com o Veleiro Liberdade, Slocum voltou com a família para Washington, DC. "De Guaraqueçaba à costa norte americana o pequeno veleiro cobriu 5.510 milhas, em 53 dias de navegação" (Newton Carneiro, 1974, p. 133).

Endereço

Ilha Do Mel
Paranaguá, PR

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Histórias do Grande Mar Redondo posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria