19/08/2026
Publiquei um novo artigo no site do GEMAECO/UFPR
“HANK não é uma nova teoria da macroeconomia”.
O ponto de partida é uma discussão recente sobre os modelos HANK (Heterogeneous Agent New Keynesian), apresentados como uma importante renovação da macroeconomia. Esses modelos representam um avanço em relação ao agente representativo ao incorporar diferenças de renda, riqueza, endividamento e propensão a consumir.
Mas a questão central permanece: isso constitui uma nova teoria da macroeconomia ou apenas um aperfeiçoamento metodológico dentro da mesma arquitetura teórica?
No artigo, argumento que o problema vai além da heterogeneidade dos agentes. A questão fundamental está na própria representação do que é uma economia. Mesmo modelos mais sofisticados continuam tratando a economia predominantemente como um sistema monetário e produtivo relativamente dissociado das bases biofísicas que sustentam a produção.
Por isso, a discussão precisa avançar para uma reconstrução mais profunda da teoria macroeconômica. A Macroeconomia Ecológica, embora ainda em construção, oferece um ponto de partida promissor ao compreender a economia como um processo simultaneamente social, monetário e biofísico, dependente de fluxos de matéria e energia e submetido a restrições ecológicas, institucionais e distributivas.
Como sintetizo no texto: trocar os habitantes não signif**a trocar a casa.
A revolução que a macroeconomia ainda precisa realizar não é apenas computacional. É, antes de tudo, ontológica e teórica.
Artigo completo:
https://gemaeco.ufpr.br/hank-nao-e-uma-nova-teoria-da-macroeconomia%C2%B9/
Carlos Eduardo Gonçalves publicou no Valor, em 17 de agosto de 2026, o artigo “Uma nova teoria da macroeconomia”, no qual apresenta uma mudança importante ocorrida na macroeconomia convencional: a expansão dos chamados modelos HANK, acrônimo de Heterogeneous Agent New Keynesian, em substitui...