11/02/2022
O Instituto Federal do Pará (IFPA) está comprometido com a promoção da equidade de gênero na Ciência, Ensino, Pesquisa e Extensão. E, por isso, neste dia 11 de fevereiro, celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Lugar de mulher é onde ela se sentir feliz e realizada, - na sala de aula, no laboratório ou no campo fazendo pesquisa ao mesmo tempo em que pode ou não se dedicar ao lar, marcar presença na sociedade e no mundo do trabalho. A profissão deve ser resultante da somatória de vontade e oportunidade, não determinada pelo gênero.
A data, criada pela Assembleia das Nações Unidas em 2015, no IFPA vem para ajudar a romper com as imagens reforçadas pelos livros didáticos do passado que retratavam, predominantemente, os cientistas em laboratórios exclusivamente do gênero masculino.
No IFPA, as mulheres e meninas são incentivadas a desenvolver pesquisas e a continuar suas carreiras científicas até o doutorado. Uma referência disso é a egressa do curso Técnico em Química do campus Belém, a professora Suezilde da Conceição Amaral Ribeiro. Ela fez bacharelado em Engenharia Química na Universidade Federal do Pará (UFPA), mestrado e doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, hoje, é docente no mesmo campus onde estudou o curso técnico e do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Rural ofertado pelo instituto em Castanhal. Como ela, há outras discentes e docentes na instituição que inspiram novos talentos e revelam que as mulheres podem atuar de forma exitosa na ciência.
Outra cientista de destaque no instituto é a professora e pesquisadora do campus Belém, doutora em Engenheira Mecânica, Sabina da Memória Cardoso de Andrade, que desenvolveu a primeira patente do IFPA registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Suas pesquisas científicas levou ao desenvolvimento de um osso sintético produzido pela parceria com pesquisadoras da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trata-se de um bionanocompósito de Poli(álcool vinílico) (PVAI), Poliuretano (PU) e Hidroxiapatita (HA). O resultado é um produto que acarreta a biointegração e biocompatibilidade entre o bionanocompósito e o osso receptor, com propriedade mecânica de compressão ideal para enxertos de ossos de maior esforço mecânico como, por exemplo, os ossos maxilares.
E ao cumprimentar e relembrar estas duas cientistas, o IFPA convida as meninas e mulheres a pensarem para além da maternidade e do lar, para vislumbrarem uma carreira profissional de pesquisadora. E a partir da pesquisa, ensino e extensão fazerem a diferença no mundo, deixando um legado ainda maior para a humanidade.
Parabéns a todas as mulheres e meninas que fazem ciência no IFPA, na Rede Federal e no Brasil. E, se você ainda não faz parte deste time, ainda dá tempo para desenvolver a cientista interior. Basta acreditar em si, estudar e se dedicar.