EAD A cada dia, mais brasileiros se matriculam em cursos de educação a distância (EAD), especialmente no âmbito do ensino superior.

Ao contrário do que ocorria em um passado recente, hoje a educação a distância no Brasil não pode mais ser considerada sinônimo de ensino de baixa qualidade. A situação de fato mudou, e muito: os graduados em EAD tiveram, em média, 6,7 pontos a mais no resultado final do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), na comparação com os resultados dos alunos oriundos dos cursos presenciais,

conforme revela o “Censo EAD.BR – Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2012”, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). A verdade é que o advento da internet criou um cenário totalmente novo para a educação a distância. Não se trata mais de realizar os estudos por meio de materiais impressos tradicionalmente enviados aos alunos pelo correio. Com a rede mundial de computadores e demais avanços tecnológicos nas telecomunicações, esse tipo de educação a distância tradicional está em franco declínio. Hoje, as possibilidades são mais amplas e pode-se fazer um curso a distância praticamente nos mesmos moldes dos presenciais, com os estudantes assistindo, pela internet, às aulas de professores, com exibição de conteúdos audiovisuais. As avaliações podem ser feitas em tempo real, também pela rede, com tempo certo para a sua realização. Tanto a metodologia de ensino como a forma de avaliar a aprendizagem dos alunos e a atuação do corpo docente na educação a distância passaram por uma revolução, e isto está sendo percebido pelos estudantes, que cada vez mais acreditam e demandam essa modalidade de educação. No exterior, aliás, há uma tendência de fim da fronteira entre educação a distância e presencial: cursos que antes eram exclusivamente presenciais já incluem uma parte realizada remotamente. E os programas de educação a distância muitas vezes abrangem atividades presenciais. No Canadá, país pioneiro da massificação da EAD, seus 32 milhões de cidadãos têm à disposição 56 universidades, das quais 53 oferecem cursos a distância. No Brasil, o próprio governo federal também percebeu que a educação a distância é realidade e reconhece que o percentual de matrículas ainda é baixo em relação a outros países, onde a modalidade responde por até metade dos estudantes. O ministério da Educação, por outro lado, avisou que está atento à questão e irá controlar, por meio de regulamentação, o crescimento do ensino a distância para evitar que uma “explosão” desta modalidade redunde no aparecimento de cursos de baixa qualidade e sem referências técnica e acadêmica – iniciativa salutar e importante em defesa da formação qualificada do estudante.

18/07/2020
18/07/2020

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18/07/2020

MEC autoriza aulas por meios digitais até dezembro para ensino superior
O MEC (Ministério da Educação) prorrogou até 31 de dezembro deste ano a autorização para aulas a distância no ensino superior e listou novos critérios para o estágio e práticas laboratoriais enquanto durarem as medidas de restrição social devido à pandemia do novo coronavírus.

13/05/2019
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Pontos de vista sobre a Educação a distância!!

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04/03/2017

A EVOLUÇÃO DO ENSINO À DISTÂNCIA ATÉ OS DIAS DE HOJE

Há muito tempo que o ensino à distância não é novidade. Inclusive, quem vê hoje as possibilidades extremas das ferramentas online pode não ter uma noção concreta de como esta forma de educação começou a ser moldada há mais de cem anos para chegarmos à experiência que temos hoje. Vamos dar uma passada na história do EAD para entender um pouco de como tudo aconteceu.

O começo e a evolução

Pelos idos de 1880, começou-se a buscar iniciativas que dispensassem a presença do aluno em uma sala de aula para aprender determinados tópicos. Era o pontapé inicial de uma grande revolução no ensino, que se dava através da imprensa e dos correios, buscando educar os desfavorecidos socialmente – em especial as mulheres, que no momento estavam longe de alcançar seus direitos mínimos. Esta foi, então, a 1º geração do EAD.

A partir da década de 20, chegou o rádio e, mais tarde, a televisão. Logo essas ferramentas passaram a ser utilizadas também. Os alunos recebiam todo o material didático por correio e tinham acesso às aulas pelo rádio e TV. Nesta 2º geração, porém, ainda havia praticamente nenhum contato com os professores. Mesmo assim, vemos até hoje iniciativas como o Telecurso 2000 levando conteúdo pela televisão.

Na década de 1970, não houve uma grande mudança nas ferramentas utilizadas, mas a atenção das universidades ao EAD garantiu o status desta época como 3º geração. Criou-se o conceito de Universidade Aberta, onde as instituições começaram a levar sua educação também para os não universitários, abrangindo sua atuação. O ensino a distância foi essencial neste processo, que era aliado à encontros no espaços acadêmicos, quando possível.

Chegando na em 1980, as teleconferências se tornam uma realidade um pouco mais palpável. O EAD sobe mais um degrau, permitindo agora interação mais fácil entre aluno e professor. Embora ainda não amplamente acessível, torna-se um passo importante para os projetos da área.

A revolução online

Já nos anos 2000, a internet chega para revolucionar o mundo e suas interações – obviamente, o ensino a distância não só também foi transformado, quando foi uma das áreas mais impactadas pela web. Pela primeira vez, aluno e professor tinham uma gama de ferramentas diferentes para ensinar e aprender na facilidade de um clique, com um nível de interação jamais visto antes. Surgiram diversas plataformas de ensino online que elevaram ao céu as possibilidades do meio e a coisa começou a crescer assustadoramente. A mais famosa delas, o Moodle, é uma plataforma de EAD open source criada nesta época. A educação a distância começou a ganhar escala de verdade e assumir seu papel revolucionário de vez: atingir uma quantidade de pessoas totalmente inimaginável para os padrões da educação tradicional. O conteúdo online passa a ser, inclusive, complemento às aulas presenciais. Em 2008, é criado o conceito de MOOC, sigla em inglês para Curso Online Aberto e Massivo. A ideia usar a co-produção para expandir cada vez mais o conhecimendo, de forma gratuita e usando a internet como meio. Diversas universidade hoje distribuem gratuitamente alguns dos seus cursos. O Coursera e o Udacity são grandes exemplos de agregadores desse tipo de conteúdo.

A 2ª revolução online

Após mais de uma década do impacto das ferramentas online de EAD, as mesmas ganharam maturidade e elevaram o método a um nível superior. Além das ferramentas que se consolidaram, a interface das plataformas evoluíram e se tornaram fator fundamental para explorar o máximo de um ambiente virtual de aprendizagem.

Hoje, três pilares se firmaram como pré-requisitos de uma boa plataforma online de EAD. Primeiro, uma interface simples e intuitiva tanto para o aluno, quanto para o professor, que tornará o ambiente online agradável. Depois, ferramentas educacionais diversas para explorar e apoiar o material didático. Por último, ferramentas gerenciais que facilitem ao máximo a vida do instrutor, ocupando-o apenas com que é importante: seu conteúdo e a interação com os alunos.

Endereço

Rua XV De Novembro
Palmeira, PR
84130-000

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