17/03/2026
Há mais de três décadas, um homem abriu mão da vida urbana para viver em meio à natureza. O local escolhido foi um dos destinos paradisíacos de Palhoça: o Vale da Utopia. Essa é a história de Vilmar Godinho. Desde então, ele mora em uma caverna e diz prezar pela preservação ambiental da região. Mas tudo pode mudar por conta de um processo que voltou a repercutir na última semana. O caso é acompanhado por órgãos do meio ambiente.
Nascido no Rio Grande do Sul, Vilmar diz habitar o Vale da Utopia há 36 anos. Há cerca de uma década, começou a tramitar uma ação para impedir a permanência dele no local. Isso porque o perímetro onde ele vive é uma área de preservação ambiental. Geograficamente, o local aparece nas dependências do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (Paest).
Com jeito tranquilo, Vilmar afirma ter chegado na região após diversas viagens pelo país. Por ali, ele decidiu ficar e cuidar da natureza. Ele se descreve como amigo dos animais. É com um discurso de cuidado e preservação à terra que Vilmar diz querer permanecer no local.
Ele também afirma que a área da caverna onde mora já teve moradores anteriores. Segundo os relatos, um escritor teria vivido ali. Depois, uma artista teria habitado o local. Quando chegou no Vale, há 36 anos, Vilmar disse ter encontrado muito lixo e conta ter limpado as imediações. Assim, ele começou a habitar e a cuidar do local.
Muitas amizades surgiram ao longo dos anos, tanto da população dos entornos, quanto de visitantes que chegaram por meio das trilhas. Mesmo em meio à natureza, ele tem um perfil nas redes sociais. Além disso, páginas online em sua defesa realizam postagens regulares. É o exemplo da página “Deixem o Vilmar em Paz”, com mais de 24 mil seguidores no Facebook.
Com milhares de curtidas, uma publicação de 3 de março aborda o assunto. “Vilmar responde a um processo movido pelo Ministério Público há quase dez anos. Recentemente, o MP propôs um acordo permitindo que ele continue morando no local como sempre viveu: cuidando, preservando e zelando pelo meio ambiente”, argumenta o texto.
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