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Estudio Havilá
A música em você!16/07/2013 às 14h59Saudações caros musicistas! Quando era garoto ainda tin
Estudando os Intervalos
08/08/2013 às 15h04
Ola caros musicistas! Pois é, na verdade o estudo dos intervalos é bem simples e segue uma sequência lógica dividida por "consonância" e é dividido em três grupos sequências dos mais consonantes aos menos consonantes.
O primeiro grupo é o dos intervalos justos, IV, V e VIII. O segundo grupo é dos maiores, II, III, VI e VII. O terceiro grupo é o dos menores, IIb, IIIb, IV #, VIb e VIIb, (a este grupo pertence também a quarta aumentada que é o mesmo intervalo sonoro de uma quinta diminuta).
Esse estudo foi criado para ser iniciado em conjunto com o estudo dos instrumentos ou canto desde o início, tanto é que a maioria do material disponivel no mercado de solfejo que temos é infantil.
Nós aqui no Brasil, como já foi dito em textos anteriores, não temos a consciência de que se deve dominar os intervalos tanto quanto se estuda para dominar uma técnica ou teoria músical, a percepção em geral, que se inicia com os intervalos é negligenciada e isso gera sérias lacunas no aprendizado musical. Isso não quer dizer que depois de adolescente ou até mesmo adulto não se possa aprender, eu tenho testemunhado alunos mais velhos que aprenderam até mais rápido que algumas crianças, depende do empenho que se coloca e da disciplina para dar continuidade, claro que tudo isso gerado de um interesse de responsabilidade exclusiva do professor!
O processo de aprendizagem de modo geral é muito simples. Vou dar um passo a passo:
1) Faça uma gravação de cada um dos intervalos tocados em todos os tons, só com os justos primeiro. Este link é uma pauta com um exemplo do intervalo de quarta no ciclo de quintas e quartas http://tinyurl.com/kyvlngo .
2) Descubra uma música que começe com cada intervalo, ex. IV ( hino nacional), e quando ouvir as gravações repita mentalmente a música.
3) Ouça as gravações todos os dias ao menos uma vez.
4) Teste como está ouvindo os intervalos pela percepção em algum site, eu sugiro www.teoria.com , vá em exercices, selecione other language, português e percepção de intervalos, só os que você está estudando, quando atingir igual ou superior a 85% de acerto vá para o próximo grupo de intervalos.
Este é só o início, falaremos mais sobre isso adiante.
Deus abençoe a todos!
Porque estudar intervalos?
18/07/2013 às 11h24
Olá caros musicistas! Vou começar falando de algumas formas de se ouvir música.
Eu considero três formas de se ouvir, ou seja, três tipos de “ouvido”:
Ouvido Absoluto:
Essa é uma condição que não se estuda para obter. É um tipo de “dom” que a pessoa desenvolve naturalmente, ou descobre que possui, no qual ela ouve e identifica a cada nota pelo seu nome. Mesmo com sons que são mais para “ruídos”, por exemplo; um talher cai no chão e emite um som, uma pessoa que tem “ouvido absoluto” é capaz de dizer que nota é aquele som sem auxilio de instrumento.
Essa pessoa estudando música é capaz de ouvir e escrever uma melodia sem auxílio de instrumento.
Um bom exemplo de “ouvido absoluto” é Mozart, seus manuscritos não continham correções, a música vinha pronta em sua mente e ele passava exatamente o que queria para o papel.
Ouvido Relativo:
Esse é o tipo de “ouvido” que a maioria das pessoas usam, e muitos músicos profissionais e amadores também! Ouvido relativo classifico como uma capacidade de se ouvir um som e repetir afinado mas em relação a uma tonalidade dada como referência, que pode ou não estar “afinada”, em relação a frequência da nota específica em Hz. Mas a relação de afinação entre as notas, os intervalos, soam afinados, embora a pessoa não saiba classificar os intervalos nem as notas pelo seu nome, apenas repetir os sons.
Existem níveis muito diferentes de ouvido relativo, há pessoas que apenas repetem sons mais simples afinados, como escala maior e notas isoladas tocadas com espaços maiores de tempo entre elas. Já há pessoas que são capazes de repetir frases musicais complexas e longas e até mesmo acordes (notas tocadas ao mesmo tempo) separando as suas notas, ou seja, em termos musicais arpejando-as. Lembrando que essa capacidade se limita mesmo em níveis diferentes à repetição!
Provavelmente essa habilidade tem a ver com o contato com música na infância e a qualidade dessas músicas. Dois bons exemplos de um ótimo ouvido relativo são: Djavan e Elis Regina.
Ouvido intervalar:
Essa capacidade auditiva é desenvolvida através de estudo e independe de capacidades naturais como o ouvido relativo. O ouvido intervalar é a capacidade de ouvir e classificar a distância medida em tons e semitons entre as notas musicais, na qual com apenas um nota musical qualquer, dada como referência ou com a tonalidade dada como referência, você é capaz identificar através dos intervalos o nome de cada nota em uma melodia, e caso você concilie este estudo com percepção harmônica será capaz de reproduzir harmonias também. Essa é a forma de estudo básica nos locais de ensino mais conceituados no mundo, e há inúmeros exemplos de músicos que usam essa capacidade como: Bob Mcferrin, Herbie Hancock, O grupo vocal Take 6 e muitos outros.
Sobre o estudo dos intervalos falarei nas próximas postagens, até lá pessoal.
Deus abençoe a todos!
A música em você!
16/07/2013 às 14h59
Saudações caros musicistas!
Quando era garoto ainda tinha um colega mais "talentoso" entre nós que vencendo um concurso ganhou uma bolsa para estudar fora.
Quando retornou e perguntamos como foi, ele meio frustrado disse que no instrumento não havia aprendido nada relevantemente novo, e que fazia aula com crianças na maioria das matérias, desencorajando-nos a fazer mais perguntas.
Não deu muito mais detalhes. Percebi em um outro dia em um trabalho com música que faziamos juntos que ele ouvia bem melhor do que eu, e quando perguntei como ele fazia isso ele me disse que nessas aulas lá com as crianças ele aprendeu a ouvir os "intervalos".
Não dei muita atenção na época, alguns anos depois "caí" em uma escola de música diferente em que o prof. tinha estudado em outros países e adotado sistema de intervalos como estrutura básica, como única maneira de tirar de dentro de você música.
Mais alguns anos depois de ter saido dessa escola, continuando por conta meus estudos, fui associando cada vez mais que as pessoas que eu admirava haviam estudado em sua maioria dessa forma também. Dando aula para pessoas que estudaram fora também percebi conversando com elas que o estudo de música no Right Schooll era bem semelhante.
Fui fazendo mais associações, me chegou em mão certa vez um material da "Berkeley" (a universidade de música popular mais conceituada do mundo) de canto e vi que a estrutura básica do estudo era adivinhem: intervalo.
Outra associação foi quando um tio meu que é pastor viajou para USA, numa igreja de cidade pequena, me disse que todas as pessoas lá liam música e aconpanhavam os Hinos durante o culto em pauta e cada um na sua voz!
Às vezes, antes de conseguir executar o que executo hoje, eu pensava se isso que eu estava estudando iria funcionar. Se para fazer estas coisas isso dependia de um talento natural como "ouvido absoluto", mas estas informações todas que me chegaram me fizeram ver que há um estudo sim e que ele geralmente em outros paises começa quando somos crianças, mas é possivel aprender quando adulto com muito dedicação e com um "plano de estudos correto".
Falarei desse plano e sobre o estudo dos intervalos na próxima postagem. Até lá pessoal!
Deus abençoe a todos!
Como aprender "corretamente"?
06/07/2013 às 02h24
Uma vez li em uma antiga enciclopédia que a palavra "técnica", significa obter o máximo de resultado com o mínimo de esforço sobre qualquer trabalho ou estudo.
Pois é, não é bem a visão que temos de técnica em geral não acham? Normalmente quem estuda música tem a visão de que pra se adquirir "técnica" é somente através de estudos metódicos, repetitivos e chatos. E pior, não é tão necessário no início dos estudos.
Isso acontece não só com a técnica em geral, mas também com o solfejo, leitura de pauta (varia de um instrumento para outro normalmente tendo um resultado melhor com sopro, mas normalmente negligenciada à primeira vista), etc...
Um parâmetro muito comum é se basear em que fulano ou cicrano nunca estudou isso ou aquilo e toca bem. Não posso discordar totalmente disso, já vi entrevistas com artistas internacionais renomados que diziam não ter estudado técnica ou algum destes itens em geral, mas há uma explicação.
Em primeiro lugar, quando nós não conhecemos música, ou seja, não treinamos nossos ouvidos para perceber com clareza os elementos musicais básicos como afinação e precisão rítmica. Nós não sabemos avaliar com precisão se alguém é bom ou não, nossa referência é pobre sem esse conhecimento que só vem através de estudo e dedicação.
Em segundo lugar, um artista renomado não é necessariamente um exemplo de “perfeição musical”. Há muitos artistas que não executam bem um instrumento ou não são tecnicamente bons nos mesmos, mas possuem um ritmo muito bom ou são bons compositores. Provavelmente um dos maiores equívocos está aí, em achar que a música que você gosta e classifica como boa, e pode até ser mesmo, é bem tocada ou cantada. Um amigo meu me disse uma coisa intrigante uma vez, disse: - Tem gente que faz tudo errado e dá certo! Pois é, mas a pergunta é:
- Quantos tentaram desse jeito e quantos conseguiram?
A resposta é: muito poucos! A maioria foi através de muito estudo e dedicação mesmo no caminho certo! Ou seja, sem dar voltinhas. Estudando tudo que se tem que estudar uma coisa por vez e sem pular passos.
Pretendo falar mais dos passos na próxima postagem. Até lá!
Deus abençoe a todos
Ensino músical
05/07/2013 às 20h21
Olá a todos, saudações musicais!
O estúdio escola Havilá é assim chamado por conta de uma passagem bíblica do livro de Gênesis, onde é mencionado que do jardim do Édem onde habitavam Adão e Eva. Corriam alguns rios e um deles passava em um lugar próximo dali chamado Havilá (onde há muito ouro), entendo essa explicação como sendo a primeira cidade rica da criação.
Ora, mas que prepotência alguns devem achar! Não, não meus amigos, pelo contrário nesse projeto, por assim dizer, nós temos verdadeiramente a consciência da importância da música na vida das pessoas e da seriedade e responsabilidade que é passar a música adiante, por isso chamamos o estúdio de Havilá (onde há muito ouro) e nós que trabalhamos lá estudamos seriamente durante toda vida para aprender e ensinar como se tivessemos descoberto uma montanha de ouro que ansiamos dividir com o mundo!
Impactante não é!? rs. Mas é a pura verdade, neste projeto as pessoas envolvidas estão engajadas em dar seu melhor pela difusão da boa música e pelo ensino "integral" de música. Lá aprendemos e ensinamos "música" no mais puro sentido da palavra. Não meramente dedilhar um instrumento intuitivamente, embora isso também faça parte do estudo, mas em primeiro lugar que a música nasça em você e que sentindo-a você passe para seu instrumento. Para isso existe um estudo didático desenvolvido e aprimorado por anos para que seja um ensino "natural", quase orgânico.
A importância de se estudar assim se reflete no som, logicamente, e na satisfação de quem toca e houve notoriamente. Para quem já toca, algumas perguntas são importantes para você reavaliar como você toca e seus objetivos com música:
- Você consegue cantar o que você toca? Incluindo acordes?
- Você se sente capaz de reproduzir melodias ao ouvi-las, sabendo as notas a se tocar no instrumento, sem tê-lo nas mãos?
- Você se emociona com o que toca?
Se alguma resposta foi não, saiba que há um estudo para aprender isso sim! E falarei mais sobre isso nas próximas postagens. Grato pela atenção.
Deus abençoe a todos!
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