Sou a professora Sandra Petroncare e faço questão de apresentar a equipe. Um pouco pessoal, não? Mas quase tudo na vida é pessoal, mesmo os motivos e ambientes mais profissionais.
Ainda na década de 1990, quando era economista Sênior no banco CCF (Crédit Commercial de France), uma vitrine de mercado, lembro-me do CEO chegar com uma famosa revista na mão, jogá-la na frente do diretor que se sentava a minha frente e dizer “Vai buscar, este rapaz vem trabalhar conosco”.
No dia seguinte, eu conheceria Nicolas Saad, estudante da Escola Politécnica, USP, que tinha obtido a maior nota no vestibular da Fuvest naquele ano. Com 6 meses de estágio, lembro que eu, economista sênior, disse ao diretor: “Chefe, tira este rapaz da minha área para um job rotation, porque não há nada mais que eu possa ensinar a ele”. Ali eu me despedia do Nicolas como colega de equipe, mas o amigo ficaria para sempre e ainda por muitos anos trabalharíamos juntos.
Anos mais tarde, ele me daria aulas particulares de Derivativos, em 2007, quando obtive a renomada Certificação CFP®! Nessa época, tendo já deixado o sistema bancário – que me trouxe total realização profissional – eu era professora e sócia de uma empresa que nasceu, praticamente junto da Certificação CFP® no Brasil. Um projeto filho que cresceu e floresceu – fiz do “Plano B”, meu “Plano A”. “Não, eu não trabalho, ‘só’ dou aula” passou a ser minha resposta preferida à pergunta “Você trabalha ou só dá aula?”. Muito além de “só dar aula”, eu levei para a sala de aula minha experiência de 15 anos de mercado financeiro – o que me permitiu, modéstia de lado, “viralizar” na carreira acadêmica.
Foi na sala de aula de uma turma para o CFP® que meu caminho cruzou com o de um aluno inquiridor, daqueles que você pensa “Vai fazer uma pergunta passados os 30 da prorrogação”. E, claro, ele fazia! Esse aluno de dedicação e perguntas por vezes provocativas, por vezes, intrigantes, era José Raymundo Júnior, minerim, minerim! Vinha comendo pelas beiradinhas e, quando percebíamos, lá estava: instalado, fazendo parte da equipe e elevando o nível das aulas. E assim foi que ele obteve a certificação CFP® e eu o convidei para se juntar ao time como docente. Os convites não parariam nunca mais: de palestras temáticas até aulas em instituições de primeiríssima linha, eu teria no Júnior a parceria de um grande professor, orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso e amigo. Um aluno que viria a superar o mestre, tornando-se, em alguns lugres, meu coordenador de curso.
Pela história particular da minha carreira em bancos, sempre mantive o foco em treinamentos para instituições financeiras. Com o tempo, entrei no nicho do setor de seguros, quando meu caminho se cruzaria com o do professor Sidney Dias. Com passagem pelo poderoso Banco Central do Brasil – o que por si só já fazia meus olhos brilharem – executivo de grandes seguradoras do país e extremamente capacitado em todos os ramos de Seguros, não poderia saber a influência que teria na minha vida profissional. O professor Sidney me traria algo que fez toda a diferença em minha carreira: a prática da resiliência. Algo difícil e até contrário ao que sempre segui no mercado financeiro: ser competitiva! E eu fui. Sempre.
Meu encontro com ele, em junho de 2013, foi algo diferente. Num corredor de faculdade, ele me interpelou para perguntar se eu responderia a uma pesquisa para um trabalho dele. Arrogante com meu histórico do mercado financeiro, respondi “que pesquisa”? “É uma pesquisa sobre forças. Eu, professora, faço um curso de coaching – e eu pensava “ai, meu tédio… outro coach. Agora é moda”. E ele continuava parado insistentemente a minha frente, narrando “esse curso é de uma escola credenciada pela Federação Internacional de Coaches, de altíssimo nível e esta pesquisa tem um diferencial, eu conversei com diversos alunos da escola e identifiquei na professora uma força incomparável!”. Com o ego devidamente massageado, resolvi que “perderia meu tempo com a tal pesquisa”… Obviamente eu deixei o questionário cair no esquecimento da minha caixa de e-mail. Exatas duas semanas depois, ao ser cobrada, lembrei do “incomparável” e resolvi gastar meu precioso tempo naquilo. Valeu a pena. A tal pesquisa me traria reflexões profundas, em especial, como profissional. E o professor Sidney, sempre negociando pessoas arredias como eu, acabaria se tornando um grande mestre e – melhor ainda – amigo.
Dois anos depois, o destino faria que o professor me convidasse, já como meu chefe e coordenador geral de renomada escola, para um projeto de ensino que se expandiria pelo Brasil. Projeto vencedor do qual fiz parte com orgulho. Conectando os pontos, para este projeto eu lhe apresentaria o professor Júnior, que caminharia conosco até o encerramento desse nosso ciclo.
Num certo dia, meio do nada, eu receberia um telefonema do Nicolas; na época, em uma renomada instituição financeira e professor na imponente CFA Society: “Sandra, podemos almoçar? Penso em parar de “passar crachá” e ser sócio de um negócio próprio”. Não nego que o Nicolas me surpreendeu naquele almoço… E no decorrer do mesmo, fui percebendo que, embora arriscado perto de um alto salário certo, eu só podia interagir com ele de modo que ele encarasse aquele desafio, pois sua atitude já era de uma mente que estava lá, no novo negócio.
Era o ano de 2018 e eu mesma estava montando um negócio. Estávamos, eu e o professor Sidney, nos reinventando. Nosso ciclo na área puramente acadêmica tinha terminado. E ele me oferecia o mesmo que o Nicolas viera relatar na conversa do almoço: o risco de um negócio próprio. Um negócio no qual fôssemos destaque, que nos trouxesse satisfação – porque, dizia o Sidney, nesta altura da vida, não poderia ser diferente – que nos trouxesse um sucesso fazendo o que gostávamos e aquilo em que tínhamos grande diferencial.
De tudo que eu pensava, os pensamentos mais alegres me vinham sobre “a minha vida em banco”. Aliado a isto, os pensamentos de maiores realizações remetiam a “minha vida como professora”. E assim nasceria a ITER…
ITER quer dizer “caminho”. E nesse caminho, estariam nossas maiores realizações. No ensino. Não qualquer ensino! Educação na área em que nos formamos: em Seguros e Finanças. Na lembrança de tantos e tantos e tantos alunos que por nós passaram, em diferentes escolas, famintos por conhecimento em finanças, sedentos por entrar em carreiras na área financeira.
O convite ao destacado professor Júnior, CFP® e membro de Comissões da Planejar, seria natural. Escolhemos o Consulado Mineiro para cercá-lo, bom minerim que é. Deste dia nunca me esquecerei, tão evidente o entusiasmo que ele, discreto, tentava disfarçar. E, sim, claro, estava dentro do projeto da criação da ITER.
Na sequência, numa discussão corriqueira, num impulso depois daquele almoço-definidor-de carreiras, falei ao amigo e professor: “Sidney, toda equipe de destaque precisa de um aspirante a Professor Pardal. Quero te apresentar alguém”. E assim o Professor Sidney e o Nicolas se conheceram, num restaurante da milenar cultura japonesa – de onde sairíamos com o quarto sócio. Profissional ágil, de destaque, com fala aquém do pensamento – fato que, por vezes, o faz embaralhar algumas palavras. Lúcido, fechado, acelerado… simplesmente Nicolas.
A ITER, que sequer nome tinha naquele momento, nasceria no encontro dessas 4 carreiras. Lembro hoje o dia que escolhemos seu nome… um caminho… e ali, também numa mesa de restaurante, cada um de nós havia traçado caminhos objetivos para nossas carreiras. Ou havia traçado objetivos para, com foco, serem atingidos.
Se naquela noite, olhamos para nós e para nossa união e, oferecemos um CAMINHO para o fortalecimento de carreiras e aspirações… passados quase 2 anos, este contexto mudou. Com sangue, suor e lágrimas, desenvolvemos um material ímpar de treinamento. Treinamento que se expandiu para Finanças, Seguros e Gestão de Pessoas.
Com a formação das primeiras turmas e as primeiras aprovações de candidatos, enxergamos que o principal era o olhar do aluno, candidato, profissional para nós. Não de nós para o mundo… E assim a ITER se tornou METHAS.
Quem somos? Somos pessoas normais, que traçaram suas metas ao longo da vida, com erros e acertos. Somos profissionais experientes que na reinvenção de si mesmos, na percepção de uma grande lacuna ainda na Educação Financeira brasileira e tendo a certeza do diferencial necessário para fazer parte das áreas de Finanças, Seguros e Recursos Humanos, montamos uma empresa de treinamento.
Uma empresa que nasceu como um caminho para nós e para nossos alunos e que, já em sua maturidade, torna-se instrumento no caminhar destes alunos, candidatos, profissionais para obtenção de SUAS metas. Nosso diferencial? Nossa história! E o compromisso que desenvolvemos, durante a vida, em formar pessoas e atingir METHAS.