24/08/2026
♿✨ **Quando a diferença amplia os nossos olhares**
Recebemos uma visita muito especial: Célio chegou à nossa escola para compartilhar com as crianças um pouco da sua trajetória de vida e apresentar o mundo também a partir da perspectiva de quem utiliza uma cadeira de rodas.
Mas, Célio não chegou para falar apenas sobre a deficiência. Chegou para dançar, brincar, conversar, provocar curiosidades e compartilhar a vida.
De forma lúdica e cheia de sensibilidade, conversou com as crianças sobre protagonismo e a importância de viver infância. Mostrou vídeos pilotando sua moto, contou sobre sua rotina e apresentou um pouco do carinho que dedica à sua cachorrinha. Entre histórias, risadas e descobertas, mostrou que uma cadeira de rodas não define uma pessoa, nem limita seus sonhos, desejos e possibilidades.
As crianças ficaram completamente encantadas! Olhares atentos, curiosidades afloradas e muitos sorrisos acompanharam cada momento desse encontro. E, na despedida, mais uma surpresa: Célio entrou em seu carro e **foi embora dirigindo**. Para as crianças, aquele momento dizia muito. Talvez mais do que qualquer explicação pudesse dizer.
Experiências como essa fazem parte do nosso compromisso com uma **educação anticapacitista**. Educar para o anticapacitismo é romper, desde a infância, com ideias que associam deficiência à incapacidade, dependência ou limitação. É possibilitar que as crianças conheçam pessoas com deficiência ocupando diferentes lugares de protagonismo: brincando, trabalhando, dirigindo, dançando, cuidando, amando e vivendo plenamente suas vidas.
Célio nos mostrou, com a potência da sua própria trajetória, que uma cadeira de rodas não precisa ser compreendida como aquilo que impede alguém de viver, mas como uma das muitas formas de estar, existir e se movimentar pelo mundo.
E assim vamos construindo, no cotidiano, uma escola que não apenas fala sobre diversidade, mas que cria oportunidades para **conviver com ela, reconhecê-la e aprender com ela**.
Porque uma educação anticapacitista começa quando deixamos de olhar para a diferença como falta e passamos a enxergar, em cada pessoa, possibilidades, desejos, autonomia e potência. ♿️