As atividades são realizadas partindo das relações entre mídia, educação e cultura, privilegiando como foco de trabalho o processo de construção dos jornais Folha Martin Pilger e Fala Kephas e oficinas de Mídia e Educação em seis escolas públicas dos bairros Vila Nova e São José, na cidade de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. São realizadas oficinas semanais de leitura crítica da mídia tendo como foco principal discutir o consumo infantil e jovem. A proposta busca promover a democratização da informação, oportunizando a participação das comunidades dos bairros, inclusive crianças e jovens da escola pública, em oficinas de Mídia e Educação e no processo de produção de jornais comunitários/escolares. Assim como também visa capacitar acadêmicos de Comunicação Social para o desenvolvimento de atividades de cunho comunitário e social, visando estabelecer um vínculo produtivo entre as atividades acadêmicas e a comunidade local. Com a leitura dos jornais Folha Martin Pilger e Fala Kephas, estamos resgatando o respeito e valorização da opinião destes jovens na reconstrução de sua comunidade. A proposta é colocar em circulação outras representações destas comunidades (São José, Kephas, Vila Nova, Vila Martin Pilger) que faça o contraponto da imagem cristalizada pela grande mídia, assim como oportunizar a releitura da mídia com a escola pública. O trabalho é realizado com a parceria das escolas municipais: Affoso Penna, Vovô Werno, Zozina Soares de Oliveira, Eugênio Nelson Ritzel, Adolfina Diefenthäler, Campos Salles e Rodrigues Alves. A demanda surgiu a partir da necessidade de uma aproximação sistemática da Feevale com a Vila Martin Pilger (vizinha da universidade), buscando ampliar a imagem desta comunidade no bairro onde a instituição está inserida. A primeira aproximação aconteceu em 2002 por meio da Associação dos Moradores da Martin Pilger e hoje contamos com parceria sistemáticas das escolas públicas que atendem moradores da Martin Pilger e Vila Nova. Já na Vila Kephas, a direção da EMEF Eugênio Nelson Ritzel procurou a equipe do projeto no final de 2006, manifestando o desejo de desenvolver um projeto semelhante ao da Martin Pilger. A possibilidade de estudantes da rede pública produzirem suas próprias notícias e colocá-las em circulação através de um jornal ou de uma mostra fotográf**a pode ser considerada uma estratégia produtiva para o exercício da cidadania. O envolvimento de instituições de educação em projetos sociais é uma alternativa para possibilitar a socialização da informação. O engajamento dos acadêmicos da Comunicação Social com projetos de cunho comunitário é uma forma de sensibilizar os futuros profissionais para o compromisso dos diferentes segmentos da sociedade com a responsabilidade social. Esta integração escolas públicas, acadêmicos e professores de Comunicação Social é uma conquista para todos que estão na busca de uma educação e de uma profissionalização sintonizada com os novos tempos.