26/01/2026
Acredito que tudo o que acontece dentro da escola se organiza em ciclos.
Nada é isolado. Tudo reverbera.
A forma como a gestão acolhe seus professores ecoa no modo como esses professores acolhem as crianças e as famílias.
Quando a coordenação se aproxima dos processos docentes com curiosidade, escuta e investigação, amplia também o olhar dos professores sobre as formas como as crianças pesquisam o mundo.
E quanto mais as crianças percebem o interesse genuíno dos adultos por suas ações, mais elas se expressam, se comunicam, levantam hipóteses e constroem investigações singulares e potentes.
Por isso, o modo como recebemos os professores importa.
Um espaço organizado esteticamente, pensado com intenção e cuidado nos detalhes, não é neutro: ele convida o professor a refletir sobre os espaços que irá preparar para as crianças.
A toalha de mesa importa.
As flores importam.
Os livros escolhidos, o cardápio, a pauta, os materiais organizados com delicadeza, a mensagem que abre e a que encerra o encontro. Tudo comunica.
O tom de voz importa.
A maneira como cada frase é colocada importa.
O respeito ao grupo precisa ser visível, sensível e concreto.
Esse primeiro encontro pode nos levar por dois caminhos:
ou sairemos esperançosas com o novo ano, ou repetiremos a frase conhecida: “vai ser tudo igual”.
Eu escolho, conscientemente, a primeira possibilidade.
Compreendo meu papel na coordenação como o de caminhar lado a lado com as professoras.
Isso exige escuta, presença e disponibilidade para compreender os processos de cada turma, sem pressa e sem julgamentos.
Cabe a mim contribuir com meu olhar: pensar formas, recursos e caminhos para que o ato de planejar seja, cada vez mais, significativo, vivo e empolgante, primeiro para as professoras e, consequentemente, para as crianças.
Durante um período da minha prática , muitas vezes me vi sozinha.
E sei o quanto a solidão, em certos momentos, quase me fez repensar a profissão.
Professores não precisam caminhar sozinhos.
Precisam sentir-se acolhidos, respeitados e abraçados, especialmente no primeiro dia de retorno à escola.
É assim que acredito que se constroem ciclos potentes de cuidado, pesquisa e pertencimento.
07/08/2025
Seguimos falando sobre currículo, planejamento e avaliação…
Enquanto escondemos o medo de viver uma tragédia anunciada.
Seguimos porque temos um compromisso com a infância e agora, isso deve ser o suficiente.
14/08/2024
O que quase ninguém conta sobre ser professora de educação infantil!
O equilíbrio entre o cansaço e o amor pela profissão. ❤️
16/07/2024
Vamos conversar sobre a fotografia na escola da infância?
Em breve o lançamento nacional do nosso livro em uma live com as autoras e convidados especiais.
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15/10/2023
“Feliz dia dos professores, disseram eles que não sabem 1% das dificuldades dessa profissão.”
Faz tempo que ando lendo frases como essas, post’s carregados de listas com os desafios de viver a docência. A sociedade não inventiva, as famílias são ausentes, a gestão não reconhece, as crianças estão cada vez mais desafiadores e no fim sobra para os professores, e algumas colegas de profissão ainda encaram o movimento por uma educação melhor, como competição.
Dias atrás refleti sobre a publicação de uma professora bastante influente. Nos comentários centenas de profissionais da educação concordando e enfatizando sobre os problemas da profissão. Uma lista de reclamações que ao meu ver desmotivam mais do que incentivam.
Aaaah mas então a gente tem que maquiar as coisas?
Não! Mas precisamos lembrar dos motivos que nos levaram a escolher essa profissão.
Ser professor não é sobre ter reconhecimento dos adultos, ser professor é sobre receber o reconhecimento das crianças que passam por nós, e de vez em quando, ler um bilhete de uma família grata e apaixonada pelo nosso trabalho.
É sobre fazer a diferença por trás das cortinas, e incentivar que as crianças a abram e vivam um vida de protagonismo.
É sobre marcar a vida dos pequenos que muitas vezes não verbalizam a sua gratidão, mas abraçam, se aconchegam, e se sentem em casa no nosso colo.
É sobre ser acolhimento, mas também incentivar que os pequenos passos possam habilitar o espaço da escola, confiando e respeitando.
Quem não vê sentido nas manifestações de reconhecimento, quase invisíveis, não deve ficar!
Quase invisíveis porque é necessário olhar com calma para os detalhes do cotidiano.
- CONTINUA NOS COMENTÁRIOS - …
31/05/2023
O contraste que gera curiosidade.
Nesse contexto o tecido posto ao chão convida as crianças para deitar, observar e registrar.
Desenhar o cabelo arrepiado, os dentes, as pernas longas e os olhos abertos ou fechados. Trazer narrativas, teorias, contar histórias.
Pesquisar!
Sobre si, sobre o outro.
Materiais: tecido tnt preto e giz de quadro branco.
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