24/12/2025
Grande parte dos misteriosos fatos que se deram com Rudolf Steiner, nosso filósofo fundador, foram narrados em tentativas de comunicar sobre uma percepção de realidades não materiais. Ele não só as relata, como deixa caminhos para que aqueles que queiram, em liberdade e completa consciência, possam se exercitar e acessar o que ele chama de leis.
Um desses fatos descritos é de que Jesus, o homem, estava tão amalgamado com os caminhos da humanidade, tão verdadeiramente ligado às duas dores, que era capaz de sentir a humanidade em comunhão consigo. E assim, no desencadear dos acontecimentos, Steiner narra como essa consciência ampliada fez com que se abrisse nele, Jesus, algo como um cálice, um espaco, em que algo foi vertido. Esse homem e esses fatos continuam sendo incompreendidos, mesmo com todo amor que atribuímos à sua figura, milênios depois desses acontecimentos.
Assim é que, a cada ano, formamos essa roda ecumênica, em que cabe toda a comunidade, em que a música é nossa oração e o caminho interior é o ritual. As crianças carregam para a vida a firme coragem de adentrar esse espaço interior e encontrar a luz que foi vertida lá dentro. Essa luz individual que quer, em seguida, ser recebida e celebrada pela vida social. Nesse jardim, a cada ano, ela é!
Que venha a luz, novamente adentrar nossos corações, nossas casas, nossas mãos e nossas ações.
Feliz Natal!