19/06/2026
Hoje o Instituto Biomédico recebeu a professora Tatiana Roque para a palestra “Inteligência Artificial: promessas e armadilhas”, a convite do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biomédicas.
Em uma exposição brilhante e extremamente necessária para os dias de hoje, Tatiana Roque trouxe reflexões fundamentais sobre os impactos da inteligência artificial na ciência, na sociedade e nas formas contemporâneas de produção do conhecimento.
Professora titular do Instituto de Matemática da UFRJ, pesquisadora nas áreas de História e Filosofia da Ciência e Filosofia Francesa Contemporânea, Tatiana tem uma trajetória marcada pela articulação entre ciência, tecnologia, política e sociedade.
Agradecemos à professora Tatiana Roque pela generosidade da presença e pela oportunidade de ampliar esse debate tão urgente no ambiente acadêmico.
22/05/2026
A pesquisa desenvolvida pelo grupo da Profa. Leticia ganhou destaque na mídia.
19/05/2026
Os resultados desta tese demonstraram que os polissacarídeos isolados das algas e microalgas F. vesiculosus, U. pinnatifida, C. sorokiniana, Nannochloris sp. Naumann, S. obliquus e S. acuminatus, bem como os extratos das plantas A. hippocastanum e M. officinalis foram capazes de inibir significativamente as atividades proteolítica, coagulante e fosfolipásica dos venenos de Bothrops jararaca, Bothrops jararacussu e Bothrops neuwiedi. Estes efeitos dependeram da espécie, concentração e/ou compostos presentes nos produtos naturais, sugerindo especificidade de interação com os componentes tóxicos. Em conjunto, os achados indicam que os produtos naturais estudados apresentaram potencial como agentes auxiliares na neutralização de atividades tóxico-farmacológicas de venenos de serpentes Bothrops.
Este estudo foi orientado por Andre Fuly.
13/05/2026
Demonstramos que o modelo de glaucoma (I/R) estudado induz gliose reativa na retina, e o bloqueio de TRPA1 não reuduz, em algumas regiões até aumenta esse efeito. Mostramos que a I/R modula marcadores de inflamação e estresse oxidativo. E que o olho contralateral à I/R sofre alterações moleculares sutis, fazendo com que não configure um bom controle experimental, como normalmente é utilizado na literatura.
Este estudo foi orientado por Karin Calaza.
15/04/2026
Apesar de não haver indícios de mutação no gene TP53 de forma significativa na LLA-B, tal como ocorre em outros tumores, é descrito que existe a possibilidade das isoformas de p53 aparentemente podem atuar como moduladores da atividade de p53 em sua via. O estudo teve como principal achado ( em uma coorte de 135 pacientes com LLA-B), entre as isoformas analisadas, Δ133p53α destacada por apresentar elevada frequência de detecção, ampla variação nos níveis de expressão e associação com a ocorrência do primeiro evento clínico, embora sem implicações prognósticas diretas no desenho adotado. Esses achados apontam para um possível papel modulador dessa isoforma na biologia da LLA-B, que merece ser investigado em estudos funcionais e longitudinais futuros. Em modelo in vitro, utilizando células RS4,11 (associadas ao grupo de pior prognóstico), a isoforma de nível de expressão mais elevado foi a Δ40p53, associada ao comportamento de agregação proteica em tumores sólidos e por consequência, piora do quadro tumoral. Em conjunto, os dados in silico e in vitro indicam que a diversidade de isoformas de p53 já está estabelecida no momento do diagnóstico da LLA-B pediátrica, manifestando-se como variação interindividual nos níveis de expressão, mas sem padrão específico por subtipo molecular. Essa observação, aliada à detecção concomitante de isoformas completas e truncadas em um modelo celular homogêneo, sugere que a regulação isoforma-dependente do TP53 constitui uma característica basal da biologia das células leucêmicas, e não apenas um reflexo da heterogeneidade entre pacientes.
Este estudo foi orientado por Etel Gimba.
10/04/2026
✨ Depressão, interseccionalidade e academia ✨
O transtorno depressivo maior afeta 5,7% da população mundial, com maior impacto sobre mulheres e grupos socialmente marginalizados. A partir da teoria da interseccionalidade, entendemos que racismo e sexismo não atuam isoladamente, mas se combinam, produzindo desigualdades específicas.
📊 Em um estudo com 3.857 pessoas da comunidade acadêmica brasileira, utilizando o PHQ-9, observou-se que mulheres negras apresentaram os maiores níveis de sintomas depressivos: 57,1% acima do ponto de corte para provável diagnóstico de depressão — taxas superiores às de mulheres brancas, homens negros e homens brancos.
📉 As análises confirmaram efeitos significativos de raça, gênero e sua interação, mostrando que mulheres negras têm o dobro de chance de apresentar provável depressão quando comparadas a homens brancos.
⚠️ Esses dados evidenciam que barreiras estruturais, como sub-representação e estresse racializado, seguem presentes na academia e aprofundam desigualdades em saúde mental.
🖤✊🏾 É urgente pensar políticas de saúde mental interseccionais, que reconheçam e enfrentem as vulnerabilidades vividas por mulheres negras no ambiente acadêmico.
Este estudo foi orientado por Leticia de Oliveira e Mirtes Pereira.
Sexismo PHQ9 CiênciaComEquidade