Érica Côrtes . Psicopedagoga

Érica Côrtes  .  Psicopedagoga Espaço para atendimentos e avaliação psicopedagógica, orientações a pais e escolas.

Tem muita coisa sobre o TDAH que parece óbvia quando estudamos o funcionamento do cérebro, mas que, na rotina agitada de...
25/09/2026

Tem muita coisa sobre o TDAH que parece óbvia quando estudamos o funcionamento do cérebro, mas que, na rotina agitada de casa, acaba virando motivo para rótulos, culpa e cobranças excessivas.

Este post é para tirar o TDAH do papel e levá-lo para a vida real — especialmente na hora do dever de casa.

Crianças e adolescentes com TDAH não são “desatentos” o tempo todo. Eles apresentam dificuldade em **regular a atenção, perceber a passagem do tempo e iniciar tarefas pouco interessantes ou que exigem maior esforço mental**.

Por isso, podem se concentrar intensamente no que gostam e, ao mesmo tempo, travar diante de atividades que exigem esforço contínuo. Também podem esquecer materiais, perder prazos e ter dificuldade para começar uma tarefa, mesmo sabendo que precisam realizá-la.

Quando esse funcionamento não é compreendido pela família e pela escola, surgem rótulos como “relaxado”, “desorganizado” ou “preguiçoso”. Com o tempo, essas mensagens podem afetar a forma como a criança percebe a si mesma e sua capacidade de aprender.

Na intervenção psicopedagógica, trabalhamos algo essencial: **sintoma não é identidade.**

Entender o TDAH muda a forma como enxergamos a criança e, principalmente, pode mudar a forma como ela própria se vê.

Não basta dizer: “Senta e vai estudar”. É preciso ensinar estratégias para **organizar o ambiente, tornar o tempo mais visível, iniciar e dividir tarefas em etapas e desenvolver autonomia para estudar**.

Se seu filho precisa de ajuda para construir uma rotina de estudos mais adequada ao seu funcionamento, clique no link da bio para agendar uma avaliação. ✨

Salve este post para reler quando a paciência estiver mais curta e compartilhe com outra família que precisa entender melhor o TDAH. 💛

Receber um relato sobre a evolução de uma criança reforça o sentido de cada intervenção realizada no consultório. 💛Na ps...
17/09/2026

Receber um relato sobre a evolução de uma criança reforça o sentido de cada intervenção realizada no consultório. 💛

Na psicopedagogia, cada criança precisa ser compreendida em sua forma de aprender, respeitando seu ritmo e suas necessidades.

Com intervenções direcionadas e um olhar sensível, os avanços aparecem não apenas nos estudos, mas também na autonomia, na confiança e na segurança para enfrentar desafios.

Se você percebe que seu filho precisa de apoio na aprendizagem, entre em contato pelo link da bio para conhecer o processo de avaliação psicopedagógica. ✨

Avaliar não é rotular.Uma boa avaliação amplia o olhar sobre a criança para que ela não seja definida apenas por aquilo ...
10/09/2026

Avaliar não é rotular.

Uma boa avaliação amplia o olhar sobre a criança para que ela não seja definida apenas por aquilo que está difícil.

Quando avaliamos, não estamos procurando um problema ou tentando encaixar a criança em um diagnóstico. Estamos buscando compreender como ela aprende, quais recursos já possui e o que pode estar interferindo nesse processo.

Por isso, uma avaliação psicopedagógica não se resume a te**es, resultados ou classif**ações. Investigamos diferentes habilidades envolvidas na aprendizagem — atenção, memória, linguagem, funções executivas, leitura, escrita e matemática —, mas também observamos como a criança pensa, quais estratégias utiliza, como reage diante do erro, onde encontra maior esforço e de que maneira consegue chegar às respostas.

É a partir desse conjunto de informações que vamos construindo um mapa do seu perfil de aprendizagem: onde estão suas potencialidades, quais habilidades precisam de maior apoio e o que pode estar dificultando seu avanço.

Uma criança pode apresentar fragilidade em determinada habilidade e, ao mesmo tempo, contar com outros recursos muito bem desenvolvidos. Conhecer esse perfil permite pensar em estratégias que partam também daquilo que ela já consegue fazer bem.

É por isso que um resultado nunca deve ser interpretado isoladamente. Ele precisa ser compreendido dentro da história daquela criança e relacionado ao que a família, a escola e os profissionais observam no cotidiano.

Avaliar é reunir essas informações para compreender melhor, não para limitar.
Quando compreendemos o funcionamento da aprendizagem, deixamos de olhar apenas para a dificuldade e começamos a enxergar possibilidades concretas de intervenção e desenvolvimento de autonomia.

Um diagnóstico pode fazer parte da história de uma criança. Mas nunca deve ser a história inteira.

Quando o boletim chega com notas baixas, é comum que a primeira reação em casa seja aumentar a cobrança: “Você precisa s...
09/09/2026

Quando o boletim chega com notas baixas, é comum que a primeira reação em casa seja aumentar a cobrança: “Você precisa se esforçar mais” ou “Precisa passar mais tempo estudando”.

Mas e se a dificuldade não for a falta de esforço, e sim, a forma como essa criança ou adolescente está tentando aprender?

Aprender não signif**a apenas receber e armazenar informações. É um processo ativo, que depende de diferentes habilidades cognitivas trabalhando em conjunto. Para que um conteúdo seja compreendido, o cérebro precisa conseguir direcionar a atenção, relacionar a nova informação ao que já conhece, organizar esse conhecimento e atribuir sentido ao que está sendo aprendido.

Por isso, passar mais horas sentado diante do material não signif**a, necessariamente, aprender mais.

Métodos baseados em longos períodos de exposição, escuta passiva, cópia e repetição podem funcionar para alguns estudantes, mas ser pouco produtivos para outros. Quando há TDAH, dislexia, dificuldades nas funções executivas ou simplesmente um perfil de aprendizagem que exige maior participação e organização, manter esse mesmo formato pode aumentar muito o esforço sem produzir um resultado proporcional.

A criança estuda, tenta acompanhar, passa horas diante do conteúdo — mas aprende menos do que poderia. Nesse caso, a pergunta precisa mudar de: “quanto ele está estudando?”, para: como ele está estudando e quais estratégias ajudam esse cérebro a aprender melhor?

08/09/2026

Quando uma família recebe um laudo indicando TDAH, dislexia ou outro transtorno que pode repercutir na aprendizagem, é comum surgir um misto de alívio e preocupação. Finalmente algumas dificuldades começam a ter uma explicação — mas, junto com ela, aparecem novas perguntas.

Um laudo médico responde a uma questão muito importante: qual condição foi identif**ada? Mas, para a família, ainda é preciso compreender como essa condição aparece na aprendizagem e no cotidiano daquela criança.

🧠 Como o cérebro dele realmente aprende?
✨ Quais são os seus pontos fortes?
🧩 Quais habilidades precisam de mais apoio prático?
📚 Como ele responde às diferentes estratégias de estudo?

É aqui que a avaliação psicopedagógica faz toda a diferença. O diagnóstico identif**a o quadro, mas a avaliação cognitiva nos dá o direcionamento.
Como aquela criança aprende, quais recursos utiliza, onde estão suas potencialidades e quais dificuldades estão interferindo em seu desempenho e em sua autonomia.

E existe uma parte desse processo que considero fundamental… (Continua no primeiro comentário 👇🏼)

31/08/2026

"Ele é tão inteligente, mas na hora de estudar sozinho... parece que o cérebro desliga."

Se essa frase é comum na sua casa, quero te tranquilizar: a dificuldade de focar e a desorganização com os cadernos não são "preguiça". Na grande maioria das vezes, estamos lidando com a imaturidade das *Funções Executivas*.

🧠 *Mas o que é isso na prática?*
Imagine o cérebro do seu filho como uma orquestra cheia de talentos. As funções executivas são o *maestro*. São elas que comandam o cérebro para ignorar distrações, memorizar a matéria e se organizar.

Quando esse maestro é imaturo (algo muito comum em crianças e no TDAH, por exemplo), a inteligência f**a desorganizada. O potencial está lá, mas falta método.

✨ *A boa notícia?*
O cérebro é altamente treinável! As funções executivas podem (e devem) ser fortalecidas. Com a intervenção clínica certa, nós estimulamos essa "torre de controle" para que ele consiga planejar, focar e executar com verdadeira autonomia.

Não deixe a desorganização roubar a confiança do seu filho no próprio potencial. Clique no link da bio e vamos transformar essa rotina de estudos! 🎯

27/08/2026

O atendimento psicopedagógico não precisa começar apenas quando chegam as notas baixas ou quando as dificuldades escolares já estão instaladas.

Desde os primeiros anos da vida escolar, é possível observar como a criança está construindo as habilidades necessárias para aprender.

Nessa fase, o olhar psicopedagógico considera não apenas o que a criança já sabe, mas como ela aprende e quais recursos utiliza diante das diferentes demandas escolares.

Entre as habilidades que podem ser estimuladas estão:

Atenção e controle inibitório
Memória de trabalho
Planejamento e organização
Linguagem e consciência fonológica
Habilidades relacionadas à leitura e à escrita
Raciocínio e habilidades matemáticas
Aspectos motores envolvidos nas tarefas escolares

Intervir no momento adequado não signif**a antecipar conteúdos ou exigir que a criança aprenda antes do seu tempo. Signif**a identif**ar fragilidades, fortalecer habilidades e oferecer estratégias antes que as dificuldades produzam impactos maiores na aprendizagem e na relação da criança com a escola.

A Psicopedagogia não atua apenas diante do fracasso escolar. Ela também pode contribuir para que a criança compreenda melhor como aprende e desenvolva recursos para avançar com mais autonomia e confiança.💛

Se esse conteúdo pode ajudar outra família a olhar para as dificuldades escolares de uma forma diferente, compartilhe.

25/08/2026

Tem uma cena que vejo com frequência na clínica: famílias que chegam depois de muito tempo ouvindo que a criança “é um pouco lenta”, “precisa se esforçar mais” ou que “com o tempo vai melhorar”.

Enquanto o tempo passa, a criança vai construindo uma explicação para o que acontece com ela que muitas vezes é: “eu não consigo”, “sou ruim nisso”, “não adianta tentar”.

Alguns sinais de dificuldade de aprendizagem são discretos e podem passar despercebidos no cotidiano escolar. É a criança que evita ler em voz alta, que frequentemente esquece o material, que se desorganiza diante de uma tarefa, que não consegue seguir depois de errar ou que demora muito mais do que os colegas para terminar uma atividade.

Isoladamente, esses comportamentos podem não signif**ar uma dificuldade de aprendizagem. Mas, quando se repetem e começam a interferir na vida escolar, merecem ser compreendidos.

Porque existe algo que me preocupa tanto quanto a dificuldade para ler, escrever ou aprender: a forma como a criança começa a se perceber diante dessas dificuldades.

A escola tem um papel fundamental no acompanhamento da aprendizagem. A avaliação clínica complementa esse olhar, investigando de forma mais específ**a como a criança aprende, quais habilidades estão bem desenvolvidas e onde estão os obstáculos que podem estar interferindo nesse processo.

Muitos pais evitam conversar sobre suspeitas de TDAH, dislexia ou dificuldades de aprendizagem por receio de “rotular” a...
21/08/2026

Muitos pais evitam conversar sobre suspeitas de TDAH, dislexia ou dificuldades de aprendizagem por receio de “rotular” a criança ou afetar sua autoestima.

Mas há um ponto importante: a criança, muitas vezes, já percebe que algumas tarefas exigem dela mais esforço do que de seus colegas. Quando não encontra uma explicação clara e acolhedora para essas dificuldades, pode construir suas próprias interpretações — e associar seu desempenho à falta de inteligência ou de capacidade.

Falar sobre as dificuldades não signif**a definir a criança por elas. Signif**a ajudá-la a compreender como aprende, quais são seus desafios e quais estratégias podem ajudá-la.

Mas como conduzir essa conversa?

1️⃣ Separe a criança da dificuldade
Em vez de “você é muito desatento”, experimente: “percebi que manter a atenção por mais tempo tem sido difícil para você”. A dificuldade passa a ser algo que pode ser compreendido e trabalhado, e não uma característica que define quem ela é.

2️⃣ Explique que existem diferentes formas de aprender
Mostre que cada pessoa apresenta facilidades e desafios diferentes. Algumas crianças aprendem rapidamente pela leitura; outras precisam de mais apoio visual, repetição, organização ou experiências práticas. Conhecer o próprio perfil ajuda a encontrar estratégias mais adequadas.

3️⃣ Ofereça apoio antes de aumentar a cobrança
Troque o “você precisa se esforçar mais” por “vamos entender o que está dificultando e pensar em estratégias que possam ajudar”. Nem sempre mais esforço resolve uma dificuldade de aprendizagem. Muitas vezes, é preciso mudar a estratégia.

Conversar com clareza e acolhimento ajuda a criança a compreender suas dificuldades sem transformar seu desempenho escolar em uma medida de sua capacidade.

Entender como uma criança aprende é também ajudá-la a perceber que uma dificuldade não define quem ela é.

Se você percebe que seu filho está enfrentando dificuldades persistentes na aprendizagem, a avaliação psicopedagógica pode ajudar a compreender seu perfil, identif**ar os fatores envolvidos e orientar estratégias mais adequadas para a família e a escola.

19/08/2026

“Ele é tão inteligente, mas, na hora de estudar sozinho… parece que não consegue.”

Essa é uma queixa que escuto com frequência. A criança compreende os conteúdos, tem boas ideias e demonstra capacidade, mas, quando precisa estudar sozinha, **não sabe por onde começar, se distrai, esquece etapas ou precisa de alguém lembrando o tempo todo o que deve fazer.**

Nem sempre isso é falta de interesse ou esforço. Em muitos casos, é importante observar o funcionamento das **funções executivas**.

🧠 **Mas o que isso signif**a na prática?**

As funções executivas são um conjunto de habilidades que nos ajudam a direcionar nosso comportamento para alcançar um objetivo. Elas estão envolvidas, por exemplo, em **planejar, organizar, manter informações em mente, controlar impulsos, sustentar ações e monitorar o próprio desempenho.**

Por isso, uma criança pode compreender perfeitamente um conteúdo e, ainda assim, encontrar dificuldade para organizar sozinha uma rotina de estudos.

Essas habilidades se desenvolvem progressivamente e podem apresentar fragilidades em diferentes condições, como no TDAH.

✨ **E elas podem ser estimuladas.**

Na intervenção psicopedagógica, é possível estimular as funções executivas, trabalhar estratégias para que a criança aprenda, gradualmente, a **planejar, iniciar, organizar, monitorar e revisar suas próprias tarefas**, reduzindo a dependência do adulto.

O objetivo não é apenas melhorar o estudo de hoje. É favorecer, progressivamente, **mais autonomia para aprender.**

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Niterói, RJ

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