21/09/2026
Boa tarde!
Nossos estudantes fizeram um tour pela Pequena África, zona portuária do Rio de Janeiro. Esse não é um passeio turístico comum, mas sim uma experiência de memória e pertencimento.
Esse nome foi criado pelo artista e sambista Heitor dos Prazeres no início do século XX, para definir a região onde a cultura negra resistia e florescia após a abolição.
O lugar revela a herança e a resistência da cultura afro-brasileira, é berço do samba e um marco fundamental da diáspora africana nas Américas.
Os principais pontos do roteiro foram: o Largo de São Francisco da Prainha, onde a primeira bailarina negra do Theatro Municipal, Mercedes Baptista, foi homenageada; a Pedra do Sal, berço histórico do samba e do choro, lugar de resistência cultural; o
Jardim Suspenso do Valongo, que nasceu como parte de uma política de "apagamento" do passado escravista da região portuária, o Cais do Valongo, porto de entrada de mais de um milhão de africanos escravizados e hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO e, por fim, o Instituto dos Pretos Novos, memorial que preserva a memória dos sepultamentos de africanos recém-chegados aqui no Brasil.
Tentamos descrever aos estudantes o impacto emocional de caminhar por ruas que carregam tanta dor, mas também tanta celebração à vida e à arte negra.
Data 18/09/2026