Thiago Silva Physical education
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18/12/2015
Meus alunos de preparação física,dia da pesagem dos atletas.
31/03/2015
https://www.youtube.com/watch?v=tcSGrrQugR8&feature=youtu.be
Boa noite amigos !!!!!essa entrevista muito interessante vale a pena assistir, procurem sempre profissionais qualificados para cuidar de vocês.saúde também é investimento.
Depois do Jeans - Dr. Paulo Gentil Programa Depois do Jeans no Canal da Gente. Entrevista com Paulo Gentil. Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília.
23/04/2013
Benefícios do exercício físico sobre a resistência a insulina
Publicado em seg, 18/02/2013 - 16:25
A obesidade é uma consequência da interação entre diversos fatores, dentre eles fatores genéticos, metabólicos e comportamentais (consumo calórico excessivo) e essa multicausalidade dificulta seu tratamento. Atualmente, o tratamento da obesidade baseia-se na terapia farmacológica, psicológica, nutricional, cirúrgica e prática de exercícios físicos (BODEN, 2011). Está claramente estabelecida na literatura a relação entre a prática de exercícios e qualidade de vida sendo que o sedentarismo contribui para o desenvolvimento de diversos quadros que são comuns nos dias de hoje como, por exemplo, a resistência à insulina. O objetivo do exercício físico é recuperar a saúde, garantindo ao indivíduo a melhora da qualidade de vida por meio da perda gradativa de peso e reversão das alterações metabólicas e hormonais (HAYASHI et al., 1997; FALLON et al., 2001) sendo que diversas pesquisas vêm apontando seu efeito anti-inflamatório (SUDI et al., 2001; KARACABEY, 2005). Diante disso, a prática de atividade física é considerada um importante fator de tratamento e prevenção da resistência a insulina e consequentemente do diabetes mellitus tipo 2. As primeiras evidências do efeito favorável do processo de contração muscular na captação da glicose surgiram em 1887, quando Chauveau e Kaufman (1887) relataram a redução dos níveis de glicose proveniente da musculatura de masseter de cavalos durante a mastigação. Em 1924, foi demonstrado por Burn e Dale que a insulina tem o mesmo efeito do exercício na indução de captação de glicose pelos músculos. Estes estudos originaram uma série de investigações com o objetivo de esclarecer a possível interação entre a ação da insulina e exercício na regulação da homeostase de glicose. Em 1970, Bjorntorp e colaboradores demonstraram que mulheres com hiperinsulinemia associada à obesidade apresentaram diminuição dos níveis de insulina no plasma após 6 semanas de exercícios físicos. Tais descobertas sugeriram que o exercício regular aumenta a sensibilidade à insulina no músculo e em outros tecidos, dados que foram confirmados uma década depois por Mondon et al., 1980.
O papel anti-inflamatório do exercício físico tem sido amplamente relatado, com foco nas significativas alterações moleculares, onde diversos estudos mostraram que exercícios físicos aeróbicos melhoram a sensibilidade à insulina, aumentando a fosforilação de moléculas conhecidas como IRS-1 e IRS-2 (substratos do receptor da insulina 1/2) bem como a associação dessas proteínas com a PI3K, elevando os efeitos fisiológicos finais da insulina (PAULI et al., 2008; SCHENK E HOROWITZ, 2007; TERAN-GARCIA et al., 2005; LUCIANO et al., 2002; BACKER et al., 1992). Outros estudos recentes examinaram os efeitos do exercício sobre a sinalização inflamatória e relataram que o exercício suprime a produção da citocina TNF-α em camundongos (KELLER et al., 2004; STENSBERG et al., 2003). O TNF-α além de promover a ativação da via pró-infamatória IKK/IκB/NF-κB, aumenta a liberação de ácidos graxos livres pelos adipócitos, inibe a síntese de adiponectina e ainda aumenta a fosforilação em serina de moléculas importantes da via da insulina, levando a uma menor captação de glicose aumentando consequentemente a gliconeogênese promovendo a resistência ao hormônio insulina (BARBEAU et al., 2002). Portanto motivos não faltam para a prática de exercícios físicos regulares, além de promover a perda de peso como citado anteriormente, previne o surgimento da resistência à insulina diminuindo o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2. Mas não se esqueça, antes de iniciar qualquer atividade física consulte um educador físico.
Referências:
BACKER, J.M. et al. Phosphatidylinositol 3'-kinase is activated by association with IRS-1 during insulin stimulation. EMBO J, v. 11, n.9, p. 3469-3479, 1992.
BARBEAU, P. et al. Hemostatic and inflammatory markers in obese youths: effects of exercise and adiposity. Journal of Pediatrician, v. 141, n.3, p. 415-20, 2002.
BODEN, G. Obesity, insulin resistance and free fatty acids. Current Opinion in Endocrinology, Diabetes and Obesity, v.18, n. 2, p. 139-143, 2011.
BJORNTORP, P. et al. The effect of physical training on insulin production in obesity. Metabolism, v. 19, n.18, p. 631-638, 1970.
BURN, JH; DALE, H. On the location of action of insulin. Journal of Physiology, v. 59, n. 2-3, p.164-192, 1924.
CHAUVEAU, A.; KAUFMANN, M. Expériences pour la determination du coefficient de l'activité nutritive et respiratoire des muscles en respos et en travail. Comptes Rendus Hebdomadaires des Seances de l'Academie des
Sciences., v.104, n.1, p.1126-1132, 1887.
FALLON, K.E; FALLON, S.K; BOSTON, T. The acute phase response and exercise: court and field sports. British Journal of Sports Medicine, v.35, n.3, p. 170- 173, 2001.
HAYASHI, T.; WOJTASZEWSKI, J. F.; GOODYEAR, L. J. Exercise regulation of glucose transport in skeletal muscle. American Journal of Physiology, v.273, n.6 P 1, p.1039-1051, 1997.
KARACABEY, K. Effect of regular exercise on health and disease. Neuroendocrinology Letters, v. 26, n.5, p. 617-623, 2005.
LUCIANO, E. et al. Endurance training improves responsiveness to insulin and modulates insulin signal transduction through the phosphatidylinositol 3 kinase/Akt-1 pathway. European Journal of Endocrinology, v.147, n.1, p.149-157, 2002
MONDON, C. E.; DOLKAS, C. B.; REAVEN, G. M. Site of enhanced insulin sensitivity in exercise-trained rats at rest. American Journal of Physiology, v.239, n.3, p.E169-177, 1980.
PAULI, J.R. et al. Acute physical exercise reverses S-nitrosation of the insulin receptor, insulin receptor substrate 1 and protein kinase B/Akt in diet-induced obese Wistar rats. Journal of Physiology, v. 586, n.2, p. 659–671, 2008.
SCHENK, S.; HOROWITZ, J.F. Acute exercise increases triglyceride synthesis in skeletal muscle and prevents fatty acid-induced insulin resistance. Journal of Clinical Investigations, v.117, n.6, p.1690-1968, 2007.
SUDI, K.M. et al. Effects of weight loss on leptin, s*x hormones, and measures of adiposity in obese children. Endocrine, v.14, n.3, p. 429-435, 2001
TERAN-GARCIA, M. et al. Endurance training-induced changes in insulin sensitivity and gene expression. American Journal of Physiology. Endocrinology and Metabolism, v.288, n.6, p.E1168-78, 2005.
Depois da amamentação, a dieta pode ficar mais magra, mas ainda assim é importante manter os mesmos nutrientes para que o corpo não sinta o baque e adoeça. Ainda não dá para fazer uma dieta de 1200 calorias: o ideal para quem quer perder peso é seguir um cardápio com cerca de 1500 calorias por pelo menos três meses após o desmame. Seja compreensiva com o seu organismo e lembre-se de que ele sofreu grandes transformações durante a gestação. Não espere recuperar as curvas em menos de seis meses – mesmo porque, internamente, seu organismo vai levar cerca de um ano para voltar ao que era antes. A seguir, confira os cardápios propostos pela nutricionista Gabriella Guerrero Pereira – para a mãe que está amamentando e para quem já parou de amamentar.
ola*pessoal a pagina estava parada por falta de tempo.leiam galera e curtam as publicações para que eu possar ter uma visibilidade maior de quem esta lendo realmente.obrigado a todos .
A palavra overtraining designa excesso de treinamento. Desconhecida pela totalidade das pessoas, pode-se dizer que as formas leves de overtraining são apenas falta de vontade de fazer o exercício ou mesmo "preguiça" de realizar sua planilha diariamente. Porém, estes são apenas alguns dos sintomas deste problema. Este mês, vamos explicar os mecanismos que nosso corpo coloca em ação, para "boicotar" a vontade de realizar exercícios. Ao contrário do que se pensa, que apenas atletas profissionais e amadores fanáticos apresentam overtraining, todas as pessoas que seguem uma rotina de atividades físicas passam por situações em que querem fazer tudo, mas tudo mesmo, menos uma simples caminhada de 30 minutos.
Quem de nós já não "matou" um ou mais dias de exercícios? Todos, eu acredito. Por que às vezes temos grandes dificuldades de colocar o tênis e dar uma corridinha? Acontece que ao realizarmos treinos diários, após algumas semanas uma parte do nosso corpo começa a elaborar um requintado e sofisticado plano para nos boicotar. Sim, algo dentro de nós quer, de qualquer forma, fazer com que paremos de nos exercitar diariamente. Para nosso corpo é um absurdo fazermos uma corrida de 60 minutos e depois voltarmos para o mesmo lugar de partida.
Nos dias de hoje, virou moda correr maratonas. Um atleta amador, se bem preparado, após dois anos, corre em torno de 42 km em 4... 5 horas. Alguns de nossos melhores atletas profissionais correm uma maratona em 2 horas e 10 minutos. Após a maratona, eles descansam por um mês. Depois começa um novo período de base e preparação para outra prova seis a oito meses depois. Eles têm inúmeros períodos e ciclos de preparação e competição. Ficam em excelente forma física somente por duas semanas, duas vezes por ano, em média. Eles sofrem muito para serem tão bons!
Um atleta amador que queira correr duas maratonas por ano, em cinco anos possivelmente terá que abandonar a modalidade. Não há joelho que aguente quatro horas de corrida por cinco ou dez anos. Hérnias de disco lombares são muito comuns nestes casos. Meniscos e joelhos devem ser conservados. Nós mesmos, como atletas amadores, na verdade, queremos estar em excelente forma física o ano inteiro. Acreditamos, equivocadamente, que fazer uma pausa no domingo é suficiente para o corpo "descansar". Na verdade, o nosso organismo percebe alguns de nossos comportamentos artificiais, como correr longas distâncias, nadar por horas, pedalar quilômetros e voltar ao mesmo lugar de origem. Ele percebe que não "caçamos nada", não fomos "namorar" e nem comida ele "ganhou" durante o exercício. Ou seja, não foi recompensado por seu esforço. Daí surgem as primeiras manifestações do overtraining. A forma mais comum é uma sensação persistente que adquirimos de não querermos nos exercitar, mas ele também pode manifestar sintomas como perda de apetite, peso, insônia, irritação, ansiedade, depressão, agressividade e pequenas lesões.
Conclusão: Todos, sejam atletas, amadores ou profissionais, que ultrapassarem 2 horas de exercícios antinaturais, apresentarão quadro permanente de overtrainings, leves ou não, e estarão mais sujeitos à lesões musculares.
DICAS PARA CORRER DO OVERTRAINING
Não pratique corridas mais de três vezes por semana. Aconselho duas corridinhas de 20 a 25 minutos e uma apenas de 40 a 45 minutos, em dias alternados. Nosso corpo não suporta treinos de velocidade durante muito tempo.
Pratique três tipos de atividades físicas diferentes, intercalando-as. Natação, musculação, dança, judô, corrida, caminhada, futebol, vôlei, peteca, esteira, capoeira e basquete são esportes maravilhosos e que podem ser bem executados de forma criteriosa.
Não seguir a moda de correr a São Silvestre. Geralmente, depois dela vem a meia-maratona e por fim a maratona. Se insistir, é provável que tenha vários overtrainings e inúmeras lesões.
Após a corrida, alimente-se bem. Não faça a loucura de submeter seu corpo a duas horas de exercícios e depois jejum para perder peso rapidamente. Caso faça isto repetidas vezes, seu organismo irá impedi-lo de praticar seus exercícios.
Faça "ilhas" de dez dias sem fazer exercícios, três a quatro vezes por ano. Isso lhe dará muita força e disposição para recomeçar. São as nossas "férias" dos exercícios.
Tenha um descanso semanal no mínimo.
Uma vez por mês, fique dois a três dias sem fazer exercícios. Faça uma extravagância, procure fazer o que você gosta, além de praticar exercício, é claro. Vá ao shopping ou ao seu restaurante preferido e coma o que tiver vontade, sem preocupação.
Não faça duas sessões pesadas de ginástica no mesmo dia. A regra é: uma sessão pesada, descanso de 2 ou 3 horas e uma sessão leve de manutenção. Sempre se alimente depois. Pães, macarrão e muito líquido para repor energias.
Bons treinos e até a próxima
Conheça melhor o pró hormonal da Cellucor, chamado de P6 Black! Entenda sua composição e saiba se o seu uso é válido.
Como se já não fosse suficiente, mais um produto na categoria dos amados e, ao mesmo tempo odiados pró hormonais foi lançado pela Cellucor. Falo do P6 Black, um PH bastante desconhecido ainda, mas, que promete inúmeros (e em números) ganhos musculares em pouco tempo, o fazendo um produto que, aparentemente gerará bastante procura por quem gosta dessa categoria de ergogênicos, mas, que não parece encher os olhos dos já resistentes a esse tipo de substância.
p6 black pro hormonal P6 Black: O que é, composição, efeitos colaterais, como usar
P6 Black é um pró hormonal que, assim como os outros tem a primeira e principal ideia do incremento de testosterona no corpo, o famoso hormônio anabólico. Criado com compostos raros e bastante androgênicos, ele diz aumentar a testosterona a ponto de fazer com que haja um crescimento muscular significativo em um curto espaço de tempo, fazendo-o um “anabolizante dos sonhos”.
Esse mecanismo de aumento da testosterona dá-se devido a conversão de alguns de seus compostos que serão descritos a seguir, além da capacidade de bloqueio da conversão de estrógeno e DHT, aumento dos níveis de fatores de crescimento (IGF-1), bloqueio da SHBG (que tem como função a inativação da testosterona livre que não é utilizada e modulação da secreção androgênica de alguns tecidos) e o aumento nos níveis de HCG.
Mas, o que faz com que esse produto se apresente tão anabólico assim? Seus ingredientes selecionadamente combinados a seguir é a resposta mais correta. Portanto, vamos conhecer a composição do P6 Black:
Androsta-1-ene-3b-ol, 17b-one: Enzimas como a 17b-hidroxiesteróide-desidrogenase e 3b-hidroxiesteróide ato desidrogenase agem sobre essa substância, fazendo com que hajam maiores níveis de 1-testosterona (700% mais anabólico do que a própria testosterona) no corpo, um dos antecedentes a testosterona, propriamente dita. Além disso, ela não aromatiza, pois, é inibidor competitivo da enzima aromatase. Este, certamente é o composto mais anabólico presente neste PH.
19-norandrosta-4,9-diene-3,17-dione: Podendo durar cerca de 6h no corpo e não se convertendo em DHT, a conversão que acontece da 19-narandrosta-4.9-diene-3,17-dione para 19-nor também acontece com a nandrolona e a trenbolona, para se imaginar o poder da substância. Este composto pode chegar a ser 500% mais anabólico do que a testosterona e possui a capacidade de aumentar a síntese de GH, a ressíntese de glicogênio, a retensão de nitrogênio (simbolizando síntese proteica), e aumentar as atividades de receptores androgênicos.
Androsta-1,4-diene-3,17-dione: A enzima 17b-hydroxysteroid é responsável por simular este composto em boldenona, um dos esteroides mais conhecidos quando o assunto é ganho muscular sem retensão hídrica e com ótima qualidade e densidade também. Além disso, a boldenona está associada no aumento da eritropoese (produção de maiores células vermelhas sanguíneas). Ele minimamente será convertido em DHT (apesar da conversão, mesmo que pequena, existir), fazendo com que seus efeitos colaterais sejam mínimos.
Hyper-Androgen Transport System and Overview: Por fim ainda, temos este blend que garante o transporte dessas substâncias de origem lipofílicas (através de MCTs) e fazendo com que a absorção linfática seja maior. A N-acetil-L-Cisteína e a Andrographis que asseguram a saúde do fígado e protegem algumas enzimas tais quais a 3b e 17b. O glicósido triterpeno do Cohosh preto ajuda também na proteção desses hormônios, fazendo com que eles não sejam previamente destruídos pelo fígado antes mesmo de sua utilização.
E quais são os efeitos colaterais do P6 Black da Cellucor?
Bom, assim como o produto, seus efeitos também são totalmente desconhecidos. Além de seus compostos terem poucos estudos, os relatos de uso também são minimos, já que seu uso ainda é bem restrito devido ao seu desconhecimento. Porém podemos citar aqui os efeitos colaterais mais comuns e presentes em quais todos os pró hormonais conhecidos:
- Diminuição ou perda do apetite s*xual;
– Estresse no fígado;
– Perda de cabelo;
– Pressão alta;
– Estresse nos rins;
– Agressividade;
– Dores de cabeça;
– Dores e queimação no estômago;
- Parar o crescimento.
O que pensar de um produto assim?
Como toda substância que tenha alguma característica hormonal e, característica e especificamente um perfil que possa ser considerado anabólico, ela pode oferecer algum tipo de risco ao organismo como um todo. Assim, em primeiro lugar, temos de dar prioridade à saúde, neste caso, a primeira coisa a se pensar é sobre o grau de segurança da utilização desse produto com estes ingredientes específicos demais, pouco conhecidos e tampouco estudados e que necessitariam de melhores análises para definirmos o grau de periculosidade, afinal, a empresa mostra o produto como relativamente seguro, mas, rótulo é rotulo, realidade é realidade.
Em segundo lugar, quando investimos em alguma coisa, normalmente esperamos algum tipo de retorno, não é mesmo? Se investimos em um carro, esperamos que ele ande, que ele possa dar o mínimo de problemas possíveis (ou se possível nenhum), esperamos que ele tenha o mínimo de potência para atender nossas necessidades e assim por diante. Por conseguinte, ao investir em algum produto dessa natureza, esperamos que, no mínimo ele chegue perto de nossas expectativas e, claro, propostas que a própria marca seleciona em seu rótulo.
Particularmente, acho que dentro do corpo humano, é muito mais fácil combinarmos coisas que possam destruir algo do que de fato construir. Por exemplo, se simplesmente não comermos adequadamente e estimularmos a musculatura, perderemos parte de nossa massa muscular. Entretanto, e para construir massa muscular? É necessário um treino específico, alimentação e, claro, descansos coerentes, envolvendo um processo muito complexo e demorado, que levará talvez um longo período de tempo. Analogicamente, acredito que uma substância dessa natureza pode sim possuir tantos ou mais efeitos do que um fármaco, propriamente dito, mas, por suas condições químicas, talvez não apresente o mesmo grau de “benefícios” (quando falo de benefícios, me refiro ao ganho muscular) do que os próprios.
Por fim, não acho que essa seja a nova revolução no mercado de suplementos alimentares, assim como, na verdade, nenhum suplemento nunca será, visto que, os que possuem efetividade, trabalharão dentro de sua fundamentação (por exemplo, a beta-alanina no equilíbrio ácido-base, a maltodextrina como carboidrato repositor de energia e assim por diante), um, complementando o outro ou, simplesmente estando em outra categoria.
Assim como os inúmeros PHs que passaram, estão e passarão pelo mercado de suplemento, o P6 Black me parece só mais um jogo de marketing na indústria para enganar alguns leigos (e leigos esses que, infelizmente e normalmente ainda são jovens e adolescentes, o que agrava ainda mais a situação) e fazê-los enriquecer o donos de laboratórios.
Portanto, minha sugestão é para que tomem cuidado ao pensar em usar quaisquer tipos de PHs. Lembre-se que saúde não tem preço.
Bons treinos!
Artigo escrito por Marcelo Sendon ()
Distrofias musculares
Distrofias musculares constituem um grupo de mais de 30 doenças genéticas, muitas delas ligadas ao cromossomo X, que afetam primariamente os músculos e provocam sua degeneração progressiva.
A alteração em certos genes é responsável pela falta ou baixa produção de proteínas essenciais para o desenvolvimento da musculatura. As mulheres são portadoras assintomáticas, mas os homens manifestam a doença que pode ocorrer por herança genética recessiva, por mutação nova e espontânea do gene, ou por um erro genético durante a formação da criança.
Tipos
Distrofia muscular de Duchenne e distrofia muscular de Becker são os tipos mais conhecidos e frequentes das distrofias musculares, mas existem outros classificados de acordo com a produção anormal de determinadas proteínas musculares.
Existem formas leves de distrofia muscular de evolução lenta que só se manifestam na vida adulta. Um exemplo é a distrofia fácio-escápulo-umeral que afeta os músculos da face e da cintura escapular, região do organismo relacionada com o funcionamento e a mobilidade do membro superior.
Sintomas
O quadro clínico é extremamente variável. A mutação de um gene que determina a ausência de determinada proteína pode gerar uma doença mais leve ou mais grave. Entre os sintomas principais destacam-se:
* Atrofia e fraqueza muscular progressiva;
* Retardo e comprometimento da ambulação;
* Déficit muscular progressivo e generalizado;
* Comprometimento da musculatura respiratória e cardíaca.
Diagnóstico
O exame de sangue para análise do DNA e a biópsia do músculo são de extrema importância para estabelecer o tipo de distrofia muscular.
Tratamento
O uso de corticoides (prednisona e deflazocort) revigora um pouco a força muscular e a função respiratória. A esperança, porém, está na terapia genética, talvez a única forma de tratamento possível e eficaz para cura dessas doenças que, nas formas graves e nas formas congênitas, impedem que a criança viva por muito tempo.
Recomendações
* O objetivo das pesquisas com células-tronco é poder tratar de doenças como as distrofias musculares, que levam à degeneração progressiva dos músculos, por falta de uma proteína específica. Por enquanto, elas são incuráveis;
* Manter criteriosamente o tratamento prescrito pelos médicos e as sessões de fisioterapia são formas de controlar um pouco a evolução dessas enfermidades;
* Não perca a esperança. Talvez mais cedo do que se prevê, as pesquisas indiquem o caminho que tornará possível recompor a integridade do músculo.(DR.DRAUZIO VARELLA)
Entenda melhor como funciona a hipertrofia cardíaca, mais conhecida como coração de atleta.
Como praticamente qualquer estrutura do corpo humano, o sistema cardiovascular, possui a capacidade de modificar-se de acordo com estímulos que lhe é dado e/ou por alguma razão que o faça ter de adaptar-se a uma nova condição, seja ela metabólica ou não para manter as suas funções normais ou otimizá-las (em alguns casos, diminuí-las também, o que não necessariamente é algo benéfico). Assim, seguindo os conceitos básicos da teoria evolutiva do homem, percebemos diferentes modificações em diferentes indivíduos das mais diferentes formas.
O sistema cardiovascular é um dos sistemas de maior extensão no corpo humano, visto que, através dele, é possível distribuir nutrientes pelo corpo inteiro, além de assegurar inúmeras outras funções, como a regulação ou a manutenção da pressão arterial (que resultará não só no bombeamento sanguíneo em maior quantidade e/ou velocidade, mas, na capacidade de absorção, filtragem, excreção, entre outros de compostos diversos), auxílio na regulação da temperatura corpórea, entre outras tantas. Assim, indispensavelmente, esse é um sistema que, na maioria das situações está trabalhando de maneira involuntária e ininterrupta, garantindo suas funções.Como um forte e eficaz estímulo sistemático, o exercício físico é um dos estímulos capazes de fazer com que estruturas possam sofrer adaptações. A verdade é que, apesar dos benefícios inúmeros que apresente o exercício físico, o mesmo é muitas vezes entendido pelo corpo como uma agressão ou uma situação desconfortável a qual serão necessárias essas tais adaptações para que, em uma próxima realização ou submissão aquele estímulo, torne-se mais fácil prosseguir por ele. E foi em 1989 que Henschen observou pela primeira vez uma dessas modificações no sistema cardiovascular: A hipertrofia e a dilatação dos vasos sanguíneos em corações de indivíduos praticantes de atividades físicas em intensidade razoavelmente alta.
As adaptações cardiovasculares através do exercício físico são caracterizadas de basicamente duas formas diferentes as quais recebem enfoques perante ao estímulo de exercícios de forma ou exercícios de resistência. Ainda, esportes que possam vir a combinar força, mas também, resistência, causam novos tipos de adaptação.
No exercício de resistência, percebe-se um maior consumo de oxigênio, enquanto, no caso do exercício de força, a maior modificação que se pode observar é a do aumento do ventrículo esquerdo, causado pela necessidade de maior pressão para distribuição sanguínea.
Durante os últimos 35 anos, através de exames clínicos, percebe-se que algumas, ou praticamente todas as modificações não são uniformes de pessoa para pessoa e normalmente, isso ocorre por fatores relacionados à genética e ao fenótipo individual, como o tamanho da massa corpórea do indivíduo, hábitos de vida, alimentação, níveis de estresse, entre outros. O treinamento pode induzir em aproximadamente 50% a remodelação cardíaca que confere um aumento em diferentes proporções nos átrios e ventrículos, fazendo que haja também diferentes alterações na pressão sanguínea tanto diastólica, quanto sistólica. Não só esse aumento nas cavidades cardíacas pode ser observada, mas, também, um aumento na massa cardíaca, sinalizando sinais de hipertrofia e, em algumas especulações hiperplasia.
A verdade é que a maioria dos esportes, procura combinar a força com a capacidade cardiorrespiratória de endurance, pela conveniência que há, causando odificações cardíacas médias com as características já citadas. Entretanto, parece-nos um tanto quanto óbvio que algumas modalidades tendem a requerer apenas um desses tipos, como, por exemplo o powerlifting, o qual não necessariamente faz-se necessário uma capacidade aeróbia grande, mas sim, uma capacidade anaeróbia grande. Por conseguinte, a forma com que se treina faz com que sejam desenvolvidas modificações basicamente relacionadas com o aumento do ventrículo esquerdo, pela necessidade de uma pressão arterial elevada (normalmente obtida pela apnéia durante o movimento realizado). Sabe-se que isso é necessário pela tendência que o corpo tem de diminuir bruscamente a PA durante grandes esforços, como uma espécie de “forma de defesa”.
Já no caso de um maratonista, por exemplo, a força não é algo que precise estar no primeiro patamar de importância em seu corpo, mas sim, uma grane capacidade de captação de oxigênio e uma grande capacidade aeróbia.
Pelo alto grau de intensidade de treinamento de muitos atletas, sejam eles “mistos”, “de força” ou “de resistência”, algumas arritmias e outras doenças cardiovasculares podem ser observadas, principalmente quando falamos de indivíduos que praticam esportes competitivos desde a idade jovem (acontecendo, normalmente pela interação entre o desenvolvimento cardíaco normal da fase de desenvolvimento do indivíduo, associado a hipertrofia cardíaca frente ao exercício, por exemplo). Porém, na maioria desses casos estas, são inocentes e não causam sérios prejuízos, com raras exceções. Conclusão:
Sabe-se que o exercício físico possui inúmeros benefícios ao corpo humano, uma vez que, através das modificações que ele proporciona, conseguimos manipular algumas formas em que o mesmo pode refletir. Por conseguinte, se conseguirmos fazer com que essas modificações tornem-se convenientes, então estaremos abstraindo o máximo do que há de bom nele. Um desses benefícios, é a modificação cardíaca, causando uma melhora no sistema como um todo, visto a importância, as funções e também a extensão desse sistema.
Quando falamos do exercício competitivo, alguns fatores merecem certos cuidados, visto que este não pode ser equiparado apenas com saúde. Assim, pela sobrecarga que há de treinamento, essas modificações tornam-se muito mais evidentes e, acontecem em maiores níveis, fazendo com que alguns desses benefícios também sejam aliados a alguns malefícios, como, no caso do maior grau de modificações cardíacas, o que pode acabar por gerar alguns transtornos como arritmias e, em alguns casos extremos outras doenças, como as relacionadas a doenças corononarianas, que podem levar à morte.
Desta forma, para a maioria das pessoas, deve-se abstrair o máximo do exercício moderado e aproveitar todos os benefícios que ele pode nos proporcionar. Por isso, não deixe de praticar o seu esporte favorito e obtenha uma vida cada vez mais saudável e produtiva, com muito mais qualidade! Estar em dia com as visitas a um cardiologista, irá facilitar e muito em definir se as adaptações do seu coração de atleta são benignas ou malignas.
Bons treinos!
(Artigo escrito por Marcelo Sendon)
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