13/02/2017
A Musicoterapia e a Educação Musical utilizam a música e seus elementos e ambas têm como finalidade “o desenvolvimento bio-psicossocial do indivíduo” (TANGARIFE, 2008, p. 51).
Mas, você sabe qual a diferença entre Musicoterapia e Educação Musical?
A musicoterapia utiliza a música e seus elementos – melodia, ritmo e harmonia – para facilitar a comunicação, a relação, a aprendizagem e outras dimensões no tratamento de pessoas que apresentam problemas, tanto de ordem física quanto de ordem emocional ou mental.
Deve ser aplicada somente por um especialista em Musicoterapia, podendo realizar tratamentos de forma individual ou em grupo. O musicoterapeuta utiliza a música e seus elementos como facilitadores da expressão do mundo interno do paciente que podem mobilizá-lo, influenciando seu sistema mental, físico e psicológico (PIRES, 2016).
Portanto, o objetivo da Musicoterapia é terapêutico e tem como intuito alcançar resultados satisfatórios na promoção da saúde do indivíduo (GAINZA, 1988).
Já o objetivo específico da Educação Musical “é musicalizar, ou seja, tornar um indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical” (GAINZA, 1988, p. 101).
Nas diferenças entre essas áreas, pode-se acrescentar que na Musicoterapia não existe um programa específico e repertório como na Educação Musical. O musicoterapeuta desenvolve seus próprios materiais adequando-os de acordo com as necessidades dos pacientes (PIRES, 2016).
GAINZA, Violeta H. de. Estudos de psicopedagogia musical. Tradução de Beatriz A. Cannabrava. 2. ed. São Paulo: Summus, 1988. 140 p. (Coleção novas buscas em educação musical; v. 31).
TANGARIFE, Ana Sheila. Educação Musical, Educação Especial e Musicoterapia. In: COSTA, C. M. (Org.). Musicoterapia no Rio de Janeiro: novos rumos. Rio de Janeiro: Editora CBM, 2008. 288 p. cap. 3, p. 48-62.
PIRES, Thatiane Maria Correia Ramos. Livro digital: sugestões de atividades lúdico-musicais. Dissertação (Mestrado em Diversidade e Inclusão) – CMPDI -Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2016. 144 p.