Faculdade Pesquisa Ensino Gamaliel - FAPEG

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Seminário compromissado com arte do saber engajado com principios Biblico, ética e moral.

25/02/2026

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A Faculdade de Pesquisa e Ensino Gamaliel – FAPEG apresenta:

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27/01/2025

Igreja e o Código Civil Estudos Bíblicos - Teológicos
Igreja e Código Civil: Uma Relação Complexa
O que é uma Igreja?
Uma igreja, em seu sentido mais amplo, é uma comunidade de pessoas que se reúnem para praticar uma fé religiosa. Ela pode ser um edifício onde ocorrem cultos, um grupo de pessoas que compartilham crenças ou a instituição religiosa em si.
* Igreja como edifício:
* Igreja como comunidade:
* Igreja como instituição:
O Código Civil e as Igrejas
O Código Civil é um conjunto de leis que regulam as relações entre pessoas e bens. Ele estabelece normas para diversas áreas do direito, incluindo o direito de família, o direito das obrigações e o direito das coisas.
Como o Código Civil se relaciona com as igrejas?
* Pessoas jurídicas: As igrejas são consideradas pessoas jurídicas de direito privado, assim como empresas e associações. Isso signif**a que elas possuem direitos e deveres próprios, podem adquirir bens, celebrar contratos e responder por seus atos.
* Patrimônio: O Código Civil define as regras para a administração do patrimônio das igrejas, incluindo a doação de bens e a criação de fundações.
* Responsabilidade civil: As igrejas podem ser responsabilizadas civilmente por danos causados a terceiros, como em casos de acidentes ou abusos.
* Liberdade religiosa: O Código Civil, em conjunto com a Constituição, garante a liberdade religiosa, permitindo que as igrejas exerçam suas atividades de forma livre e independente.
Desafios da relação entre Igreja e Código Civil
* Autonomia religiosa: As igrejas buscam preservar sua autonomia para definir seus dogmas e práticas religiosas, enquanto o Estado, através do Código Civil, estabelece normas gerais que se aplicam a todas as instituições.
* Patrimônio histórico e cultural: Muitas igrejas possuem um grande valor histórico e cultural, o que exige uma atenção especial na preservação de seus bens.
* Responsabilidade social: As igrejas desempenham um importante papel social, oferecendo assistência a comunidades carentes. No entanto, essa atividade pode gerar conflitos com a legislação civil.
Em resumo
A relação entre igreja e Código Civil é complexa e envolve a busca por um equilíbrio entre a liberdade religiosa e a necessidade de garantir a ordem jurídica. O Código Civil fornece um marco legal para a organização e o funcionamento das igrejas, ao mesmo tempo em que reconhece sua importância para a sociedade.
Gostaria de saber mais sobre algum aspecto específico da relação entre igreja e Código Civil?
Possíveis tópicos para aprofundamento:
* A história da relação entre Igreja e Estado no Brasil
* Os desafios da aplicação do Código Civil a igrejas de diferentes denominações
* A importância da liberdade religiosa para a democracia
* O papel das igrejas na sociedade contemporânea
Observação: As informações apresentadas neste texto têm caráter geral e não substituem uma consulta a um advogado especialista em direito religioso.
Deseja que eu explore algum desses tópicos com mais detalhes? Faculdade Pesquisa Ensino Gamaliel - FAPEG Esquina da Teologia Pentecostal

03/12/2023

O NATAL NÃO TEM ORIGEM PAGÃ

Uma mentira muito difundida nessa época do ano é de que a festa do natal não é uma festa cristã, que seria uma resposta cristã a uma festa pagã de Roma e que o natal teria copiado vários elementos de outros ritos pagãos ao longo da história.
Contudo isso não é só uma mentira mas também um equívoco histórico imenso.

Vejamos, mas de onde surgiu essa ideia do natal ter uma origem pagã?

A ideia de que a data foi tirada dos pagãos remonta a dois estudiosos do final do século XVII e início do século XVIII. Paul Ernst Jablonski, um protestante alemão, desejava mostrar que a celebração do nascimento de Cristo em 25 de dezembro foi uma das muitas “paganizações” do cristianismo que a Igreja do século IV abraçou, como uma das muitas “degenerações” que transformaram o puro Cristianismo apostólico no Catolicismo. Dom Jean Hardouin, um monge beneditino, tentou mostrar que a Igreja Católica adotava as festas pagãs para fins cristãos sem paganizar o evangelho.

No calendário juliano, criado em 45 a.C. sob Júlio César, o solstício de inverno caía em 25 de dezembro e, portanto, parecia óbvio para Jablonski e Hardouin que o dia devia ter um signif**ado pagão antes de ter um signif**ado cristão. Mas, na verdade, a data não tinha signif**ado religioso no calendário festivo pagão romano antes da época de Aureliano, nem o culto ao sol desempenhou um papel proeminente em Roma antes dele.(1)

Contudo, por mais que vários historiadores ate de renome na história da igreja tenham repetido esse argumento, ele tem varias falhas.

Martin Wallraff na sua Habilitation on Somnenverehrung und Christentum in der Spätantike de 2001 (2) deixou claro que a evidência do culto do Sol Invictus em O dia 25 de dezembro também é mais problemático do que se supõe:

“Em particular, nada aponta para tradições arcaicas de adoração do sol. O primeiro testemunho seguro do natalis invicti data apenas de meados do século IV... Como resultado, a introdução da festa cristã já não pode ser representada unilateralmente como a reacção a uma festa pagã já existente. Em vez disso, estamos aparentemente lidando com aparições paralelas." (3)

Hans Förster vai ainda mais longe e supõe, tendo em conta o fraco testemunho do festival do sol no solstício de inverno, que "precisamente a falta desse tipo de celebração festival tão popular [parece] ter criado a possibilidade de ocupar esta data solar com uma festa cristã."(4)

Citando mais uma vez Förster:

"Se a festa de Natal tivesse sido introduzida de acordo com a um modelo "pagão", teria sido esperado o protesto, por exemplo, dos donatistas; na medida em que é surpreendente que se encontre muito pouca polêmica contra os 'feitos pagãos' da Grande Igreja, isso levanta a questão se o entusiasmo por esta conquista de integração do Cristianismo no século IV pode não resultar de uma falsa compreensão do acontecimento histórico. Justamente numa época em que grupos concorrentes lutavam para conseguir o perfil mais cristão possível, uma época em que havia pouca hesitação em difamar o oponente, é surpreendente que um movimento tão óbvio em direção à abertura do cristianismo em direção a uma religião decididamente pagã Para a sociedade, a introdução da festa do Natal não foi objeto de mismo ou discussão, enquanto essa mesma festa, mil anos depois, foi considerada tão estranha ao cristianismo que acabar com a festa foi considerado uma consequência lógica."(5)

Mais ainda, não há nenhum registro histórico para uma celebração do Natalis Sol Invictus em 25 de dezembro antes de 354 depois de Cristo. Dentro de um manuscrito iluminado do ano de 354 d.C, há uma entrada de 25 de dezembro de leitura "N INVICTI CM # # #." Aqui N signif**a “natividade”. Invicti signif**a “do Invicto”. CM signif**a “circenses missus” ou “jogos ordenados.” o # # # numeral romano é igual a trinta. Assim, a inscrição signif**a que trinta jogos foram encomendados para a natividade do Invicto para 25 de dezembro. Note-se que a palavra “sol” não está presente. Além disso, o mesmo codex também lista “Christus natus in Betleem Iudeae” no dia de 25 de dezembro. A frase é traduzida como “nascimento de Cristo em Belém da Judéia.”(6)

E para finalizar esse tópico e ter mais uma base para nosso artigo, podemos citar Andrew McGowan, reitor e presidente da Berkeley Divinity School em Yale:

"Não temos evidências de que os cristãos adotaram festivais pagãos no século III, época em que as datas para o Natal foram estabelecidas. Portanto, parece improvável que a data tenha sido selecionada simplesmente para corresponder aos festivais solares pagãos. Mais signif**ativamente, a primeira menção de uma data para o Natal (c. 200) e as primeiras celebrações que conhecemos (c. 250-300) ocorrem em um período em que os cristãos não emprestaram muito das tradições pagãs de caráter tão óbvio [mas] eram muito preocupados em se distanciarem das observâncias religiosas pagãs públicas mais amplas, como sacrifícios, jogos e festas. " (7)

Por isso, no nível histórico, tornou-se, improvável que a origem do Natal deve ser explicada como uma reação cristã à festa do nascimento do sol invencível.

Alguns ainda podem questionar que os Pais da igreja não comemoram o Natal em suas épocas, contudo, podemos averiguar que existem sim citações diretas ao natal mesmo antes da época da festa so sol invencível.

Hipolito de Roma, por volta de 202 d.C diz:

"O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (8)

Agostinho de Hipona também comenta sobre essa crença:

“É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.”(9)

Note a citação a data 25 de Dezembro. Existem diversas tentativas de calcular o dia exato do nascimento de Cristo. Alguns tentam partir do dia da morte de Jesus que foi numa Páscoa, ou apartir do nascimento de João Batista que seria 6 meses mais velho que Jesus.
Por volta de 200 dC, Tertuliano de Cartago relatou um cálculo apartir do dia 14 de Nisan (o dia da crucif**ação de acordo com o Evangelho de João ) no ano em que Jesus morreu c era equivalente a 25 de março no calendário romano (solar). 9 25 de março é, obviamente, nove meses antes de 25 de dezembro; mais tarde foi reconhecida como a Festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus . (10) Assim, acreditava-se que Jesus havia sido concebido e crucif**ado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de dezembro.

No entanto ainda f**a uma pergunta: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A verdade é que não podemos ter certeza absoluta. No entanto, a data real pode realmente derivar mais do judaísmo, da morte de Jesus na Páscoa.

Por fim, um outro argumento bem usado é de que a Biblia não manda comorar o Natal.
Entretanto, não é porque não existe mandamento que não devemos fazer. Pois círculo de oração, escola dominical, ministerios em geral, nem a Reforma Protestante estão na biblia. Então todas essas coisas são antibiblicas?
A Biblia não é apenas um livro de mandamentos mas também um livro de princípios.

Além de que o natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.
A celebração do nascimento de Jesus também é incentivada pelo Novo Testamento.
No dia do nascimento de Jesus uma milícia celestial entoa: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).
O coro angelical exultava de alegria pelo cumprimento das profecias messiânicas: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

Observem que o Diabo deseja, a todo custo, fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22). Em vez de apresentarem inúmeras razões para não celebrarmos o Natal de Cristo, falem da gloriosa encarnação do Verbo (1 Tm 3.16; Jo 1.14; Gl 4.4,5), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)!

Diante de tudo isso exposto, temos o verdadeiro signif**ado do Natal: o nascimento de Jesus. Exultemos pois tal qual o coro angelical. Celebremos, o nascimento de Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor.

Referências:

(1) The Origins of the Liturgical Year (The Liturgical Press), de Thomas J. Talley .

(2) Martin Wallraff, Christus verus sol. Sonnenverehrung und Christentum in der Spa¨tantike (Mu¨nster: Aschendorff, 2001) especially 174-95.

(3) Ibid pg. 194

(4) Hans Förster, ‘‘Zwischen Inkulturation, Integration und Isolation. DieChristen und ihre Liturgie im 4. Jahrhundert,’’ Heiliger Dienst 63 (2009) 26-42, esp. 35.

(5) Ibid. 33

(6) The Chronography of AD 354. Part 12: Commemorations of the Martyrs. MGH Chronica Minora I (1892), pp. 71-2.

(7) https://www.biblicalarchaeology.org/daily/people-cultures-in-the-bible/jesus-historical-jesus/how-december-25-became-christmas/; acesso em 6/10/23

(8) Comentário sobre Daniel 4, 23

(9) Sobre a Trindade Livro 4, Capítulo 5

(10) Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.O NATAL NÃO TEM ORIGEM PAGÃ

Uma mentira muito difundida nessa época do ano é de que a festa do natal não é uma festa cristã, que seria uma resposta cristã a uma festa pagã de Roma e que o natal teria copiado vários elementos de outros ritos pagãos ao longo da história.
Contudo isso não é só uma mentira mas também um equívoco histórico imenso.

Vejamos, mas de onde surgiu essa ideia do natal ter uma origem pagã?

A ideia de que a data foi tirada dos pagãos remonta a dois estudiosos do final do século XVII e início do século XVIII. Paul Ernst Jablonski, um protestante alemão, desejava mostrar que a celebração do nascimento de Cristo em 25 de dezembro foi uma das muitas “paganizações” do cristianismo que a Igreja do século IV abraçou, como uma das muitas “degenerações” que transformaram o puro Cristianismo apostólico no Catolicismo. Dom Jean Hardouin, um monge beneditino, tentou mostrar que a Igreja Católica adotava as festas pagãs para fins cristãos sem paganizar o evangelho.

No calendário juliano, criado em 45 a.C. sob Júlio César, o solstício de inverno caía em 25 de dezembro e, portanto, parecia óbvio para Jablonski e Hardouin que o dia devia ter um signif**ado pagão antes de ter um signif**ado cristão. Mas, na verdade, a data não tinha signif**ado religioso no calendário festivo pagão romano antes da época de Aureliano, nem o culto ao sol desempenhou um papel proeminente em Roma antes dele.(1)

Contudo, por mais que vários historiadores ate de renome na história da igreja tenham repetido esse argumento, ele tem varias falhas.

Martin Wallraff na sua Habilitation on Somnenverehrung und Christentum in der Spätantike de 2001 (2) deixou claro que a evidência do culto do Sol Invictus em O dia 25 de dezembro também é mais problemático do que se supõe:

“Em particular, nada aponta para tradições arcaicas de adoração do sol. O primeiro testemunho seguro do natalis invicti data apenas de meados do século IV... Como resultado, a introdução da festa cristã já não pode ser representada unilateralmente como a reacção a uma festa pagã já existente. Em vez disso, estamos aparentemente lidando com aparições paralelas." (3)

Hans Förster vai ainda mais longe e supõe, tendo em conta o fraco testemunho do festival do sol no solstício de inverno, que "precisamente a falta desse tipo de celebração festival tão popular [parece] ter criado a possibilidade de ocupar esta data solar com uma festa cristã."(4)

Citando mais uma vez Förster:

"Se a festa de Natal tivesse sido introduzida de acordo com a um modelo "pagão", teria sido esperado o protesto, por exemplo, dos donatistas; na medida em que é surpreendente que se encontre muito pouca polêmica contra os 'feitos pagãos' da Grande Igreja, isso levanta a questão se o entusiasmo por esta conquista de integração do Cristianismo no século IV pode não resultar de uma falsa compreensão do acontecimento histórico. Justamente numa época em que grupos concorrentes lutavam para conseguir o perfil mais cristão possível, uma época em que havia pouca hesitação em difamar o oponente, é surpreendente que um movimento tão óbvio em direção à abertura do cristianismo em direção a uma religião decididamente pagã Para a sociedade, a introdução da festa do Natal não foi objeto de mismo ou discussão, enquanto essa mesma festa, mil anos depois, foi considerada tão estranha ao cristianismo que acabar com a festa foi considerado uma consequência lógica."(5)

Mais ainda, não há nenhum registro histórico para uma celebração do Natalis Sol Invictus em 25 de dezembro antes de 354 depois de Cristo. Dentro de um manuscrito iluminado do ano de 354 d.C, há uma entrada de 25 de dezembro de leitura "N INVICTI CM # # #." Aqui N signif**a “natividade”. Invicti signif**a “do Invicto”. CM signif**a “circenses missus” ou “jogos ordenados.” o # # # numeral romano é igual a trinta. Assim, a inscrição signif**a que trinta jogos foram encomendados para a natividade do Invicto para 25 de dezembro. Note-se que a palavra “sol” não está presente. Além disso, o mesmo codex também lista “Christus natus in Betleem Iudeae” no dia de 25 de dezembro. A frase é traduzida como “nascimento de Cristo em Belém da Judéia.”(6)

E para finalizar esse tópico e ter mais uma base para nosso artigo, podemos citar Andrew McGowan, reitor e presidente da Berkeley Divinity School em Yale:

"Não temos evidências de que os cristãos adotaram festivais pagãos no século III, época em que as datas para o Natal foram estabelecidas. Portanto, parece improvável que a data tenha sido selecionada simplesmente para corresponder aos festivais solares pagãos. Mais signif**ativamente, a primeira menção de uma data para o Natal (c. 200) e as primeiras celebrações que conhecemos (c. 250-300) ocorrem em um período em que os cristãos não emprestaram muito das tradições pagãs de caráter tão óbvio [mas] eram muito preocupados em se distanciarem das observâncias religiosas pagãs públicas mais amplas, como sacrifícios, jogos e festas. " (7)

Por isso, no nível histórico, tornou-se, improvável que a origem do Natal deve ser explicada como uma reação cristã à festa do nascimento do sol invencível.

Alguns ainda podem questionar que os Pais da igreja não comemoram o Natal em suas épocas, contudo, podemos averiguar que existem sim citações diretas ao natal mesmo antes da época da festa so sol invencível.

Hipolito de Roma, por volta de 202 d.C diz:

"O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (8)

Agostinho de Hipona também comenta sobre essa crença:

“É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.”(9)

Note a citação a data 25 de Dezembro. Existem diversas tentativas de calcular o dia exato do nascimento de Cristo. Alguns tentam partir do dia da morte de Jesus que foi numa Páscoa, ou apartir do nascimento de João Batista que seria 6 meses mais velho que Jesus.
Por volta de 200 dC, Tertuliano de Cartago relatou um cálculo apartir do dia 14 de Nisan (o dia da crucif**ação de acordo com o Evangelho de João ) no ano em que Jesus morreu c era equivalente a 25 de março no calendário romano (solar). 9 25 de março é, obviamente, nove meses antes de 25 de dezembro; mais tarde foi reconhecida como a Festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus . (10) Assim, acreditava-se que Jesus havia sido concebido e crucif**ado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de dezembro.

No entanto ainda f**a uma pergunta: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A verdade é que não podemos ter certeza absoluta. No entanto, a data real pode realmente derivar mais do judaísmo, da morte de Jesus na Páscoa.

Por fim, um outro argumento bem usado é de que a Biblia não manda comorar o Natal.
Entretanto, não é porque não existe mandamento que não devemos fazer. Pois círculo de oração, escola dominical, ministerios em geral, nem a Reforma Protestante estão na biblia. Então todas essas coisas são antibiblicas?
A Biblia não é apenas um livro de mandamentos mas também um livro de princípios.

Além de que o natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.
A celebração do nascimento de Jesus também é incentivada pelo Novo Testamento.
No dia do nascimento de Jesus uma milícia celestial entoa: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).
O coro angelical exultava de alegria pelo cumprimento das profecias messiânicas: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

Observem que o Diabo deseja, a todo custo, fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22). Em vez de apresentarem inúmeras razões para não celebrarmos o Natal de Cristo, falem da gloriosa encarnação do Verbo (1 Tm 3.16; Jo 1.14; Gl 4.4,5), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)!

Diante de tudo isso exposto, temos o verdadeiro signif**ado do Natal: o nascimento de Jesus. Exultemos pois tal qual o coro angelical. Celebremos, o nascimento de Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor.

Referências:

(1) The Origins of the Liturgical Year (The Liturgical Press), de Thomas J. Talley .

(2) Martin Wallraff, Christus verus sol. Sonnenverehrung und Christentum in der Spa¨tantike (Mu¨nster: Aschendorff, 2001) especially 174-95.

(3) Ibid pg. 194

(4) Hans Förster, ‘‘Zwischen Inkulturation, Integration und Isolation. DieChristen und ihre Liturgie im 4. Jahrhundert,’’ Heiliger Dienst 63 (2009) 26-42, esp. 35.

(5) Ibid. 33

(6) The Chronography of AD 354. Part 12: Commemorations of the Martyrs. MGH Chronica Minora I (1892), pp. 71-2.

(7) https://www.biblicalarchaeology.org/daily/people-cultures-in-the-bible/jesus-historical-jesus/how-december-25-became-christmas/; acesso em 6/10/23

(8) Comentário sobre Daniel 4, 23

(9) Sobre a Trindade Livro 4, Capítulo 5

(10) Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.

03/12/2023

A imagem retrata Cronos, o deus do tempo, cortando as asas de Cupido, o deus do amor.

Alguns interpretam que o Amor vence tudo, mas o Tempo vence o amor

Outros acreditam que Cronos corta as asas para que ele ponha os pés no chão, sendo uma metáfora do uso da razão. Ele não derrota o amor, mas torna um amor realista, um amor que tem asas, mas não perde o chão.

05/09/2023

Você sabe o que é um Eunuco ?

Eunucos eram homens castrados, que tinham o p***s e os testículos (ou apenas os testículos) decepados. As primeiras menções aos eunucos são do Império Assírio, que ocupou parte do Iraque e da Turquia do século XIV a.C. até o século VI a.C. Alguns eunucos viravam altos funcionários imperiais pois acreditava-se que eles eram menos corruptos porque não tinham descendentes para deixar heranças.

Em sua origem grega, o termo eunoukhos pode ser traduzido como “guardião da cama”. No Oriente Médio e na China, foram usados como guardas ou serviçais dos haréns onde f**avam as esposas e concubinas reais. Muitos passavam a esta condição por serem vencidos de guerra, outros eram de famílias reais ofertados para essa posição como forma de aliança política e,na China, era comum homens pobres submeterem-se voluntariamente à castração pra arranjar uma boquinha nos palácios da nobreza. Na Grécia antiga, a prática era usada como pena para impedir a reincidência em casos de estupro ou adultério. A castração era um processo de muita dor e que muitas vezes levava o homem à morte devido a infecções.

Esta prática sobreviveu até meados do século XX e há relatos de ter existido em várias partes do mundo como Império Persa, Otomano, Romano, China, Itália medieval dentre outros.

Photos from Faculdade Pesquisa Ensino Gamaliel - FAPEG's post 22/03/2023

Um pouco do nosso 1° Encontro em Teologia com Professor Luis Roldan noite Memorável !

*Dupla Predestinação
*Origem do Pecado
*Eleição
*Apostasia

Nosso 2° encontro já está marcado será em outubro tema Reforma Protestante aguardamos vocês

04/03/2023

"'Há muito minha alma está em peregrinação' (Sl 119.54). Entenda, portanto, o que sejam as peregrinações da alma, especialmente quando ela lamenta com gemidos e sofrimentos que a peregrinação seja tão longa. Entendemos essas jornadas somente de forma obtusa e obscuramente, enquanto perdura nossa peregrinação. Mas quando a alma retorna para seu descanso, ou seja, para o lar do paraíso, ela será realmente ensinada e entenderá mais verdadeiramente o signif**ado do que foi essa peregrinação".

(Orígenes de Alexandria, Homilia XXVII sobre Números, seção 4)

04/03/2023

Marca na sua agenda dia 21 de marco 1° encontro Teológico com Professor Luis Roldan, Pastor, Escritor, Teólogo e colunista.

Falando sobre Teologia, autor de mais de 5 livros vai contribuir para o aprendizado dos alunos da Faculdade Pesquisa Ensino Gamaliel - FAPEG
Estudos Bíblicos - Teológicos

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