03/12/2023
O NATAL NÃO TEM ORIGEM PAGÃ
Uma mentira muito difundida nessa época do ano é de que a festa do natal não é uma festa cristã, que seria uma resposta cristã a uma festa pagã de Roma e que o natal teria copiado vários elementos de outros ritos pagãos ao longo da história.
Contudo isso não é só uma mentira mas também um equívoco histórico imenso.
Vejamos, mas de onde surgiu essa ideia do natal ter uma origem pagã?
A ideia de que a data foi tirada dos pagãos remonta a dois estudiosos do final do século XVII e início do século XVIII. Paul Ernst Jablonski, um protestante alemão, desejava mostrar que a celebração do nascimento de Cristo em 25 de dezembro foi uma das muitas “paganizações” do cristianismo que a Igreja do século IV abraçou, como uma das muitas “degenerações” que transformaram o puro Cristianismo apostólico no Catolicismo. Dom Jean Hardouin, um monge beneditino, tentou mostrar que a Igreja Católica adotava as festas pagãs para fins cristãos sem paganizar o evangelho.
No calendário juliano, criado em 45 a.C. sob Júlio César, o solstício de inverno caía em 25 de dezembro e, portanto, parecia óbvio para Jablonski e Hardouin que o dia devia ter um signif**ado pagão antes de ter um signif**ado cristão. Mas, na verdade, a data não tinha signif**ado religioso no calendário festivo pagão romano antes da época de Aureliano, nem o culto ao sol desempenhou um papel proeminente em Roma antes dele.(1)
Contudo, por mais que vários historiadores ate de renome na história da igreja tenham repetido esse argumento, ele tem varias falhas.
Martin Wallraff na sua Habilitation on Somnenverehrung und Christentum in der Spätantike de 2001 (2) deixou claro que a evidência do culto do Sol Invictus em O dia 25 de dezembro também é mais problemático do que se supõe:
“Em particular, nada aponta para tradições arcaicas de adoração do sol. O primeiro testemunho seguro do natalis invicti data apenas de meados do século IV... Como resultado, a introdução da festa cristã já não pode ser representada unilateralmente como a reacção a uma festa pagã já existente. Em vez disso, estamos aparentemente lidando com aparições paralelas." (3)
Hans Förster vai ainda mais longe e supõe, tendo em conta o fraco testemunho do festival do sol no solstício de inverno, que "precisamente a falta desse tipo de celebração festival tão popular [parece] ter criado a possibilidade de ocupar esta data solar com uma festa cristã."(4)
Citando mais uma vez Förster:
"Se a festa de Natal tivesse sido introduzida de acordo com a um modelo "pagão", teria sido esperado o protesto, por exemplo, dos donatistas; na medida em que é surpreendente que se encontre muito pouca polêmica contra os 'feitos pagãos' da Grande Igreja, isso levanta a questão se o entusiasmo por esta conquista de integração do Cristianismo no século IV pode não resultar de uma falsa compreensão do acontecimento histórico. Justamente numa época em que grupos concorrentes lutavam para conseguir o perfil mais cristão possível, uma época em que havia pouca hesitação em difamar o oponente, é surpreendente que um movimento tão óbvio em direção à abertura do cristianismo em direção a uma religião decididamente pagã Para a sociedade, a introdução da festa do Natal não foi objeto de mismo ou discussão, enquanto essa mesma festa, mil anos depois, foi considerada tão estranha ao cristianismo que acabar com a festa foi considerado uma consequência lógica."(5)
Mais ainda, não há nenhum registro histórico para uma celebração do Natalis Sol Invictus em 25 de dezembro antes de 354 depois de Cristo. Dentro de um manuscrito iluminado do ano de 354 d.C, há uma entrada de 25 de dezembro de leitura "N INVICTI CM # # #." Aqui N signif**a “natividade”. Invicti signif**a “do Invicto”. CM signif**a “circenses missus” ou “jogos ordenados.” o # # # numeral romano é igual a trinta. Assim, a inscrição signif**a que trinta jogos foram encomendados para a natividade do Invicto para 25 de dezembro. Note-se que a palavra “sol” não está presente. Além disso, o mesmo codex também lista “Christus natus in Betleem Iudeae” no dia de 25 de dezembro. A frase é traduzida como “nascimento de Cristo em Belém da Judéia.”(6)
E para finalizar esse tópico e ter mais uma base para nosso artigo, podemos citar Andrew McGowan, reitor e presidente da Berkeley Divinity School em Yale:
"Não temos evidências de que os cristãos adotaram festivais pagãos no século III, época em que as datas para o Natal foram estabelecidas. Portanto, parece improvável que a data tenha sido selecionada simplesmente para corresponder aos festivais solares pagãos. Mais signif**ativamente, a primeira menção de uma data para o Natal (c. 200) e as primeiras celebrações que conhecemos (c. 250-300) ocorrem em um período em que os cristãos não emprestaram muito das tradições pagãs de caráter tão óbvio [mas] eram muito preocupados em se distanciarem das observâncias religiosas pagãs públicas mais amplas, como sacrifícios, jogos e festas. " (7)
Por isso, no nível histórico, tornou-se, improvável que a origem do Natal deve ser explicada como uma reação cristã à festa do nascimento do sol invencível.
Alguns ainda podem questionar que os Pais da igreja não comemoram o Natal em suas épocas, contudo, podemos averiguar que existem sim citações diretas ao natal mesmo antes da época da festa so sol invencível.
Hipolito de Roma, por volta de 202 d.C diz:
"O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (8)
Agostinho de Hipona também comenta sobre essa crença:
“É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.”(9)
Note a citação a data 25 de Dezembro. Existem diversas tentativas de calcular o dia exato do nascimento de Cristo. Alguns tentam partir do dia da morte de Jesus que foi numa Páscoa, ou apartir do nascimento de João Batista que seria 6 meses mais velho que Jesus.
Por volta de 200 dC, Tertuliano de Cartago relatou um cálculo apartir do dia 14 de Nisan (o dia da crucif**ação de acordo com o Evangelho de João ) no ano em que Jesus morreu c era equivalente a 25 de março no calendário romano (solar). 9 25 de março é, obviamente, nove meses antes de 25 de dezembro; mais tarde foi reconhecida como a Festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus . (10) Assim, acreditava-se que Jesus havia sido concebido e crucif**ado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de dezembro.
No entanto ainda f**a uma pergunta: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A verdade é que não podemos ter certeza absoluta. No entanto, a data real pode realmente derivar mais do judaísmo, da morte de Jesus na Páscoa.
Por fim, um outro argumento bem usado é de que a Biblia não manda comorar o Natal.
Entretanto, não é porque não existe mandamento que não devemos fazer. Pois círculo de oração, escola dominical, ministerios em geral, nem a Reforma Protestante estão na biblia. Então todas essas coisas são antibiblicas?
A Biblia não é apenas um livro de mandamentos mas também um livro de princípios.
Além de que o natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.
A celebração do nascimento de Jesus também é incentivada pelo Novo Testamento.
No dia do nascimento de Jesus uma milícia celestial entoa: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).
O coro angelical exultava de alegria pelo cumprimento das profecias messiânicas: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
Observem que o Diabo deseja, a todo custo, fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22). Em vez de apresentarem inúmeras razões para não celebrarmos o Natal de Cristo, falem da gloriosa encarnação do Verbo (1 Tm 3.16; Jo 1.14; Gl 4.4,5), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)!
Diante de tudo isso exposto, temos o verdadeiro signif**ado do Natal: o nascimento de Jesus. Exultemos pois tal qual o coro angelical. Celebremos, o nascimento de Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor.
Referências:
(1) The Origins of the Liturgical Year (The Liturgical Press), de Thomas J. Talley .
(2) Martin Wallraff, Christus verus sol. Sonnenverehrung und Christentum in der Spa¨tantike (Mu¨nster: Aschendorff, 2001) especially 174-95.
(3) Ibid pg. 194
(4) Hans Förster, ‘‘Zwischen Inkulturation, Integration und Isolation. DieChristen und ihre Liturgie im 4. Jahrhundert,’’ Heiliger Dienst 63 (2009) 26-42, esp. 35.
(5) Ibid. 33
(6) The Chronography of AD 354. Part 12: Commemorations of the Martyrs. MGH Chronica Minora I (1892), pp. 71-2.
(7) https://www.biblicalarchaeology.org/daily/people-cultures-in-the-bible/jesus-historical-jesus/how-december-25-became-christmas/; acesso em 6/10/23
(8) Comentário sobre Daniel 4, 23
(9) Sobre a Trindade Livro 4, Capítulo 5
(10) Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.O NATAL NÃO TEM ORIGEM PAGÃ
Uma mentira muito difundida nessa época do ano é de que a festa do natal não é uma festa cristã, que seria uma resposta cristã a uma festa pagã de Roma e que o natal teria copiado vários elementos de outros ritos pagãos ao longo da história.
Contudo isso não é só uma mentira mas também um equívoco histórico imenso.
Vejamos, mas de onde surgiu essa ideia do natal ter uma origem pagã?
A ideia de que a data foi tirada dos pagãos remonta a dois estudiosos do final do século XVII e início do século XVIII. Paul Ernst Jablonski, um protestante alemão, desejava mostrar que a celebração do nascimento de Cristo em 25 de dezembro foi uma das muitas “paganizações” do cristianismo que a Igreja do século IV abraçou, como uma das muitas “degenerações” que transformaram o puro Cristianismo apostólico no Catolicismo. Dom Jean Hardouin, um monge beneditino, tentou mostrar que a Igreja Católica adotava as festas pagãs para fins cristãos sem paganizar o evangelho.
No calendário juliano, criado em 45 a.C. sob Júlio César, o solstício de inverno caía em 25 de dezembro e, portanto, parecia óbvio para Jablonski e Hardouin que o dia devia ter um signif**ado pagão antes de ter um signif**ado cristão. Mas, na verdade, a data não tinha signif**ado religioso no calendário festivo pagão romano antes da época de Aureliano, nem o culto ao sol desempenhou um papel proeminente em Roma antes dele.(1)
Contudo, por mais que vários historiadores ate de renome na história da igreja tenham repetido esse argumento, ele tem varias falhas.
Martin Wallraff na sua Habilitation on Somnenverehrung und Christentum in der Spätantike de 2001 (2) deixou claro que a evidência do culto do Sol Invictus em O dia 25 de dezembro também é mais problemático do que se supõe:
“Em particular, nada aponta para tradições arcaicas de adoração do sol. O primeiro testemunho seguro do natalis invicti data apenas de meados do século IV... Como resultado, a introdução da festa cristã já não pode ser representada unilateralmente como a reacção a uma festa pagã já existente. Em vez disso, estamos aparentemente lidando com aparições paralelas." (3)
Hans Förster vai ainda mais longe e supõe, tendo em conta o fraco testemunho do festival do sol no solstício de inverno, que "precisamente a falta desse tipo de celebração festival tão popular [parece] ter criado a possibilidade de ocupar esta data solar com uma festa cristã."(4)
Citando mais uma vez Förster:
"Se a festa de Natal tivesse sido introduzida de acordo com a um modelo "pagão", teria sido esperado o protesto, por exemplo, dos donatistas; na medida em que é surpreendente que se encontre muito pouca polêmica contra os 'feitos pagãos' da Grande Igreja, isso levanta a questão se o entusiasmo por esta conquista de integração do Cristianismo no século IV pode não resultar de uma falsa compreensão do acontecimento histórico. Justamente numa época em que grupos concorrentes lutavam para conseguir o perfil mais cristão possível, uma época em que havia pouca hesitação em difamar o oponente, é surpreendente que um movimento tão óbvio em direção à abertura do cristianismo em direção a uma religião decididamente pagã Para a sociedade, a introdução da festa do Natal não foi objeto de mismo ou discussão, enquanto essa mesma festa, mil anos depois, foi considerada tão estranha ao cristianismo que acabar com a festa foi considerado uma consequência lógica."(5)
Mais ainda, não há nenhum registro histórico para uma celebração do Natalis Sol Invictus em 25 de dezembro antes de 354 depois de Cristo. Dentro de um manuscrito iluminado do ano de 354 d.C, há uma entrada de 25 de dezembro de leitura "N INVICTI CM # # #." Aqui N signif**a “natividade”. Invicti signif**a “do Invicto”. CM signif**a “circenses missus” ou “jogos ordenados.” o # # # numeral romano é igual a trinta. Assim, a inscrição signif**a que trinta jogos foram encomendados para a natividade do Invicto para 25 de dezembro. Note-se que a palavra “sol” não está presente. Além disso, o mesmo codex também lista “Christus natus in Betleem Iudeae” no dia de 25 de dezembro. A frase é traduzida como “nascimento de Cristo em Belém da Judéia.”(6)
E para finalizar esse tópico e ter mais uma base para nosso artigo, podemos citar Andrew McGowan, reitor e presidente da Berkeley Divinity School em Yale:
"Não temos evidências de que os cristãos adotaram festivais pagãos no século III, época em que as datas para o Natal foram estabelecidas. Portanto, parece improvável que a data tenha sido selecionada simplesmente para corresponder aos festivais solares pagãos. Mais signif**ativamente, a primeira menção de uma data para o Natal (c. 200) e as primeiras celebrações que conhecemos (c. 250-300) ocorrem em um período em que os cristãos não emprestaram muito das tradições pagãs de caráter tão óbvio [mas] eram muito preocupados em se distanciarem das observâncias religiosas pagãs públicas mais amplas, como sacrifícios, jogos e festas. " (7)
Por isso, no nível histórico, tornou-se, improvável que a origem do Natal deve ser explicada como uma reação cristã à festa do nascimento do sol invencível.
Alguns ainda podem questionar que os Pais da igreja não comemoram o Natal em suas épocas, contudo, podemos averiguar que existem sim citações diretas ao natal mesmo antes da época da festa so sol invencível.
Hipolito de Roma, por volta de 202 d.C diz:
"O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (8)
Agostinho de Hipona também comenta sobre essa crença:
“É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.”(9)
Note a citação a data 25 de Dezembro. Existem diversas tentativas de calcular o dia exato do nascimento de Cristo. Alguns tentam partir do dia da morte de Jesus que foi numa Páscoa, ou apartir do nascimento de João Batista que seria 6 meses mais velho que Jesus.
Por volta de 200 dC, Tertuliano de Cartago relatou um cálculo apartir do dia 14 de Nisan (o dia da crucif**ação de acordo com o Evangelho de João ) no ano em que Jesus morreu c era equivalente a 25 de março no calendário romano (solar). 9 25 de março é, obviamente, nove meses antes de 25 de dezembro; mais tarde foi reconhecida como a Festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus . (10) Assim, acreditava-se que Jesus havia sido concebido e crucif**ado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de dezembro.
No entanto ainda f**a uma pergunta: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A verdade é que não podemos ter certeza absoluta. No entanto, a data real pode realmente derivar mais do judaísmo, da morte de Jesus na Páscoa.
Por fim, um outro argumento bem usado é de que a Biblia não manda comorar o Natal.
Entretanto, não é porque não existe mandamento que não devemos fazer. Pois círculo de oração, escola dominical, ministerios em geral, nem a Reforma Protestante estão na biblia. Então todas essas coisas são antibiblicas?
A Biblia não é apenas um livro de mandamentos mas também um livro de princípios.
Além de que o natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.
A celebração do nascimento de Jesus também é incentivada pelo Novo Testamento.
No dia do nascimento de Jesus uma milícia celestial entoa: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).
O coro angelical exultava de alegria pelo cumprimento das profecias messiânicas: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
Observem que o Diabo deseja, a todo custo, fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22). Em vez de apresentarem inúmeras razões para não celebrarmos o Natal de Cristo, falem da gloriosa encarnação do Verbo (1 Tm 3.16; Jo 1.14; Gl 4.4,5), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)!
Diante de tudo isso exposto, temos o verdadeiro signif**ado do Natal: o nascimento de Jesus. Exultemos pois tal qual o coro angelical. Celebremos, o nascimento de Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor.
Referências:
(1) The Origins of the Liturgical Year (The Liturgical Press), de Thomas J. Talley .
(2) Martin Wallraff, Christus verus sol. Sonnenverehrung und Christentum in der Spa¨tantike (Mu¨nster: Aschendorff, 2001) especially 174-95.
(3) Ibid pg. 194
(4) Hans Förster, ‘‘Zwischen Inkulturation, Integration und Isolation. DieChristen und ihre Liturgie im 4. Jahrhundert,’’ Heiliger Dienst 63 (2009) 26-42, esp. 35.
(5) Ibid. 33
(6) The Chronography of AD 354. Part 12: Commemorations of the Martyrs. MGH Chronica Minora I (1892), pp. 71-2.
(7) https://www.biblicalarchaeology.org/daily/people-cultures-in-the-bible/jesus-historical-jesus/how-december-25-became-christmas/; acesso em 6/10/23
(8) Comentário sobre Daniel 4, 23
(9) Sobre a Trindade Livro 4, Capítulo 5
(10) Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.