09/08/2026
Foram 17 dias de internação.
Dezessete dias de muita angústia, incertezas, lágrimas e duas cirurgias. Dias em que, mesmo à distância, eu tentei estar presente de todas as formas que podia. E, finalmente, hoje o Pedro está em casa.
Estar a milhares de quilômetros do meu filho, vivendo tudo isso sem poder estar ao lado dele, foi uma das coisas mais difíceis que já enfrentei. Houve momentos em que eu só queria poder abraçá-lo, segurar sua mão e dizer: “Eu estou aqui.” Mas eu não podia.
Antes de tudo, minha gratidão é a Deus. Foi Ele quem nos sustentou quando nossas forças acabaram, quem abriu portas quando parecia não haver saída e foi nosso co***lo nos momentos mais difíceis. Em nenhum momento Ele nos abandonou.
Sou profundamente grata por cada oração, mensagem e ligação. Cada uma fortaleceu nosso coração.
Mas hoje quero honrar especialmente aqueles que fizeram mais do que perguntar como o Pedro estava. Foram aqueles que se colocaram no meu lugar e, mesmo tendo seus próprios compromissos, escolheram estar presentes quando eu não podia.
Minha mãe foi uma verdadeira fortaleza. Entre jejuns, orações, o cuidado com meu pai, com a Kiara, com a casa e as visitas ao hospital, ela fez tudo o que estava ao seu alcance. Ao meu pai que esteve junto em todo o tempo e, muitas vezes sentindo valado e segurando firme!
À tia Nair Soares minha gratidão por estar ao lado dos meus pais, enfrentar as idas ao hospital, cobrar os médicos, me acalmar nos momentos de desespero e permanecer com minha mãe e Pedro durante a segunda cirurgia.
À Silvia Barbosa , por organizar as visitas, estar lá todas as vezes que precisamos, por buscar informações e garantir que Pedro não estivesse sozinho. À Juliana Sousa e ao Eduardo, por toda a ajuda prática e por se colocarem à disposição em todos os momentos, além claro de colocar o conhecimento de enfermagem para cobrar dos profissionais. À Su Baptista , por também usar sua experiência na enfermagem para ajudar a cobrar uma assistência mais cuidadosa. À Mari Ale Gonçalves , por correr para vê-lo, recebê-lo após a primeira cirurgia e permanecer ao lado dele até ter certeza de que estava bem.
Continua…