24/09/2026
A fotoativação não depende apenas de ligar o aparelho e contar segundos.
Existem diferentes maneiras de entregar energia luminosa à resina composta.
No modo constante, a irradiância programada é entregue de maneira relativamente estável durante toda a exposição.
No ramp ou soft-start, a fotoativação começa com menor irradiância e aumenta progressivamente.
No modo pulse, a luz é fornecida de maneira pulsada ou intermitente.
E no pulse-delay, uma exposição inicial de menor intensidade pode ser seguida por um intervalo antes da fotoativação final.
Por que esses diferentes modos foram desenvolvidos?
Durante a polimerização, a resina passa de um estado em que ainda consegue escoar para uma estrutura cada vez mais rígida.
Uma polimerização inicial mais lenta pode permitir maior acomodação do material antes da fase de maior rigidez, podendo reduzir o desenvolvimento da tensão de contração.
Mas cuidado: menor estresse não pode significar polimerização insuficiente.
O sucesso depende do conjunto:
• irradiância;
• tempo de exposição;
• energia total entregue;
• distância da ponta do aparelho;
• posicionamento da luz;
• espessura e cor da resina;
• sistema fotoiniciador do material.
Por isso, um modo “potente” por poucos segundos não é automaticamente equivalente a uma exposição mais longa.
E um modo soft-start também não é automaticamente superior.
A pergunta clínica correta não é:
“Qual modo é melhor?”
É:
“Estou entregando energia suficiente para polimerizar adequadamente esta resina, nesta espessura e nesta situação clínica?”
Porque na fotoativação, potência sem protocolo também pode virar problema.