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18/03/2024

Ling presente na recepção aos calouros 1.2024 do Curso Ciências Biológicas da UFF! Sejam bem-vindos!

Photos from LING- UFF's post 11/03/2024

A influência da microbiota intestinal sobre as doenças neurodegenerativas é uma pauta recorrente no mundo das neurociências. Neste “Você Sabia?” trazemos um importante estudo que investigou as concentrações de produtos da microbiota intestinal, os ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), encontrados nas fezes e no sangue de pacientes com Doença de Parkinson (DP). Os pacientes com DP que relataram o quadro de constipação intestinal apresentaram redução acentuada na concentração de AGCCs nas fezes, quando comparados à pacientes com DP sem constipação e indivíduos saudáveis. Simultaneamente, os mesmos pacientes com DP e constipação possuíam aumento de AGCCs, como acetato e propionato, no sangue. Esses resultados sugerem que nestes pacientes haja uma maior passagem dos produtos da microbiota para a corrente sanguínea, através do epitélio intestinal, também conhecido como barreira epitelial intestinal. Seguindo esta lógica o grupo demonstrou o aumento signif**ativo de alfa1-antitripsina nas fezes destes pacientes, comparado ao controle saudável. O que isso signif**a? O aumento da alfa1-antitripsina nas fezes está ligada à “quebra” do epitélio intestinal. A “quebra” dessa barreira intestinal ocasiona uma maior passagem entre os dois compartimentos: o lúmen do intestino e o interior do corpo (o tecido intestinal e a circulação sanguínea do paciente). Por fim, os autores correlacionaram a gravidade de sintomas motores e não motores em pacientes com DP e o aumento de AGCCs encontrados no sangue. Por exemplo: o aumento de propionato na circulação sanguínea foi frequentemente encontrado em pacientes que se apresentam com um grave acometimento motor, ansiedade, depressão, constipação e distúrbio do sono. Sendo assim, os autores especulam que o aumento da concentração de AGCCs encontrados no sangue de pacientes com DP está interligada a maior passagem de produtos da microbiota pela barreira epitelial intestinal, e este dado pode ser correlacionado com a gravidade dos sintomas motores e não motores.

Ficou interessado? Quer saber mais? Vem ler o artigo na íntegra, esse artigo está aberto para leitura e você encontra o link para ele no link da nossa bio.

Photos from LING- UFF's post 23/02/2024

Isquemia é uma condição decorrente da falha no fluxo sanguíneo. Pode ser causada por uma trombose, embolia, obstrução ou outro motivo que gere um bloqueio ou uma baixa no fluxo de sangue. Processos infecciosos e inflamatórios também são capazes de promover uma isquemia. Quando o fluxo sanguíneo é restaurado após um período de isquemia, é dito que houve a reperfusão. O quadro gerado pela isquemia seguida pela reperfusão apresenta uma série de complicações para o paciente. As artérias mesentéricas são responsáveis pela fluxo sanguíneo e nutrição dos intestinos (delgado e grosso), assim um quadro de isquemia/reperfusão nessas artérias irá afetar o funcionamento intestinal gerando uma lesão no tecido, com necrose e indução de inflamação. A reperfusão complica este cenário, aumentando a lesão intestinal e a inflamação, além de estar associada a outras complicações, colocando em risco a vida do paciente. Os danos causados pela reperfusão são devidos ao excesso de radicais livre gerados e promoção da resposta inflamatória, comprometendo a vida celular. Muitos estudos buscam um tratamento que diminua as lesões e a resposta inflamatória gerada pelo quadro de isquemia/reperfusão intestinal.
No artigo que discutimos no laboratório essa semana, os autores trabalharam com animais modelo de lesão intestinal induzida por isquemia/reperfusão. Nesse artigo e em outros trabalhos, a Professora Patricia Castelucci e seu grupo, da Universidade de São Paulo (USP), estudam o envolvimento da proteína receptora P2X7, encontrada em neurônios entéricos do intestino. A lesão gerada pela isquemia/reperfusão acarreta a liberação de altos níveis de ATP extracelular, que ativa a proteína receptora P2X7, promovendo a morte celular, refletida na lesão intestinal. O trabalho mostra que o corante Brilliant Blue G (BBG) bloqueia o receptor P2X7, diminuindo a morte de neurônios, a presença de inflamação e recuperando a motilidade intestinal. Dessa forma, o receptor P2X7 é apresentado como um importante alvo terapêutico para os danos causados pela lesão de isquemia e reperfusão intestinal.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre ele? A referência se encontra nos comentários.

Photos from LING- UFF's post 20/02/2024
Photos from LING- UFF's post 18/01/2024

Nosso primeiro seminário do ano de 2024 rendeu uma discussão muito boa sobre o tema ansiedade, depressão, obesidade e eixo intestino-cérebro. Os autores desse excelente artigo trabalharam com animais modelo de obesidade, induzidos através do fornecimento de uma dieta rica em gordura (HFD - High-fat diet). O trabalho é muito rico em informações e de fácil leitura, então aos interessados no assunto f**a um convite à leitura, mas vamos trazer aqui alguns pontos altos do artigo. Os autores encontraram no duodeno dos animais modelo de obesidade uma inflamação leve, mas capaz de promover mudanças nas sinapses do intestino e do hipocampo. Isso mesmo! Hipocampo, estrutura do sistema nervoso central envolvida com aprendizado e memória, e mudanças no humor. Os autores demonstram que o hipocampo de animais modelo de obesidade apresentaram um menor número de sinapses e de espinhos dendríticos. E mais: o bloqueio da glia entérica reverte a perda de sinapses em animais que recebem a dieta rica em gordura. Eles também realizaram te**es comportamentais para identif**ar comportamentos do tipo depressivo e ansioso. Eles observaram que o modelo de obesidade apresentava evidências do comportamento depressivo e ansioso, como maior imobilidade no teste do nado forçado e no campo aberto, assim como menor número de entradas na área central do campo aberto. Contudo, quando a célula da glia entérica era bloqueada nos animais modelo de obesidade essas alterações comportamentais não eram evidenciadas e o animal era semelhante ao controle. Dessa forma, podemos concluir que as alterações comportamentais presentes neste quadro de obesidade são reflexo de uma modif**ação na célula da glia entérica induzida pela dieta. Uau! Temos aqui uma evidência clara da atuação do eixo intestino-cérebro no quadro da obesidade e o papel fundamental da célula da glia entérica para a geração de uma alteração no comportamento do animal.

Gostou? Quer saber mais?
Vem ler o artigo na íntegra, esse artigo está aberto para leitura e você encontra o link para ele no link da nossa bio.

16/01/2024

Ja já começamos nosso primeiro seminário do ano. Vem 2024!

Photos from LING- UFF's post 16/07/2023

Estamos passando por aqui para divulgar a composição atual da nossa equipe. Para desenvolvermos nosso trabalho de pesquisa contamos com alunas de iniciação científ**a: Marianna Carvalho (à esquerda), e Isabela Fialho (no centro atrás), além da Júlia Viana que não se encontra na foto; e a aluna de pós-graduação Maria Carolina Ricciardi (à direita). A professora responsável, Dra. Ana Lucia Tavares Gomes, encontra-se no centro da foto. Nosso grupo ainda tem a participação de nossas ex-alunas (2o. Post), agora como colaboradoras. Atualmente, Beatriz Thomasi (2o. Post à esquerda), realiza seu pós-doutorado na Michigan State University e Luisa Valdetaro (2o. Post à direita), encontra-se realizando seu pós-doutorado na New York University. É uma alegria ver o nosso grupo se espalhando pelo mundo, nossa rede crescendo e nossa pesquisa evoluindo. 🥰❤️👏

Photos from LING- UFF's post 24/03/2023

Hoje foi um dia especial no ling_UFF!
Tivemos a prévia de mestrado da aluna Maria Carolina Ricciardi. A prévia é uma apresentação que a mestranda faz a partir de 1 ano do início onde fala sobre o andamento do projeto de pesquisa para o corpo docente e discente do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFF . arrasou na sua apresentação! Parabéns Maria Carolina. Além desse importante evento, recebemos a visita da , membro internacional do Ling_UFF! Membro internacional?! Sim! E isso é um capítulo a parte, em breve retornamos com mais informações. 😉

10/08/2022

Ontem fechamos o dia com uma excelente notícia e não podemos deixar de dividir com vocês. No domingo a mestrando Maria Carolina Ricciardi apresentou o trabalho enviado ao congresso da # # Reunião anual da FESBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). Entre os trabalhos avaliados o nosso, junto a outros, foi selecionado e contemplado com uma menção honrosa! Que alegria! É muito bom ver o reconhecimento da qualidade do nosso trabalho, feito por pares. A avaliação foi feita através de perguntas a respeito do trabalho apresentado, muito bem respondidas pela aluna Maria Carolina. Também não poderia ser diferente, dada a dedicação diária da aluna ao trabalho desenvolvido junto ao grupo. Nossa equipe é demais! Todos os co-autores estão de parabéns e participaram ativamente do trabalho! É importante falar que somos da UFF, uma universidade pública que como todas as outras vem sofrendo com os cortes absurdos feito pelo atual governo. Apesar disso, seguimos resistindo a falta de incentivo e fazendo o nosso melhor.

Photos from LING- UFF's post 14/07/2022

É com muita satisfação que viemos apresentar para vocês a mais recente publicação do nosso grupo! Esse artigo científico é especial! O artigo é fruto de estudos das alterações entéricas presentes em animais modelo da doença de Parkinson. O nosso foco principal foi a célula da glia entérica e a sua relação com a inflamação intestinal encontrada nos animais modelo da DP. Nosso modelo animal nos possibilitou o estudo do eixo intestino-cérebro neste trabalho, pois realizamos um modelo de neurodegeneração central e olhamos para as alterações presentes no intestino grosso. O intestino tem importante papel na fisiologia da doença de Parkinson e o estudo do segundo cérebro é mais que necessário. Contribuímos para o desenvolvimento deste campo da ciência com dados muito interessantes sobre o curso temporal da neurodegeneração e a participação da glia entérica na doença de Parkinson. Para saber mais vocês podem ir no link da bio, lá vocês encontrarão o artigo. Vem conhecer nosso trabalho!

Photos from LING- UFF's post 13/07/2022

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa multicêntrica, com manifestações motoras e não-motoras e entre as não-motoras encontramos o comprometimento do funcionamento do intestino. Nos últimos anos a literatura científ**a coloca o eixo microbiotia-intestino-cérebro como um importante canal de comunicação capaz de modular quadros patológicos. Um interessante trabalho publicado em 2021, "𝘛𝘩𝘦 𝘨𝘶𝘵 𝘮𝘪𝘤𝘳𝘰𝘣𝘪𝘰𝘵𝘢 𝘮𝘦𝘵𝘢𝘣𝘰𝘭𝘪𝘵𝘦 𝘱𝘳𝘰𝘱𝘪𝘰𝘯𝘢𝘵𝘦 𝘢𝘮𝘦𝘭𝘪𝘰𝘳𝘢𝘵𝘦𝘴 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘴𝘵𝘪𝘯𝘢𝘭 𝘦𝘱𝘪𝘵𝘩𝘦𝘭𝘪𝘢𝘭 𝘣𝘢𝘳𝘳𝘪𝘦𝘳 𝘥𝘺𝘴𝘧𝘶𝘯𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯-𝘮𝘦𝘥𝘪𝘢𝘵𝘦𝘥 𝘗𝘢𝘳𝘬𝘪𝘯𝘴𝘰𝘯'𝘴 𝘥𝘪𝘴𝘦𝘢𝘴𝘦 𝘷𝘪𝘢 𝘵𝘩𝘦 𝘈𝘒𝘛 𝘴𝘪𝘨𝘯𝘢𝘭𝘪𝘯𝘨 𝘱𝘢𝘵𝘩𝘸𝘢𝘺𝘴", demonstrou que a concentração de ácidos graxos de cadeia curta, produtos da microbiota, encontrava-se reduzida em amostras fecais de pacientes com DP. Diante deste resultado, os pesquisadores estudaram o efeito da administração via oral de Propionato em camundongos modelo da DP (induzido pela administração com MPTP) . Como resultado, o artigo relata que o tratamento com Propionato induz a uma melhora signif**ativa do comportamento motor dos animais modelo da DP (grupo experimental MPTP + Propionato). Além disso, o tratamento com Propionato foi capaz de aumentar a expressão de proteínas integrantes das junções de oclusão (ZO-1 e Ocludina) presente na barreira epitelial intestinal dos animais modelo da DP (grupo MPTP + Propionato). Os autores também investigaram a marcação para proteína AKT, uma proteína de sinalização intracelular associada a expressão das proteínas de junções oclusivas e regulação da permeabilidade intestinal. O tratamento com Propionato foi capaz de inibir a fosforilação da proteína AKT em camundongos modelo da DP. Desta forma, o estudo demonstra que o tratamento com Propionato foi capaz de exercer efeitos benéficos sobre a permeabilidade intestinal e comportamento motor em camundongos modelo da DP, através da via de sinalização que envolve a proteína AKT. Esses resultados fornecem evidências para os potenciais benefícios do Propionato como possível tratamento para a DP. Mais estudo são necessários para direcionamento desta estratégia terapêutica.

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