29/09/2026
Neste mês celebramos o aniversário de Paulo Freire, momento de muita reflexão para entender o que ele nos ensinou sobre aprender.
Talvez, antes de tudo, que aprender não é um movimento de mão única.
Não existe apenas quem ensina e quem aprende. Existe a pergunta que nasce de uma curiosidade e que, muitas vezes, nos leva para caminhos que nem estavam previstos.
Na perspectiva de Paulo Freire, a educação não se reduz à transmissão de conhecimentos. Ela acontece na relação com o outro e com o mundo. A criança não chega à escola como uma página em branco: chega trazendo perguntas, experiências, histórias, modos próprios de perceber e interpretar aquilo que a cerca.
Por isso, aprender também é poder falar, escutar, investigar, experimentar, criar, discordar, elaborar e reelaborar sentidos.
É reconhecer que educadores também aprendem quando se abrem para aquilo que as crianças têm a dizer. E que as crianças podem ocupar um lugar de protagonismo na construção do conhecimento.
É nesse movimento de troca que o diálogo deixa de ser apenas uma conversa e passa a ser uma maneira de fazer educação.
Uma escola dialógica se constrói justamente nesse espaço: entre a pergunta e a descoberta, entre o que já sabemos e aquilo que ainda podemos aprender, entre diferentes experiências e diferentes formas de olhar para o mundo.
Paulo Freire nos lembra que educar é uma prática profundamente humana.
E talvez seja por isso que seu pensamento continue nos convidando, tantos anos depois, a fazer uma pergunta que permanece aberta:
O que podemos aprender uns com os outros?
No aniversário de Paulo Freire, celebramos não apenas sua trajetória, mas as perguntas que seu pensamento continua nos ajudando a fazer.