07/02/2026
Relógios, anéis, pulseiras, alianças, brincos grandes.
Todo mundo da assistência sabe que não pode usar adornos no ambiente hospitalar. A norma existe, é antiga, está nos manuais, nas RDCs, nos POPs e nos treinamentos.
Mesmo assim, para o SCIRAS, fazer essa regra sair do papel e virar prática diária continua sendo um dos maiores desafios.
O problema não é falta de conhecimento.
Na maioria das vezes, o problema é comportamental.
O adorno carrega signif**ado: afeto, identidade, hábito, estética. E quando a CCIH orienta a retirada, muitas vezes o profissional não escuta uma medida de segurança, escuta uma crítica pessoal. É importante reforçar: falo de profissionais, e não de uma categoria específ**a (enfermagem). A regra se estende a todos que atuam no ambiente assistencial, independentemente do vínculo ou função. Com base nesses anos de experiência, um dos maiores desafios está justamente na adesão de profissionais terceirizados ou PJ, que nem sempre se sentem parte da cultura institucional 😮💨
A mudança não acontece da noite para o dia, mas cada orientação, cada correção e cada conversa fazem parte da construção de uma cultura mais segura 🩵