12/11/2025
Dia da profissão que me tornou muito mais humana e me deu lutas para brigar além das minhas.
É bonita? É. Mas também é desafiadora, como todas as que envolvem cuidar de pessoas.
Temos crianças que levam várias sessões para se adaptar, enquanto outras adorariam vir todos os dias. Logo depois, quem resistia começa a gostar, e quem não queria sair alcança os objetivos, conquista autonomia e chega o momento de seguir sem nós.
Por trás de cada sessão, há horas e horas de preparo. Estudamos cada detalhe, planejamos cada atividade, buscamos o motivo e o objetivo de cada intervenção. O trabalho fora da clínica é o mais difícil.
E mesmo com tudo planejado, às vezes, é preciso quebrar o roteiro. Já mudei tudo na hora para ajudar uma família: escolher um profissional, entender onde f**a uma clínica, saber o custo de um exame raro ou até preparar o pequeno para conhecer a praia. Cada encontro é único e exige presença, flexibilidade e sensibilidade.
Entre impor limites, incentivar o respeito e manter a disciplina, também brincamos, rimos e conversamos. E mesmo nos dias em que o cansaço, as dores ou os problemas pessoais pesam, ao entrar na sala o profissionalismo assume o comando e o sorriso simplesmente vem.
No vídeo, estou como psicopedagoga do serviço público, um desafio ainda maior, mas que se tornou o meu apego. Nesse dia, combinamos que eu participaria da composição de uma música dele. Ele ainda pediu para fazermos a gravação para ver se tinha f**ado bom, e claro que aceitei. Afinal, o que mais fazemos como psicopedagogas são combinados, e basta quebrar um para perdermos a credibilidade com pessoinhas de seis anos de idade kkkkk
Está sem áudio para não ocorrer identif**ação da criança.