29/05/2020
TUDO MUDOU EM ABRIL DE 2020. O sono não é reparador como antes. O cansaço é frequente. A incerteza sobre o dia de amanhã é apavorante. Enfim, a cabeça opera em outra frequência na era do Covid-19. Vivemos tempos únicos. Até certo ponto, é esperado sentir-se mal, ansioso, com raiva, insatisfeito ou triste diante de tantos desafios que aparecem na nossa frente. O problema é que o inimigo de 2020 não tem rosto, não dá pra fugir dele e representa um perigo permanente, o que dispara o gatilho da tensão a todo instante. Em paralelo ao coronavírus, vemos surgir uma pandemia de medo e estresse.
Mesmo que a crise do coronavírus seja contida dentro de alguns meses, o legado dessa pandemia vai viver conosco por anos, talvez décadas. Isso vai mudar o modo como nos movemos, como construímos, como aprendemos e nos conectamos. É simplesmente impossível voltar à vida como se nada disso tivesse acontecido. Assim, embora possa parecer bom por enquanto, é tolice mergulhar num frenesi de atividade ou ficar obcecado com sua produtividade neste momento. Isso é negação e auto-ilusão. Neste momento, essa negação só serve para atrasar o processo fundamental da aceitação, que permite que a gente possa se reinventar nessa nova realidade. A resposta emocional saudável seria se preparar para ser mudado para sempre. ADAPTAR-SE.
Adaptar-se a uma rotina saudável de estudos, de produtividade sem excessos e que caibam numa vida durante e pós pandemia.
Do outro lado desta jornada de aceitação estão a esperança e a resiliência. Nós sabemos que podemos passar por isso, mesmo que dure anos. Nós seremos criativos e responsivos; vamos lutar em todas as brechas e recantos possíveis. Vamos aprender novas receitas e fazer amizades desconhecidas. Faremos projetos que nem podemos imaginar hoje e vamos inspirar estudantes que ainda estamos para conhecer. E vamos nos ajudar mutuamente. Não importa o que vier depois: juntos, estaremos preparados e fortalecidos.
Texto produzido pela psicóloga Tayara Medeiros 🌻 .psicologa