28/09/2026
Cyberbullying não termina quando a aula acaba.
Antigamente, uma provocação na escola muitas vezes terminava quando o aluno chegava em casa. Hoje ela pode continuar no celular, no grupo da turma, numa página de fofoca, em um perfil falso, numa foto alterada ou em comentários que vão sendo compartilhados. E tem um agravante: aquilo que foi dito para meia dúzia de colegas pode chegar rapidamente a centenas de pessoas. Para quem está do outro lado, não é “só uma brincadeira”. A vergonha, o medo e a sensação de estar sendo observado podem acompanhar aquele menino ou aquela menina o dia inteiro.
Por isso, precisamos conversar com nossos filhos sobre cyberbullying antes que alguma coisa aconteça. E não apenas perguntar se estão sofrendo. Precisamos ter coragem de perguntar se estão participando, compartilhando, rindo, comentando ou ajudando a humilhar alguém. Se descobrirmos que nosso filho está envolvido, defendê-lo a qualquer custo não vai ajudá-lo a crescer. É hora de acolher, entender o que aconteceu, colocar limites e fazê-lo perceber que escolhas têm consequências. Na internet também existe responsabilidade. E ensinar nossos filhos a respeitar o outro, mesmo quando ninguém está olhando, continua sendo tarefa nossa.