Confraria do Tiro

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21/09/2026

Eu sei que muita gente desanimou.

E, sinceramente, eu entendo.

Eu também senti isso na pele. Sou pai solo, tenho trabalho, compromissos, horários para cumprir. Quando começaram as mudanças de horários dos clubes, regras, prazos e toda a burocracia, ficou muito mais difícil encaixar o tiro na vida.

E sei que não fui o único.

Tem gente que não conseguiu cumprir habitualidade. Tem gente que vendeu as armas. Tem gente que simplesmente cansou. Amigos meus foram embora do país. Outros continuam, mas bem menos do que antes.

Não cabe a mim julgar ninguém.

Só acho que não podemos deixar morrer aquilo que existia antes de toda essa papelada.

A cultura.

Gostar do tiro não é apenas ter uma arma no cofre ou conseguir ir ao clube toda semana. É conhecimento, responsabilidade, preparação, amizade e aquilo que a gente ensina para quem vem depois.

Governos passam. Regras mudam. Daqui a quatro anos, muita coisa pode mudar de novo.

A cultura precisa sobreviver a isso.

Então esse vídeo é principalmente para quem anda meio de s**o cheio de tudo isso.

Não vou dizer “eu avisei”.

Só vou dizer: não desista.

Mesmo que hoje você esteja atirando menos.

A cultura vem antes da arma.

Grayman não é desaparecer do mundo.É entender quanto da sua rotina, dos seus hábitos e das suas vulnerabilidades você en...
21/09/2026

Grayman não é desaparecer do mundo.

É entender quanto da sua rotina, dos seus hábitos e das suas vulnerabilidades você entrega sem perceber.

No ambiente físico, isso aparece nos caminhos repetidos, horários previsíveis, comportamento e exposição desnecessária.

No digital, aparece nos stories, deslocamentos, fotos, aplicativos, localização e padrões que o celular registra todos os dias.

Segurança não começa no confronto.

Começa antes: observando, antecipando, reduzindo exposição e evitando transformar sua própria rotina em um mapa.

A arma é uma camada.

Não é a primeira.

A cultura vem antes da arma.

19/09/2026

No tiro esportivo, evolução nem sempre vem com medalha.

Às vezes ela aparece quando você entende melhor seus erros, melhora um detalhe, aceita um resultado ruim sem inventar desculpa e volta para treinar.

Competição ensina muita coisa justamente porque o resultado está ali, claro, objetivo.

E isso pode incomodar.

Mas também pode transformar.

Nem sempre vencer signif**a subir no pódio. Às vezes signif**a perceber que você hoje faz melhor aquilo que fazia seis meses atrás.

Evolução também é resultado.

Fauda voltou em 2026 pela primeira vez depois do 7 de outubro. E não voltou do jeito que tinha sido planejado, os criado...
18/09/2026

Fauda voltou em 2026 pela primeira vez depois do 7 de outubro. E não voltou do jeito que tinha sido planejado, os criadores jogaram fora o roteiro que já tinham pronto e reescreveram tudo depois do ataque, porque não dava pra fazer uma série sobre a realidade do Oriente Médio fingindo que aquele dia não tinha acontecido.

A quinta temporada se passa dois anos depois do ataque. Dois episódios reconstroem o 7 de outubro na tela, o mesmo dia que os atores da série viveram na pele fora das câmeras. Um deles foi ferido combatendo em Gaza. Outro, da equipe de produção, morreu numa operação. Não é encenação distante. É gente recriando diante da câmera o que aconteceu com o próprio país, a própria família, os próprios colegas.

Por isso Fauda incomoda mais do que qualquer filme de ação.

Não mostra heróis perfeitos. Mostra gente tentando processar trauma, buscando vingança de forma não autorizada, cometendo erros, operando dentro de um contexto que ninguém de fora entende de verdade.

Tirando o contexto, sobra só a imagem: arma, tática, adrenalina. Vira estética. Vira cosplay.

Com o contexto, você entende outra coisa: por que aquela pessoa está naquele beco, o que ela perdeu pra chegar ali, o preço que paga por cada decisão.

Técnica sem contexto vira imitação.

Contexto, ali, é tudo.

Isso vale pra série. Vale pra treino. Vale pra qualquer um que ache que aprender a atirar é a mesma coisa que estar preparado.

Não é sobre parecer operador. É sobre entender o ambiente, a consequência, o motivo.

O resto é figurino.

14/09/2026

Quando só o erro aparece, ele começa a parecer a regra.

Mas a cultura do tiro também é feita de histórias que quase nunca ganham espaço.

Do atleta que evoluiu depois de anos de treino.

Do instrutor que formou gente com responsabilidade.

Do clube que virou ponto de amizade e convivência.

De quem entrou por curiosidade e encontrou disciplina, esporte e pertencimento.

De quem aprendeu com alguém e hoje passa isso adiante.

Essas histórias também ajudam a definir quem somos.

Então f**a a pergunta:

quem aí tem uma história silenciosa de sucesso dentro do tiro?

Pode ser uma competição, uma vitória, uma medalha, uma amizade, uma superação, um aprendizado ou alguém que marcou sua trajetória.

Conta aqui.

08/09/2026

Aprender a atirar é só uma parte da formação.

A outra começa quando você percebe que capacidade também exige autocontrole.

Trânsito, provocação, raiva, ego, álcool e conflitos banais podem escalar rápido demais quando alguém perde a cabeça.

Uma arma não deveria aumentar sua vontade de impor respeito.

Deveria aumentar sua consciência sobre as consequências.

Treinar também é aprender quando não atirar.

Aos afoitos: ainda é cedo.A Operação Polaridade investiga suspeitas graves envolvendo fraudes em procedimentos de aquisi...
05/09/2026

Aos afoitos: ainda é cedo.

A Operação Polaridade investiga suspeitas graves envolvendo fraudes em procedimentos de aquisição e registro de armas. Há informações relevantes surgindo, mas investigação em andamento exige uma coisa que anda em falta: prudência.

Ainda não é hora de transformar investigados em condenados.

Também não é hora de transformar uma investigação sobre possíveis fraudes em sentença contra toda a comunidade CAC.

E tampouco faz sentido chamar automaticamente qualquer investigação de “perseguição”.

Se crimes forem comprovados, que os responsáveis respondam individualmente, com o devido processo legal.

Se, por outro lado, episódios individuais forem utilizados para justif**ar restrições coletivas contra cidadãos que cumprem a lei, estaremos diante de uma discussão completamente diferente.

É justamente essa fronteira que precisamos observar.

Por isso estamos acompanhando os fatos antes de escolher a narrativa.

Nem corporativismo, nem generalização.

Responsabilidade também signif**a saber esperar pelas provas.

Matéria completa no site da confraria do tiro.

03/09/2026

Quando a política muda, as regras podem mudar junto.

Projetos podem avançar, restrições podem ser revistas e direitos podem ganhar novo espaço.

Mas existe uma pergunta que precisa acompanhar qualquer vitória política:

o que vamos construir depois dela?

Lei pode abrir caminho.
Cultura é o que transforma esse espaço em formação, clubes fortes, esporte, responsabilidade e transmissão entre gerações.

A política importa. Mas ela não pode ser o ponto final.

Uma eleição pode mudar a lei. Só a cultura consegue fazer alguma coisa durar além da próxima eleição.

03/09/2026

Até onde o Estado consegue saber o que você compra?

Quando dados de consumo, cadastros e padrões de comportamento são cruzados, compras aparentemente comuns podem ajudar a construir um perfil sobre você.

Neste vídeo, falo sobre DHS, FBI, preparação para emergências e uma questão que vai muito além do universo prepper: quem sabe o que você compra, sabe muito sobre como você vive.

Privacidade não é só esconder informação. É limitar quem consegue montar o quebra-cabeça da sua vida.

Você já tinha pensado nisso?

02/09/2026

Comunicação resiliente não é sobre ter um rádio. É sobre saber o que fazer quando aquilo que usamos todos os dias deixa de funcionar.

Nesse trecho do podcast Esteja Preparado, conversamos sobre rádio amador, comunicação mesh, satélite e uma coisa que muita gente só percebe tarde demais: equipamento sem conhecimento é apenas equipamento.

Rádio exige prática, paciência e compreensão de quando, onde e como usar. E, em uma emergência real, isso pode fazer uma diferença enorme.

No vídeo conto inclusive um caso que vivi anos atrás, quando um amigo sofreu um acidente de bicicleta e conseguiu pedir ajuda pelo rádio. Naquele momento, não havia aplicativo, grupo ou algoritmo entre o pedido de socorro e quem podia ajudá-lo.

📡 O episódio completo do podcast Esteja Preparado, com a Linade, está no YouTube.

O curso Comunicação Resiliente, aprofundando rádio, mesh, satélite e alternativas de comunicação, está disponível pela Confraria do Tiro.

E ainda vou separar outros cortes dessa conversa, inclusive sobre Grayman na Era Digital, exposição digital e preparação no mundo conectado.

Preparação não começa quando a rede cai. Começa antes.

Endereço

Mogi Das Cruzes, SP

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