08/09/2026
A aproximação das crianças com a cultura escrita, na perspectiva da pedagogia participativa, acontece de forma significativa e contextualizada, a partir das relações e experiências vivenciadas no cotidiano, dentro e fora da escola.
Não se trata de antecipar ou tornar obrigatória a alfabetização na Educação Infantil, mas de reconhecer que as crianças convivem com a linguagem escrita em diferentes situações sociais e culturais e, a partir dessas experiências, constroem hipóteses, perguntas, curiosidades e desejos de conhecer o mundo letrado.
Nesse processo, a escuta atenta do professor torna-se fundamental. São os interesses, as perguntas, as descobertas e as manifestações das próprias crianças que orientam as propostas e possibilitam a criação de contextos nos quais a escrita tenha sentido e função social.
Conversas, histórias, nomes, listas, bilhetes, receitas, placas, livros, desenhos, registros e tantas outras manifestações da cultura escrita podem fazer parte do cotidiano, não como exercícios mecânicos de alfabetização, mas como possibilidades de investigação, expressão e comunicação.
Assim, a criança é reconhecida como sujeito potente, curiosa e participante de seu processo de aprendizagem. O papel do adulto é observar, escutar, interpretar e criar condições para que cada criança avance em suas descobertas, respeitando seus tempos, suas singularidades e os caminhos que escolhe para se aproximar da cultura escrita.