11/04/2026
Nós da ILedì Awo Imolè Ẹdan , departamento de estudo e na pessoa do Lisa Ogboni Aborigene Brasil.
Queremos refutar com base acadêmica, infelizmente um cidadão brasileiro que Fundou uma " Tal Universalidade popular de Ifá " no Centro Oeste do país.
Para responder diretamente aos seus comentários de vitimismo pois porque nasceu com a pele parda um pouco mais escura , diz que faz uma militância a 20 anos sobre a branquitude na religião.
Como esse cidadão cita a história e se diz acadêmico vamos lá.
1- Já existia a escravidão entre negros no continente africano muito antes da chegada dos europeus, porém é fundamental diferenciar as formas de escravidão, pois o modelo praticado na África era, em sua maioria, muito diferente do "tráfico negreiro transatlântico" (escravidão de bens) que conhecemos nas Américas.
Era Pré-Colonial (Antes de 1400): Já existiam sistemas de servidão em impérios como o de Gana, Mali e Songai.
Fonte : John Thornton.
A África e os Africanos na Formação do Mundo Atlântico.
Um outro exemplos;
"Nigéria" não existia como país; o território era dividido em impérios e cidades-estado poderosas com culturas muito distintas entre si.
O Império de Benin (Sul da Nigéria)
Não deve ser confundido com o atual país Benim.
O Império de Benin foi uma das potências mais organizadas da floresta tropical.
A Escravidão:
Quando os portugueses chegaram em 1485, o Benin já era um estado centralizado.
Inicialmente, o Rei limitou a venda de escravos homens, preferindo exportar pimenta, marfim e panos.
No entanto, para manter sua força militar e adquirir armas de fogo, o império acabou participando do comércio de cativos provenientes de guerras de expansão contra povos vizinhos.
O Império de Oyo (Oeste da Nigéria e Benim)
Dominado pelo povo Yorubá, foi um império de cavalaria que controlava vastas savanas.
Séculos XVII e XVIII.
Oyo tornou-se um dos maiores exportadores de escravos para os europeus (especialmente no "Porto de Ajuda").
Eles capturavam povos vizinhos e inimigos políticos.
Ironicamente, o colapso de Oyo no século XIX, devido a guerras civis, resultou em muitos próprios Yorubás sendo escravizados e trazidos para o Brasil (origem da forte influência Nagô na Bahia).
O Califado de Sokoto (Norte da Nigéria).
Enquanto o sul lidava com o tráfico atlântico, o norte era islâmico e voltado para o comércio transaariano.
Data Chave: 1804 (Jihad de Usman dan Fodio).
Contexto:
Foi criado um vasto estado islâmico que unificou as cidades-estado Hausa.
Sokoto tornou-se uma das maiores economias escravistas do mundo no século XIX; estima-se que em meados de 1800, o califado possuía milhões de escravizados (muitos usados na agricultura local e produção de tecidos).
Reino de Daomé (Atual Benim):
Vizinho a oeste de Oyo.
Era um estado militarista famoso por suas "Amazonas" (guerreiras Agojie).
Sua economia era quase inteiramente voltada para a guerra e captura de escravos para venda em Ouidah.
Império de Kanem-Bornu (Nordeste da Nigéria/Chade): Um dos impérios mais duradouros da história mundial, controlava as rotas de comércio que ligavam a África Central ao Egito e à Líbia.
Fontes para aprofundamento:
Robin Law: The Oyo Empire c.1600-c.1836 – Obra definitiva sobre o poderio Yorubá.
Toyin Falola: A History of Nigeria – Um dos maiores historiadores nigerianos vivos.
Michael Crowder: The Story of Nigeria – Uma visão clássica sobre a formação dos estados africanos naquela zona.
A Fase Colonial (1884 – 1960).
O domínio total da Nigéria pelos ingleses só aconteceu de fato após a Conferência de Berlim (1884-1885).
Antes disso, os impérios africanos que citei eram estados independentes, com suas próprias leis, exércitos e sistemas de servidão.
O Califado de Sokoto, no norte, só foi formalmente derrotado pelos britânicos em 1903.
Resumo Cronológico.
Século XV ao XVIII: Impérios Africanos soberanos. Escravidão interna e tráfico para as Américas a pleno v***r.
Poder: Reis Africanos.
1807: Inglaterra proíbe o tráfico.
Começa a pressionar reis africanos a mudar a pauta de exportação para matérias-primas.
1861: Início da invasão física. Inglaterra toma Lagos.
1914: A Inglaterra une o Norte e o Sul para criar o que hoje chamamos de Nigéria.
Ou seja: a escravidão entre os povos da região e os grandes impérios negros já existiam e estavam no auge muito antes de o primeiro soldado britânico marchar para o interior do continente.
Fonte precisa:
O livro “The History of Nigeria” de Toyin Falola explica detalhadamente como esses estados operaram por séculos antes de qualquer presença administrativa europeia.
Isso é um pouca da história, agora em suma quanto a Ifá, babalawos renomados que posso citar vários que atuam na Europa levando Ifá para as pessoas brancas , sem ressentimento e focados em salvar os destinos dessas pessoas .
Nunca fizeram esse tipo de comentário.
Ifá esta acima de cor de pele , raça e gênero.
Orunmila levou Ifá para fora e hoje está em quase o mundo inteiro.
Ifá é sobre destino , ori desenvolvimento humano.
A criação voltada ao criador .
É a luta do mal , ajoguns contra o bem .
Ajoguns ataca o homem branco , negro , asiático, europeu , enfim é muito mais profundo esse tratado de entender Ifá, do que esse comentário medíocre de militância de " branquitude no Ifá ".
Sou branco meu pai tem a cor de pele mais escuro que esse cidadão da tal faculdade e isso tem outro nome " miscigenação ".
Somos resultado de antepassados que nem imaginamos , como por exemplo; quantas vezes encanamos?
Só Ifá pode nos orientar sobre passado presente e futuro.
Termino essa minha refutação dizendo que se você hoje é Oluwo, fez seu oro fin fin ogboni , foi com um sacerdote branco , que é nosso Oba Brasil Ogboni.
Alias o seu coração precisa dar uma chance para uma pessoa da cor de pele escura , pois ele só escolhe pessoa branca.
Cumpra sua missão sem discriminação de raça e cor de " peles ", aprenda com Orunmila o que é ser altruísta.
Kabiesi Olodumare.
Kabiesi ooo Oba Aare Ogboni Brasil Ojéladè Akanni
Prof Oluwo Ifagbja.
Lisa Ogboni Aborigene Brasil
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